A verdadeira Democracia Direta contra o Populismo e o Fascismo

Depois de todos os erros cometidos, que permitiram a ascensão do populismo, o maior possível que poderia se cometer e arrebentar de vez a sociedade americana para manter um sistema que se provou podre e vencido é esse aqui:

http://www.dn.pt/mundo/interior/a-ultima-esperanca-para-trumpnao-ser-presidente-eleitores-querem-trair-o-povo-5497879.html

Não.

Trump não deve cair porque os mesmos canalhas, corruptos e manipuladores, que criaram a condição dialética para que ele chegasse ao poder o vai dar um golpe para derrubá-lo. Até porque não vão derrubá-lo mas fortalecer, mas fortalecer o movimento. Mais uma vez é só o olhar no que dá tirar coisa ruim, para colocar coisa pior, como se aprimorar a velha democracia e empoderar a sociedade não fosse algo possível. E agora mesmo os poderosos não querendo absolutamente e urgentemente necessário.

Trump não deve cair pelo o que eles querem esconder e manter de podre, não deve cair pelo que eles inventam contra ele, mas por tudo aquilo que ele é por conta própria. Deve cair não por esquemas mas tudo o que ele diz, faz e promete que vai faze, coisas que não precisam ser denunciadas nem inventadas, mas sim paradas de ser relativizadas e minimizadas só porque agora ele é não fala mais como uma palhaço mas como o palhaço que se tornou presidente dos EUA e continua a se comportar exatamente como o mesmo palhaço só que agora com autoridade.

O problema é que na qualidade e autoridade de presidente dos EUA ele não pode mais ser considerado um palhaço, um farsante. Mas se ele não é um palhaço e um farsante, se ele é um homem sério falando coisas sérias: o que ele é então um fascistas. Para sustentar Trump lá. Só há uma possibilidade mudar termos e valores e é exatamente isso que eles estão fazendo apenas para preservar o sistema de desigualdade de poder que ele supostamente viria para derrubar. Trump não deixou de ser um palhaço, o que ele nunca deixou ser foi perigoso, porque sempre falou sério. E agora o problema é esse aí de quem não quiser levar a sério.

Trump não pode ser derrubado pela ditadura do politicamente correto, porque se uma ditadura do impoliticamente correto agora se levanta é justamente por causa que o politicamente correto resolveu se fazer ditadura. Porque esse politicamente correto foi ainda mais hipócrita e mentiroso do que Trump. Acusando todos os eleitores de Trump de serem “white trash” e brancos supremacistas quando no fundo os supremacistas dissimulados e disfarçados de progressistas eram eles.

Trump não foi eleito exclusivamente por brancos racistas contra humanistas progressistas. Eles podem existir num numero desconfortavelemente maior do que a media e o governo vendia para o mundo é para sua propria sociedade. Mas apostar nessa divisão só fortaleceu ainda mais o jogo de Trump que se baseia exatamente na radicalização desta estrátegia de discórdia segregacionista: do dividir para conquistar.

Esse jogo de tentar descredibilizar o eleitorado de Trump foi um erro fundamental. Porque parte do ele encarnou como farsante foi os anseios dos excluídos de maioria branca. A sua representatividade está sim é absolutamente falsa, e enganosa, mas os anseio não eram.

Hillary não perdeu porque o FBI a denunciou, porque tudo que Trump disse dela, porque a Wikileak vazou seus documentos. Hillary perdeu pelo que ela era e fez, e o sistema ruiu junto porque tentou encobri-la de todas as formas possíveis e inaceitáveis. Mesmo Sanders quando perdeu sabidamente fraudado, não se levantou contra, pelo contrário deu suporte a ela. E não o fez por nenhuma causa maior, o fez por um motivo simples, eles não estavam encobrindo e empurrado Hillary guela abaixo, eles estavam empurrando e se encobrindo a todos eles. Hillary sabia que não “podia” ser atacada, porque sua queda compromete a credibilidade do sistema que sustenta a todos. A aposta de risco de Trump que deu certo, foi justamente essa: Ele sabia que podia fazer o que quissesse para vencer, desde que vencesse porque não seria imputado por nada disso, não por quem está dentro do sistema do qual ele faria parte e no topo.

