Oi Marcus,
Fabiana Cecin
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É o máximo mesmo, Fabi. Entendi.

Agora permita-me fazer uma correção para poder fazer com propriedade fazer um elogio.

O valor do meio-de-troca não é dado só por crença, ele é dado pelo próprio valor do meio-de-troca. Quando se trocam as coisas intermediadas por “algo” as características desse algo no cumprimento da função de meio de pagamento determinam qual será literalmente o valor que as pessoas vão dar para a “moeda”, e isso se expressará neste processo natural como um aumento da procura, e consequentemente da oferta para atender a demanda. Se a procura for maior que oferta, as pessoas vão oferecer mais até o ponto em que elas acham que vale o preço para pagar usar esse meio de troca e não outros. Esses valores portanto são dados pela qualidade da “moeda”, confiabilidade, portabilidade, funcionalidade, etc… Antigamente não era possível programar as características do meio-de-troca, escolhia um objeto da natureza, de conchas, fumo, a metais preciosos, e aquele que mais aproximava das características ideais para cumprir a função era tomado para esse uso. Com o advento da moeda fiduciária (títulos de papel) bancos e governos passaram a programar e controlar essas características, literalmente fazendo através dos primitivos e altamente inconfiáveis códigos burocráticos o que as criptomoedas fazem de forma automática e (extremante fiel) com os algorítimos.

Porque estou te contanto essa historinha? Só para dizer o seguinte sobre o seu trabalho: as características que você está preservando e que fizeram o bitcoin uma emulação do ouro- e que dispensam (ou melhor a blindam contra) a intermediação do fiador banco-estado- somada as características e funcionalidades únicas extremamente democráticas que você está conferindo ao sistema e que nenhuma coisa natural ou outro sistema artificial possuem; esse diferencial que torna, essa sacada genial é p que confere a utilidade do sistema é que consequente torna sua obra valiosíssima. Em outras palavras, o valor que o meio-de-troca que você está programando possuirá não é uma ilusão psicológica, ele é e será a resultante desse valor-de-uso dado; que sim, pode e deve ser subjetivo, mas não é meramente convencionado entre as partes, porque sendo as partes inteligentes e tendo interesses elas são capazes de entender as vantagens do sistema e atribuir um valor a sua criação. E a instabilidade monetária, o processo de valorização e desvalorização é portanto justamente a objetivação desse valor desses bens e serviços chamados moedas.

Assim ao observar esse regra agregando valor real de uso a moeda e não por imposição ou impostura de valor artificial de troca (como fazem governos que implodem a economia dos seus países) você está criando ao mesmo tempo um meio de troca de valores, que tem um valor intrínseco inerente a essas características técnicas do DMS que será extremamente volátil mas altamente valioso. E não considero essa “instabilidade” um problema, mas uma das suas maiores qualidades inerentes, pois ao se ajustar de forma altamente rápida as variações da oferta e procura isso poderá tornará ainda mais útil e valioso.

Evidente que essa possibilidade de alta valorização pode ser objeto de especulação, mas onde há valor, há parasitas oportunistas, “freeriders”, mas eles não serão nada se comparado ao valores circulantes no sistema. E essas características facilitarão absurdamente tanto a adesão dos usuários quanto a capitalização do sistema- o que para mim é definitivamente o máximo! já que ele assim se constituiria como base monetária perfeita para pagamento de rendas básicas no mundo!!!

Rigorosamente então falando quando eu pagar uma renda básica em um comunidade em qualquer lugar do mundo, não estarei distribuindo papel sem valor de troca, ou com valor imposto ou convencionado por nenhuma autoridade central, mas meio de pagamento com alto poder de troca (compra) cujo valor é dado pelas propriedades (capacidades) que você programou. Literalmente estarei distribuindo um bem com um valor real produzido por seu trabalho. O bem de onde se origina o valor está portanto na sua criação, ou em outras palavras: a propriedade intelectual que você criou é o capital.

Definitivamente, Fabi, sou fã do que você esta fazendo e como está fazendo. E acho que esse “jogo” preservado os diferenciais que você está programando nele, quando estiver disponível no mercado terá uma grande procura e alta valoração que não carece de fé, fidúcia, nem fiadores, porque o valor dessa meio-de-troca será inerente ao seu valor de uso. E acredite ninguém vai pará-lo nem tirar na marra seu valor “de mercado”, nem com reza brava…

Estou ansioso para ver a versão final.

Parabéns.

PS: Há só um risco. Dependendo da forma que você disponibilizar a propriedade intelectual da sua obra, ela será copiada pelas monstros corporativos financeiros e governamentais, esvaziada em propósito e substituída por uma versão devidamente adulterada.

Propriedade natural ou intelectual é capital, e onde há capital desprotegido, há lobos.

Aconselho fortemente que você paralelamente comece a pensar que, embora imaterial, o que você tem em mãos é uma propriedade com valor concreto, a qual se você quiser que não seja apropriada de forma indevida, precisa ser protegida. Talvez existam formas técnicas, de solucionar esse problema. Mas não tenho a menor ideia de como seriam. Só conheço as formas estratégicas de se fazer isso usando o sistema contra o sistema, ou seja, formas alternativas de disclamers de copyright que determinem exatamente para quê e quem pode copiar o que você criou sem sua autorização, e mais precisamente ainda quando, quem e com quais finalidades não poderão jamais.

Espero que minhas impressões lhe sejam de alguma forma útil

Abraços

Marcus

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