A burguesia (de esquerda) redescobrindo o Brasil

E chamando a direita para civilizadamente tomar para tomar um cafezinho… antes que os outsiders tomem de vez (todos) seus assentos reservados…

O eleitor da periferia vê o Estado não como indutor de qualidade de vida e oportunidades, mas como “inimigo” responsável por se apropriar do dinheiro dos impostos e fornecer serviços de baixa qualidade.
Segundo a pesquisa “Percepções e Valores Políticos nas Periferias de São Paulo”, o eleitor da periferia vê o Estado não como indutor de qualidade de vida e oportunidades, mas como “inimigo” responsável por se apropriar do dinheiro dos impostos e fornecer serviços de baixa qualidade. (…)
A pesquisa coloca em xeque o conceito de luta de classes, base de quase toda literatura política de esquerda. “No imaginário da população não há luta de classes; o ‘inimigo’ é, em grande medida, o próprio Estado ineficaz e incompetente, abre-se espaço para o ‘liberalismo popular’ com demanda de menos Estado”, revela o levantamento.

Nossa, será??? Agora me conta uma nova… que mais será que eles descobrir na próxima incursão antropológica fora das bolhas em período não-eleitoral?

Deixa eu adivinhar… que a periferia acha que a historinha do fim da miséria e desigualdade no Brasil foi um 171 ainda maior que os outros?

Em Cidade Tiradentes, a idade média ao morrer é de 53,85 anos, a mais baixa no Mapa da Desigualdade 2016, uma compilação de dados oficiais organizada pela ONG Rede Nossa São Paulo. Para efeito de comparação, nesse quesito, o lugar com média mais alta na capital é o bairro de Alto de Pinheiros (zona oeste, a 70 km de Cidade Tiradentes), onde chega a 79,67 anos de vida
Isso é o mesmo que dizer que Alto de Pinheiros tem índice semelhante ao de um país como a Noruega, enquanto Cidade Tiradentes tem situação parecida com a de Serra Leoa, na África” (…)

E o pior é que do alto da soberba não continuam a julgar a sabedoria popular como se fosse ignorância:

O presidente da Fundação Perseu Abramo, Marcio Pochmann, disse que pretende convidar pesquisadores com posições políticas diferentes, inclusive do Instituto Fernando Henrique Cardoso, para um debate aberto sobre a pesquisa Percepções e Valores Políticos nas Periferias de São Paulo.
Vice-presidente nacional do PSDB, o ex-governador Alberto Goldman disse que acha “positivo” um debate entre os institutos tucano e do PT.
De acordo com ele, o desafio da esquerda é oferecer serviços novos e melhores inclusive do que os que foram criados nos governos do PT. “Aquilo ele já conhece”, disse o presidente da fundação.
Segundo ele, o PT vai ter de se aproximar fisicamente para reconquistar estes eleitores.” Estudando sobre de que forma as Igrejas neopentecostais ganharam relevância vimos que tem a ver com serviços e capacidade de ouvir. A descentralização (do PT) é uma saída”, afirmou Pochmann.

Casa arrombada tranca na porta. Em resumo a elite intelectual da social-democracia decaída vai se reunir para ver onde foi que eles perderam o fio da meada…

Onde eu não sei. Mas quando foi mais ou lá pelo fim do século passado…

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