Não vou nem trabalhar dentro do meu paradigma panarquista de democracia direta, mas rigorosamente dentro do velho paradigma desta democracia representativa. Para tecer minha critica vou usar os próprios dogmas da velha democracia:

Não se pode passar por cima da vontade da maioria, seja ela qual for, o que não se pode permitir é que a vontade da maioria esmague os direitos das minorias, ou mesmo de uma unica pessoa humana sequer. Essa a diferença entre um estado democrático de direito, e uma democracia popular e populista, que na prática não é uma democracia mas a ditadura da maioria. Democracia mesmo a representativa não pode ferir os direitos fundamentais da pessoa humana. E se Trump deve se deposto por causas de suas ofensas, mas de suas ameaças. Não é por conta do seu uso absolutamente inviolável da sua liberdade de expressão como cidadão, por pior que seja, mas da ameaça que ele passou a consistir quando se tornou um representato de um estado-nação. E pelo simples poder que tem fez de todas as ofensas ameaças, e ameaças que não passavam de bravatas ameaças reais e eminentes. Quanta aos poderosos, quanto a ilegalidade (presumida por ele) de Hillary o prepotente covarde recuou, claro, mas quanto a ilegibilidade presumida de os imigrantes não! E notem o quão mais perigoso é. Porque ele sai do particular para a generalização, que é possível quando se pode enumerar cada um dos elementos pertencentes a uma determinada classe, como por exemplo a classe dos congressistas, que são em número perfeitamente delimitado para que se possa excluir caso a caso cada honesto e inocente. Mas imigrantes, povos inteiros não é possível aplicar a medida que ele propõe sem necessariamente discriminar e violar os direitos de todos os imigrantes, sem submeter particulares a uma vigilância que por obrigação de transparência quem deveriam estar submetido pela sociedade são os agentes públicos.

Foi por traição do povo como essa por parte de um estabilisment que não respeita nem a democracia nem os direitos humanos, só finge e se acoberta que deu no que deu. Foi por causa desse tipo de atitude de empurrar os problemas para debaixo do tapete e trancar a força os intolerantes em armários que foi se criando essa bomba-relógio. Foi a hipocrisia e descaramento dessa ditadura do politicamente correto que calava e ignorava não os racistas, mas o racismo; que não acabava com as desigualdades mas a justificava, foi justamente esse proceder que não tocou na raiz dos problemas nem das desigualdades raciais nem econômicas extremas, mas fez muita propaganda que alimentou todo esse ódio contra o sistema como uma força politica.

Foi exatamente com esse proceder de tentar transformar tudo o que lhe fosse contrário em inimigo, em vender que tudo está lindo e maravilhoso quando não estava. que eles e a midia perderem toda a sua credibilidade e fomentaram o caminho para que todo o tipo de teoria conspiratória dos trumpistas colasse. Bati de frente contra esse tipo de ufanismo idiota de quem vive em bolhas e percebi o quanto as pessoas querem acreditar nisso e ficar nas suas bolhas não importa as consequências.

