A queda de uma Nação e o renascimento da Nova Ordem: “Vivemos na Alemanha Nazista?”perguntou o Joker Americano. E completou “SOU O MAIOR CRIADOR DE EMPREGOS QUE DEUS CRIOU”.

E que Deus salve a América (e o mundo)… dela (e dele) mesm@.

Em plena revolução do Seculo XXI, na era do fim dos empregos e escravidão assalariada, automação e basic income, o senhor branco da casa branca reafirma os dogmas do seu deus e suas doutrinas, ainda que a sua Babilônia esteja caindo. Loucura? Sim, mas do infelizmente daquele tipo que as nações e seus lideres infelizmente levam a cabo.

Muita gente pensa que não. Não acreditam que o Joker Americano seja capaz de realizar o milagre econômico que se propõe. Há até os mais crentes que pensam que sua politica econômica protecionista anti-globalização não só provocará um verdadeiro desastre para o próprio EUA mas que por essas vias tortas acaba promovendo sem querer um mundo multipolar…

Doce ilusão…

Trump só ainda como um demagogo tradicional que não faz nada só promete apenas para aqueles que pensam dentro da democracia e do estado de direito, dois paradigmas que Trump e seus acólitos abandonaram faz tempo para tomar a hegemonia do poder. Trump não é um mero demagogo “inofensivo” é um populista autoritário que não aceita contraditório e sempre faz questão de provar que sempre está certo… não importa como ou as consequências disto.

Trump não está se proclamando como o profeta do mais novo milagre econômico da mais nova ordem mundial, ele está se autoproclamando o maior de todos. E o maior de todos neste campo não é fácil de ser superado. Afinal conseguir superar o maior milagre econômico promovido por um Estado-Nação, o do Estado Alemão Nazista. Vai ser difícil, mas não é impossível, principalmente para nós que sabemos como é que ditaduras fazem seus “milagres econômicos” e o que eles deixam depois deles…

“Nos primeiros anos do regime nazista ou nazi, a economia da Alemanha recuperou-se e cresceu economicamente de maneira extremamente rápida, o que foi considerado “um milagre” por muitos economistas. O desemprego de 1920 e do início de 1930 foi reduzido de seis milhões de desempregados em 1932 para menos de um milhão em 1936. A produção nacional cresceu 102%, de 1932 a 1937, e a renda nacional dobrou. Em 1933 a política econômica nazista ditada pelo Ministro da Economia Dr. Hjalmar Schacht — uma vez que Hitler despreza economia — queria diminuir o desemprego por meio da expansão de obras públicas[1] e do estímulo à empresas privadas. O crédito governamental foi fornecido pela criação de fundos especiais de desemprego, concedeu-se isenção de impostos às empresas que aumentassem o emprego e seus gastos de capital.[2]
Uma das principais bases da recuperação alemã foi o rearmamento, para o qual a ditadura nazista dirigiu sua força econômica, a indústria e o trabalho a partir de 1934. Sendo conhecido como Wehrwirtschaft (Economia de Guerra), que devia funcionar em tempos de paz e guerra e no período que antecede à guerra.[3]
Um plano de quatro anos foi criado em 1936 para conquistar a auto-suficiência em caso de guerra, a força aérea (Luftwaffe), proibida desde 1919, foi reconstituída, teve igualmente início a reconstrução da Kriegsmarine (Marinha) alemã. Hitler reintroduziu o serviço militar obrigatório em 1935, após a devolução da bacia do Sarre (rio na França e Alemanha, sob administração da Liga das Nações desde o final da Primeira Guerra Mundial).
Fritz Sauckel era o responsável pelo fornecimento de mão-de-obra estrangeira para a indústria alemã, principalmente a indústria de armamentos, o número de trabalhadores era definido por Hitler e Albert Speer, Ministro do Armamento. A operação de escravização recrutou 5 milhões de pessoas de outros países, das quais somente 200.000 foram de vontade própria. Foi a maior operação de trabalho escravo da história.[4]fonte: Wikipédia
Nada como um homem que entende de reality shows, para transformar uma Super Estado em um Big Brother. Nada como um Super Potencia para servir de cavalo totalitário de troiá da humanidade.

Espero que eu esteja errado, mas esse tipo de perigo não é daquele que se espera ou aposta no melhor: você luta ante a mais remota possibilidade contra.

Costuma-se se atribuir a Lenin a máxima totalitária que na verdade poderia ser atribuída a qualquer um dos dos grandes ditadores totalitários do século passado. De Hitler a Stalin, passando por Mussoline.

“Acuse seus inimigos de tudo o que você fará.” —assim falou qualquer tirano canalha.

Dúvida então perca o seu tempo e “teste” sua capacidade de diferenciá-los (em inglês).

