A Liberdade É Sagrada: Artes Marciais, Contracultura e Religião

A Arte Marcial Shaolin do Zui Quan na Religião

E por que não?

O rato dinkoista é uma manifestação muito mais verdadeira do sagrado, do que a adoração fanática de preconceitos supremacistas e crimes contra a pessoa humana falsificados como se fossem ditados pelo divino.

Não sei o quanto os dinkoitas são conscientes da sua práxis, ou o quão a reportagem perfaz a realidade, mas ao que parece eles cumpre todo os requisitos da verdadeira da religião:

Re-ligare; despertar e libertar os espíritos para a luz da razão e sensibilidade.

Ou será que você acha que estes é o rito que reconecta as consciências as rede da vida?

Ou isso?

Toda arte da desculturalização é disruptiva e não se baseia apenas no uso da força do adversário para sua autodefesa, como o jujitsu, mas no uso da expressividade artística como a dança como a (capoeira) ou a atuação (como o zui quan) para confundir o agressor, usando seus preconceitos e pressuposições arrogantes de superioridade não só como estratégia à legítima defesa contra a agressão e repressão, mas como parte do próprio movimento de libertação.

Não é toa que as artes marciais tem muitos movimentos que dissimulam e instrumentos de trabalho que foram improvisados como armas, e técnicas bastante específicas para se defender do opressor de então.

A religião não é marcial, mas é arte que promove o controle da mente e do corpo e que pode ser usada tanto para libertar e empoderar quanto uma vez pervertida para violentar como instrumento de poder e alienação.

A arte do ligação das concepções como a rede da vida como liberdade e libertação, ou o oposto a técnica de encerramento do pensamento num dogma-preconceito ou ideologia como poder e alienação. É portanto uma arte feita não apenas de discurso, mas como toda arte de muito treino e prática aplicada da consciência.

Importantíssimo que mais pessoas não apenas na India mas mundo afora estejam percebendo a necessidade de abrir mais essa frente de resistência libertária contra o fundamentalismo e autoritarismo. Inclusive no Brasil:

Não é mero acaso que Thomas Paine, o mesmo filósofo das duas revoluções iluministas, francesa e norte-americana, além de defender a renda básica em “justiça agrária” tenha também transgredido os campos sagrados de outro monopólio dos todos poderosos, o metafísico noutro escrito igualmente revolucionário: A Era da Razão.

O que é sagrado? Ele existe? Não existe? É tudo uma questão de culto ou cultura? Ou há coisas que não podem nem deveriam ser violadas por ninguém?

Existem uma ordem que é anterior as palavras? Uma verdade que não é signo mas fenômeno? E como ela se manifesta? Nisto?

Não se engane. O rato voador dos dinkoista tem muito mais da pureza do principio da criação que as monstruosidades cometidas por todos que se juram a imagem e semelhança do seu poder total. Ou como diria a arte da religião, dos praticantes do Zui Quan transcendental deus é o maior, pois ele se esconde do mendigo bêbado aos malucos que vagabundeiam marginalizados pelos Taos da vida.

Quanta arte verdadeiramente sacra escondidas naqueles que cantam e vivem o seu mundo no seu tempo.
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