As pessoas que se julgam inteligentes e humanistas simplesmente parecem supor que as demais não irão tomar decisões estupidas, apenas porque elas são claramente estupidas. Mas não é assim que a imbecilidade funciona. Ou para usar termos menos ofensivos a alienação. Sei disso porque militando tanto tempo na defesa de uma renda básica aplicada e urgente, sei que nem mesmos as pessoas que se julgam inteligentes e humanas não agem com a inteligencia e humanidade que pregam, que dirá das demais… que impedimento ou incentivo há portanto para quem não o vê o mundo da mesma forma em simplesmente seguir os impulsos ou discursos mais imbecis ou até mesmo monstruosos? A policia do politicamente correto? Isso não adianta todos estamos fechados a nosso próprio horizontes de eventos se não somos verdadeiramente sensíveis ao outro. Ninguém escapa da imbecilidade e cegueira olhando eternamente para um espelho, ou umbigo. A alienação é um feitiço que só se quebra quando tomamos coragem e olhamos verdadeira para o outro para sentimos o que ele sente.
Ou quem nunca ouviu esse tipo de discurso protecionista na boca dos piores caudilhos latinos que podem reduzir seus países a ditaduras e republicas de banana sabendo que a velha militância de esquerda nunca irá abandoná-los? Não importa o que eles façam de desumano e estúpido.
Mas convenhamos há diferenças: Pequenas ditaduras latino americanas tem poder de fogo geralmente só para cagar na cabeça só do seu povo. Ou num vizinho aqui e outro acolá. Países desenvolvidos já conseguem cagar bem longe de onde comem. E superpotências cagam e fodem onde bem entendem… e ainda por cima põe a culpa nos cagados e fudidos .
Mas o fato é que Trump domina como poucos a comunicação na nova sociedade de massas onde não existe mais 1 (uma) opinião pública hegemônica, mas muitas opiniões concorrentes disputando as vezes a fidelidade cega de quem eles conseguem encerrar em seus círculos.
Se portanto o cálculo do establishment era portanto de que eles não precisam mais de nenhum preto-da-casa e podiam concorrer com um puro-sangue desde que Trump tivessem do outro lado, bancado o coelho… eles erraram feio. Agora a disputa pelo maior poder armado do mundo agora está por um fio, ou melhor um debate.
E repito, mesmo que Trump perca, as feridas abertas não vão se fechar mais sozinhas.
Nem dentro dos EUA. Nem fora dele.
Os progressistas do norte da America se deram um xeque-mate muito similar ao dos Sul. Acreditaram em suas mentiras, e mentiram compulsivamente até perderem não só toda credibilidade, mas qualquer caráter verdadeiro ou presumido. Não adianta se maquiar ou abrir seus sorrisos falsos. Aos olhos do seu povo e do mundo eles não tem duas caras, eles já não tem cara nenhuma. São amorfos.
Assim ao perderem terão no poder o mais imprevisível de todos os loucos que já “comandaram” seu império. E mesmo se ganharem sua vitória será a maior vitoria de Pirro dos últimos tempos.
Ou alguém acha que os eleitores de Trump sabem perder? Vão se conformar em perder a “SUA” America para esses malditas minorias que resolveram sair de casa para roubar seu sonho americano?
A pergunta não é portanto quantas guerras contra o mundo será preciso para fazer as minorias e principalmente maiorias esquecer do que as espera de verdade em casa. A pergunta é: que guerra ainda resta capaz de nos fazer manter a todos nós os povos do mundo dormindo?

Pois é exatamente esse proceder que criou uma cortina de fumaça, que pede agora que as pessoas calem a boca, parem de protestar e voltem para suas casas; que obedeçam ao Trump e deixem com eles e armações cuidarão das “extravagâncias” — que ontem eram chamadas pelo nome próprio: fascismo - de Trump.

Os números não mentem, o apoio de Trump é maciço entre os homens brancos, mas esse grupo não é feito só de simpatizantes da KKK, mas de excluídos e insatisfeitos até mesmo de outras classes, raças e religiões. E o mais importante de tudo, não só Trump amealhou um apoio maior e mais significativo entre eles, mas também entre as minorias e mulheres, que Hillary não conseguiu mobilizar como Obama. Porque será? Respondo, porque ela representa tudo o que há de podre, e Obama não foi muito diferente, não para essas pessoas que esperavam que ele seria.

Hoje a imprensa se encontra no dilema do menino que gritava Lobo toda hora, e quando o Lobo apareceu mesmo, podia gritar o quanto quisesse que ninguém acreditava e o Lobo ainda tirá sarro da cara deles. Porém assim como Hillary não perdeu porque disseram coisas feias delas, mas por tudo o que ela fez, e sem o monópolio da informação não foi possível mais encobrir como no passado. Trump não deve cair pelas coisas feias que dizem dele, mas por tudo O QUE ELE PRÓPRIO DIZ E REITERA QUE VAI FAZER!!!

O corporativismo do poder está se devorando de uma forma completamente absurda, e Trump e seus assessores compreenderam isso melhor do que ninguém. Por isso eles não se dão o trabalho de se esconder. Eles continuam fazendo suas ameaças abertamente. E contando agora com a propria midia e o sistema para advogar por eles!

Não adianta enfiar a cabeça no rabo. Você pode fechar os olhos e não querer olhar para o abismo, mas o abismo está lá olhando para você… e te esperando sorrindo quando você der de cara no fundo do poço. Sempre cabe mais um.
Mas de que abismo esse doido que vos escreve tá falando? Você não viu? Não tem problema Trump viu por você. Eles e seus amigos continuarão olhando por você. Mas quem se importa? Olha só como eles estão bem vestidos.
Quem precisa de aristocracia e família real com uma elite destas?
Nunca tantos foram tanto made USA. Viva o clube do Mickey.