Frase que foi aplicada por cada um deles, mas que provavelmente, senão por ato falho de vaidade nunca deve ter saído da boca de nenhum deles, porque seria uma contradição do própria estratégia que ela enuncia, e pior um erro estratégico fatal contra a práxis totalitária: negar sempre tudo o que se fez ou se pretende fazer não importa os fatos. E se preciso for negar inclusive até mesmo os fatos.

Ao se ver mais uma vez acuado e apelar perguntando se os EUA está vivendo na Alemanha Nazista, Trump acusa e ao mesmo tempo se entrega, ao menos para aqueles que conhecem a propaganda totalitária.

De fato nenhum plano de Trump é viável não num verdadeiro estado democrático de direito, mas aí que subestimam a maldade do “gênio”: e quem disse que ele pretende jogar dentro das regras? Quem disse que ele manter senão como fachada o respeito ao direito ou a democracia? Quem disse que ele não pretende elevar a hipocrisia da democracia a enésima potencia encoberta pelo mais baixo e primitiva demagogia e populismo higienista, nacionalista e xenofóbico. Parece até que as pessoas não sabem como Trump joga, sujo, blefando e dobrando a cada rodada as apostas mesmo quando não tem mais cacife…

Parece até que ninguém teve uma prévia de como ele joga nas eleições ou nas redes sociais…

Do nepotismo a autoritarismo Trump demostra claramente que não aceita criticas ou freios ao seu poder que não sejam colocados senão por ele mesmo. Para Trump, Trump é a democracia. Logo enquanto ele não for contrariado a democracia, estará funcionando perfeitamente. Até parece que já não viu esse filme ontem, projetado para as audiências cativas e macacos de auditório de direita e de esquerda… parece até que não vivemos no Sul das Américas e que não assistimos todos os dias remakes trash que nunca pararam de passar e ser reproduzidos por aqui.

Parece até que nascemos ontem. Que a história terminou como eles disseram e humanidade nasceu ontem. Será mesmo que perdemos toda a nossa memória? O que dizer? O que dizer em tempos de cegueira do passado e futuro? Que dizer em meio a esse delírio comodista coletivo?

O que dizer senão o que já foi dito… Eu não sei quanto a vocês, mas neste mundo eu não nasci ontem, “Eu nasci a 10 mil anos atrás…”

“Um dia, numa rua da cidade, eu vi um velhinho sentado na calçada
Com uma cuia de esmola e uma viola na mão
O povo parou para ouvir, ele agradeceu as moedas
E cantou essa música, que contava uma história
Que era mais ou menos assim:
Eu nasci há dez mil anos atrás
e não tem nada nesse mundo que eu não saiba de mais (2x)
Eu vi Cristo ser crucificado
O amor nascer e ser assassinado
Eu vi as bruxas pegando fogo para pagarem seus pecados,
Eu vi,
Eu vi Moisés cruzar o mar vermelho
Vi Maomé cair na terra de joelhos
Eu vi Pedro negar Cristo por três vezes diante do espelho
Eu vi,
Eu nasci
(eu nasci)
Há dez mil anos atrás
(eu nasci há dez mil anos)
E não tem nada nesse mundo que eu não saiba de mais (2x)
Eu vi as velas se acenderem para o Papa
Vi Babilônia ser riscada do mapa
Vi conde Drácula sugando o sangue novo
e se escondendo atrás da capa
Eu vi,
Eu vi a arca de Noé cruzar os mares
Vi Salomão cantar seus salmos pelos ares
Eu vi Zumbi fugir com os negros para floresta
pro quilombo dos palmares
Eu vi,
Eu nasci
(eu nasci)
Há dez mil anos atrás
(eu nasci há dez mil anos)
E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais (2x)
Eu vi o sangue que corria da montanha
quando Hitler chamou toda a Alemanha
Vi o soldado que sonhava com a amada numa cama de campanha
Eu li,
Eu li os simbolos sagrados de Umbanda
Eu fui criança para poder dançar ciranda
E, quando todos paraguejavam contra o frio,
eu fiz a cama na varanda
Eu nasci
(eu nasci)
Há dez mil anos atrás
(eu nasci há dez mil anos atrás)
E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais
Não, não porque
Eu nasci
(eu nasci)
Há dez mil anos atrás
(eu nasci há dez mil anos atrás)
E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais
Não, não
Eu tava junto com os macacos na caverna
Eu bebi vinho com as mulheres na taverna
E quando a pedra despencou da ribanceira
Eu também quebrei a perna
Eu também,
Eu fui testemunha do amor de Rapunzel
Eu vi a estrela de Davi brilhar no céu
E para aquele que provar que eu tou mentindo
eu tiro o meu chapéu
Eu nasci
(eu nasci)
Há dez mil anos atrás
(eu nasci há dez mil anos)
E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais” — Raul Seixas e Paulo Coelho

Segue um texto complementar para quem quiser saber mais:

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