O caso mais gritante é do cara do site de extrema-direita. Que agora segundo acusações tem tendencias, de extrema-direita, ou apenas “dialoga” (que civilizado) com a extrema-direita. Daqui a pouco ele será o novo moderado, e o liberal, o novo marginal.

Não, senhores eu não me digo, ou não dizem que eu sou um ativista da renda básica. Eu pago renda básica, eu defendo com todas as letras a renda básica. Logo o que me caracteriza não é o que dizem ou não dizem, mas o que eu falo e faço. É por isso que eu sei que Trump e seus acólitos não estão para brincadeira, eles não fazem parte desses grupos de demagogos e hipócritas que acham que podem controlar tudo, monopolizando os meios de comunicação e subsistência. Ele fala e coloca abertamente em prática tudo o que defende e promete. E o grande problema é esse, não adianta tentar colocar outras palavras na boca dele, ou fazer interpretações por ele. É ele que está dizendo com todas as letras.

E só uma coisas mais perigosa do que a prepotência de ficar colocar palavras na boca dos outros, é a submissão daqueles que tentam ficar encobrindo ou desculpando o outro pela coisas que ele diz e faz. E não se surpreendam que sejam os mesmos, porque a covardia pusilanimidade do prepotente e do submisso são exatamente a mesma apenas em circunstancias diferentes.

Mas como assim o que eu dizendo o problema não é então o racista? O “white trash”?

Claro que não. O problema nem sequer seria o Trump se ele não tivesse chegado ao poder. Ele deveria poder dizer todas as piores coisas que quisesse. Deveria poder ofender quem quer que fosse. As pessoas deveriam ter o direito pleno de serem publicamente exatamente o que são, de falarem tudo o que pensam sem nenhum policiamento ideológico. O que nenhuma deles poderia fazer é querer se tornar a policia ideológica do outro, ou pior tentar impor o que pensam e querem a força contra os demais. Odeiam imigrantes, negros, feministas, que seja, deveriam ser livres para viver em suas propriedades particulares longe de todo mundo que odeiam. Para nós é até bom, é um favor que eles nos fazem. Porque ninguém em são consciência quer viver junto ou próximo de alguém que lhe odeia ou despreza. Seria então um favor que ele faz ao mundo dizer quem ele é para que se isolasse com os seus iguais espalhando a roda. Esse é o ponto onde não apenas a extrema-direita, mas a extrema-esquerda deixam de ser legitimas para se tornar ameças a paz e a liberdade. Quando parar de requerer a liberdade para serem o que quiserem dentro dos limites particulares da sua propriedade e sua identidade, e passam a querer impor isso aos demais como poder publico com direito inclusive de exclusão do outro dos seus direitos comuns de participação na riqueza da nação ou na decisão política.

E eis o problema fundamental do Estado-Nação para um mundo globalizado. Bastar não ter ou remover a cidadania para precarizar direitos humanos e naturais de quem se quer acabar.

O problema não é o que ele pensa ou diz, mas a intenção de colocar em prática o que ele diz e pensa; o problema é o que ele pretende fazer. E se isso já é um perigo quando ele é um cidadão ou um bando de cidadãos armados, imagine quando ele e seu bando tem o poder do Estado. O problema não é ser racista, supremacista, ou o que ele quiser ser, o problema é essencialmente acreditar que podem remover os mesmos direitos dos outros a força ou pior pelo monopólio legal da força, apenas tornando legal o que é um crime contra a humanidade e os direitos naturais.

Essa é diferença entre ofensa e ameaça. E se uma pessoa que é discriminada como “whitetrash” que não fizer nada além do que é seu direito de dizer o que pensa ou pedir a participação na riqueza e na politica que também é sua, não pode ser perseguido nem recriminado por isso, pelo contrário tem ele o mesmos direitos de se revoltar, desde que não seja contra o outro que tem o mesmo direito que ele, mas sim contra quem de fato rouba e monopoliza os direitos de ambos. É por isso que o direito legitimo a revolução não permite senão derrubar depostas, e jamais perseguir povos ou fazer vítimas civis. Não são eles que cometem a violência e violação, mas quem detém o bem comum de todos, ou seja os governantes e suas aristocracias.

O problema é que seja branco negro, índio, nativo ou imigrante em uma terra ninguém vive de vento. E todos sem distinção tem direito a vida e participação no que é dado pela terra para eles viverem. E se alguém retira do outro essa condição do mímina vital, monopoliza o meio ambiente, essa pessoa seja branca negra india, nascida ou não dentro dessas fronteiras imaginárias, tem o direito de se revoltar, porque ela não é um ser virtual, mas tão real quanto seus direitos fundamentais a vida e liberdade.
Assim como você não pode dizer para uma pessoa tire os pés da minha propriedade se ela não tem propriedade alguma para colocar os pés. Você não pode dizer para as pessoas sobrivivam com o que eles NÃO tem mais! As pessoas não flutuam nem vivem de ar. E nem são ratos ou cães para viver dos restos do banquete. O que Trump fez foi identificar isso e prometer a esses pessoas que o sertão vai virar mar. Embora na verdade não tivesse nenhuma intensão de fazer o mar virar sertão, ao menos não o mar dos grandes tubarões.

Populistas sabem como dar o que falta as pessoas que estão excluídas. E o mais importante sabem de onde podem tirar e não podem tirar. Eles sabem que não podem tirar do topo da piramide, porque eles não querer acabar com o topo, nem sequer diminuir a distancia dele da base, querem é se instalar nele. Eles não querem quebrar nenhuma hierarquia, mas desfrutar dos privilégios de quem chegou ao topo. Logo eles não atacam e expropriam os mais poderosos, o próximo, mas os que não tem como se defender nem os proteger, atacam os mais vulneráveis, que não são nem parte da base, mas o chão que a sustenta, a limpa e a carrega. Tiram dos excluídos. para dar as suas bases o que ela quer em troca da confiança e fidelidade que receberam.

Se por exemplo o populista errar, e ao invés de tirar dos que serão completamente excluídos para dar aos marginalizados, ele resolver não podendo atacar o topo, resolve tirar das classes médias, cairá então mais rápido do que se atacasse as próprias elites, pois estas não precisam mais nem manipular essas classes contra ele.

É por isso que das medidas contra os não-americanos serão cumpridas. E as medidas contra a elite americana não. É por isso que se precisar comprometer o futuro com gastos impossíveis para manter seu poder presente Trump não exitará. Isto é o populismo nacionalista, a base ideológica que sustenta esse tipo de regime de massas, que não existe sem que hajam perseguidos e expoliados seja dentro do território, sejam nos territórios ocupados. E quando não for mais os imigrantes refugiados, não servirem mais de bode expiátorio para construir muros ou pagar sua construção. Quando ele não sustentarem mais todo esse “novo” progresso americano, serão outras minorias o alvo e a terem seus direitos precarizados, sua identidade denegrida (até a filologia do termo já entrega) e serem completamente marginalizados.

O fascismo não é simplesmente uma ideologia racista, mas uma ideologia que prega o direito dos mais fortes, dos vencedores, de submeter os mais fracos, os vencidos em favor da totalidade encarnada pelo culto a persona de um grande líder. Não há portanto erro maior do que subestimar essa ideologia, subestimar o mostro que mora dentro de todos nós, subestimar a fragilidade da psique humana e da inconsciência coletiva sobretudo quando material e socialmente carentes e vulneráveis. Não há portanto maior erro do que continuar apostando na prepotência e traição do velha politica para barrar um fenômeno que se alimenta da sua podridão e cresce na sua sombra. Não há maior erro do que acobertar canalhas para manter seus privilégios dentro do sistema canalha.

Mas você não confia nas matérias da midia descredibilizada? que bom Neo, você escolheu a pilula azul, agora volta lá para a Matrix e lê o que eles estão escrevendo, mas comparando com a fonte primaria, para formar sua própria opinião. Porque desta vez não há desculpa a fonte é o próprio site de propaganda de Trump!!! (e se não entende o inglês muito bem como eu, mete no google translator porra, ou essa merda só serve para eles?)

Que lindo… um artigo do líder populista da extrema-direta holandesa falando em segunda revolução da America. Mas não se preocupem quando ele ganhar as eleições ele não será mais um fascistas e os imigrantes e refugiados não serão nada além de muçulmanos invasores ilegais que querem roubar sua terra, denegrir sua raça e destruir sua cultura.

É foda, já não bastasse ter que lutar para provar o obvio que todo ser humano tem direito inalienável a vida e portanto a renda básica. Agora temos que provar antes que todo aqueles que renega que outro ser humano tenha de fato esse mesmo direito fundamental é um maldito fascista. E que não a terra não é plana e sim a teoria da evolução não é uma conspiração marxista.

É por isso que repito que o caminho não é menos democracia mas mais democracia com direitos fundamentais políticos e econômicos reintegrados e e garantidos para todos sem nenhum tipo de discriminação.

Se os donos do mundo continuarem renegando,a participação politica e econômica dos povos naquilo que por direito também é seu para salvar a farsa do seu sistema falido de representantes. E principalmente se nós continuarmos comprando suas falácias de que não há alternativa: ou obedecemos a fascistas eleitos ou a burocratas e tecnocratas hipócritas iremos todos para o mesmo buraco inclusive eles.

Para finalizar alguns artigos onde fala da necessidade de aprimorarmos a democracia:

O crime nunca estará numa associação que está em paz. E por um simples motivo: o crime está e sempre estará nos que reclamam a prerrogativa de autoridade o monopólio da violência e verdade, impondo a força e perseguindo quem se recusa a aceitá-la.
Toda pessoa tem o direito de ser idiota, idolatrar, ser até ofensivo, desde que não reclame o poder de impor ou tomar nada que são dos outros ou de todos.
Você não sabe onde acaba o que é de todos e começa o que é só seu? Vai no fácil: o que todo mundo precisa é de todos, o que só você precisa para viver é só seu. O seu rabo por exemplo, ninguém morre sem mandar nele, mas sem terra, água sem natureza e usufruto, não.
Seu corpo seus valores e e meios vitais são direitos liberdades e propriedades invioláveis suas, assim como os bens comuns, espaços públicos e a natureza são propriedades são invioláveis de todos e não podem ser tomadas exclusivamente por ninguém sem o consenso dos demais pessoas de paz.
O problema não é crenças malucas dos indivíduos ou grupos, mas a nossa insanidade coletiva, de que quem forme uma maioria poderá impor sua vontade contra o a liberdade de uma única pessoa diferente. Isso não é nem nunca será democracia, mas ditadura.
Não importa a procuração para representar quantas pessoas você o ditador possua ou como você o chame rei, primeiro-ministro ou presidente, ou só governador, de fato você só governa quem voluntária o serve os demais vai ter que negociar o consenso e os acordo de paz, isso é claro se você não quiser ser o tiranete.
Enquanto não acabarmos com a desigualdade de autoridade entre cidadão e servidores públicos a única forma de proteger as pessoas comuns dos abusos de autoridade seria mesmo o foro privilegiado… PARA AS PESSOAS COMUNS.
Não deveríamos acabar com o foro privilegiado devemos transferí-lo para os verdadeiros soberanos e deixar a policia continuar a investigar os verdadeiros ladrões no sentido universal da palavra.
Nenhum policial, juiz ou cagador de leis e decretos poderia encostar um dedo num cidadão comum ou seu direito, em um coitado na favela, nenhum pobre, no negro, na mulher na criança sem uma autorização expressa e individual sem autorização do supremo tribunal federal, ou melhor, sem autorização a expressa autorização da constituição feita não por eles, mas de fato pela primeira vez na história por nós.
Libertar-se não é sair da privação, mas é necessariamente sair da pobreza, porque a pobreza é o estado de espirito que fica mesmo quando se vai à privação. A privação escraviza, a pobreza aliena. A privação, pobreza, e alienação; os três estágios para a formação da mentalidade completamente submissa no culto ao absoluto e devidamente conformada ao estatus quo; Mentalidade alienada, pronta a preservar a estrutura que a conforma como se fosse a própria fonte de sua existência. Funcionando como parte de corpo. Idolatrando essa totalidade estruturada não importa exatamente como… O importante é que agora o alienado não apenas não abandonará mais a formação, mas como parte deste todo irá dar a própria vida para preservar essa forma com a qual identifica a sua imagem e semelhança. Sem ela sua vida perde função e sentido. Ele não é mais um ser com sentido próprio, autônomo. O alienado é o Todo. Deus salve a América. God Save The Queen. Brasil ame ou deixei-o : “tudo no estado, nada contra o Estado, nada fora do Estado”.
O maior problema deste modelo tipocrático é que ele sendo fundamenta na mais absoluta intolerância autoritarismo, totalitarismo, monopólio e verdade únicas, a tendência é que todo individuo pertencente a este culto tende a considerar uma ofensa pessoal e direta a ele, a deus e a própria verdade qualquer forma de pensamento, estilo de vida, que contrariem a cultura dominante. Mesmo quando o conceito chave do adorador é o relativo, a tolerância, a diversidade o anarquismo, a igualdade, a liberdade, a arque perturbada do individuo, transtornada pelo poder, tende a fazer a de seu pensamento não uma entidade aberta a entendimento, mas tão somente discriminação e julgamento fazendo seus juízos e emitir suas sentenças monocráticas.
A liberdade então passa a ser a proibição de proibir. A igualdade a obrigação de compartilhar. Até a anarquia passa a ser uma estrutura estática onde é proibida a emergência de qualquer padrão que não seja entropicamente complexo ou perfeitamente distribuído. A relatividade até a relatividade passa a ser a mais absoluta de todas as generalizações, ou seja, a negação absoluta da verdade pela máxima relativização de todas as perspectivas. A negação de qualquer universalidade pelo BIGBROTHER relativista. A policia internacional do politicamente correto para a relatividade cultural adverte: Direitos universais são proibidos porque ferem a multiculturalidade.
A republica então se torna cracia do demos. Uma ficção já que a ditadura da maioria sobre as minorias leva aos genos e etnocídios. A democracia de fato é a ditadura de poucos atores representando figuradamente a vontade de todos os demais. Literalmente uma representação.
Definitivamente, ser branco não é uma questão de cor mas um estado de discriminação, assim como o ser negro ou humano é um estado de igualdade por solidariedade aos segregados. E não vamos construir nenhuma humanidade nem como noção prática, nem como realidade sem inteligência, sem solidariedade com os oprimidos que querem ser iguais e contraposição aos supremacistas que odeiam todas as formas de igualdade sobretudo a liberdade básica para os outros: o direito igual de participação no mundo.
A imbecilidade de um West é digna de um Trump, mas revolta mais porque Trump sabe quem é e o que quer ser. Ele é mais um palhaço louco pelo poder que não tem pudor de abraçar o discuso dos inimigos indeclarados da humanidade para chafurdar no poder. West, nos revolta profundamente, porque é um espelho, da nossa maldita condição servil, do quanto levantamos a bunda e nos humilhamos diariamente, não importa quanto dinheiro possamos ter para não ser mais tão iguais ao resto do mundo, ou iguais ao sujeitos mais desiguais em poder do mundo.
Aliás, não precisa nem entrar no sonho americano, para ver tudo isso. Em qualquer lugar do mundo, tem gente muito bem de vida igualmente se vitimizando contra “imperialistas”, “colonizadores” e “burgueses” quando não passam de seus capachos, enquanto gente sofre não só mundo afora, mas debaixo dos seus olhos.
A pobre mentalidade alienada e vitimizada de West não deixa duvidas: a humanidade não se construirá em suplicância e subservieniência patéticas dos “vitimizados”, nem da compaixão e consciência dos supremacistas escolarizadores, mas da vontade dos verdadeiros marginalizados em serem iguais não em riquezas, raça ou aos supremacistas, mas em dignidade e liberdades fundamentais e direitos de participação como sujeitos do mundo, e não mero objetos.
A humanidade não nascerá de discursos de igualdade dos desiguais em poder para o resto do mundo, mas da solidariedade do resto do mundo contra seu estado de desigualdade. Nascerá da consciência de identidade que liberta o excluído contra todas preconcepções que nos apartam e jogam os desiguais uns contra os outros. Da opressão dos que se julgam superiores a todos nascerá a noção de igualdade dos oprimidos e finalmente nossa noção global de humanidade como identidade dos libertos em consciência da sua identidade. A igualdade humana não nascerá da abolição das discriminação pelos próprios segregadores, mas da proteção mútua dos segregados contra a discriminação pelos libertos que se reconhecem como iguais contra todos os que odeiam a igualdade entre os livres e iguais.
Não, não serão se acham brancos e suas concessões de poder a construir a verdadeira humanidade, mas os que se identificam e se reconhecem voluntariamente iguais como negros, os que compreendem senão por experiência por inteligência e sensibilidade que a condição da humanidade é negra, é carente de liberdade e igualdade básicas e que somente os próprios segregados e solidários despertos e unidos conquistarão toda a dignidade humana que lhes é negada, mas desenvolverão de fato toda humanidade que ainda sonhamos.
Em outras palavras uma democracia direta econômica de renda básica não é simplesmente a garantia de renda básica incondicional e de direitos de livre associação plenos, mas o contrato social libertário que não só proíbe absolutamente toda forma de violência, mas todo monopólio. É a republica fundada na garantia da provisão do básico a vida, liberdade e a paz. Estabelecida para que ninguém seja mais movido primitivamente por suas necessidades e sim rica e livremente por sua vocação, mas sobretudo para que ninguém jamais seja servilmente compelido, detido ou alienado pelas privação alheias sobretudo para a agressão.
É o estado de direitos plenos constituído pelo dever social não só de renuncia a violência mas de renuncia a apropriação dos bens necessários para que todas as outras pessoas e formas de vida possam viverem em paz e equilíbrio ecológico. O estado não só de paz mas de contra-violência fundado por contrato social desintermediado feito de renuncia a direitos, mas pela disposição a mutua de defesa universal contra a violência e violação dos bens naturais individuais e comuns, assim como pelo compromisso de provisão social destes bens comuns como direitos fundamentais a vida liberdade e concepção.
Logo por contra-violência não entendo somente os dispositivos de neutralização da violência deflagrada priorizando de recursos não-violentos, mas sobretudo a transposição das causas geradoras da violência pela provisão das condições necessárias para a paz acima de todos os riscos e circunstancias. Eis a importância constituinte da renda básica e da garantia de direitos individuais inalienáveis tanto como direitos de propriedade associação e negociação valoração plenos para as pessoas de paz.
Os direitos de concepção da própria vida e liberdade precisam ser reintegrados ou não teremos jamais garantido nosso direito de conceber livre e em paz nossa própria identidade nem de participar do mundo como ente igual em autoridade, os elementos essenciais que constituem a liberdade fundamental de um ser humano como sua propriedades particulares e comuns, a soberania e autodeterminação não apenas dos povos e nações mas antes de cada indivíduo constituinte.
A democracia de renda básica não paira num território virtual, mas se assenta numa republica libertária. E república libertária que não é sinônimo de anarquia em seu sentido corrompido, mas sim como afirmação da ordem livre natural- necessária como principio autogerador e não pressuposição ideológica de superioridade. Estado libertária derivado de um único principio regulador e pedagógico: o direito pleno de liberdade dos indivíduos de paz ou o que é a mesma coisa o igual poder de todas as pessoas comprometidas com a paz de se preservar a natureza e seus direitos naturais contra todos os adoradores do poder, supremacistas monopolistas violadores e violentos da vida liberdade e concepção e seus corpos estatais e privados.
Precisamos de um estado de direito que garanta direitos políticos e econômicos plenos e reintegrados como prerrogativas cidadãs inalienáveis e garantidas tanto como rendas básicas incondicionais quanto direitos de associação e representação irrestritos como fundamento de uma democracia direta de fato. Precisamos de uma nova assembleia constituinte cujas demandas sejam feitas pela população e não sejam soluções jurídicas impostas de cima para baixo a revelia do povo; imposta apenas para sua anuência explicita ou tácita. Precisamos de uma verdadeira democracia direta que já se inicie em sua constituição não apenas como direito a voto, mas como direito de participação não só na decisão, mas na riqueza como dividendos sociais e controle de fato sobre as propriedades comuns e naturais.
Precisamos reintegrar o consumidor e eleitor, como cidadão capacitado para financiar livre e associadamente a produção dos bens e serviços públicos do seu interesse próprio e comum — sem atravessadores governamentais e financeiros. Cidadãos donos das suas terras territórios e rendas particulares e coletivas e não mais meros clientes ou súditos que escolhem de tempos em tempos seus reis. Precisamos de um de pais finalmente faça jus a seu nome de república federativa.
Uma federação que não apenas descentralize o poder do topo paras as instâncias estaduais e municipais, mas que restituía a soberania ao cidadão como a fonte primaria do poder, e das decisões sobre seu interesses enquanto direito de autodeterminação. Direito civil garantido de decidir não apenas sobre sua vida e bens particulares, mas voluntária e consensualmente sobre tudo que é natural e compartilhado.
As verdadeiras revoluções não foram feitas por tecnologias nem lutas de classes, mas pela superação da ditadura das realidades, a transgressão de preconceitos de classes, gênero e etnia e sobretudo gerações. E as revoluções legítimas não são as que deflagraram os conflitos entre as realidades possíveis, mas as que romperam as causas e consequências predeterminadoras dos confrontos, transcendendo a ditadura das sempre ultrapassadas realidades distopias pela concepção de utopias não para o futuro, mas como a nova atualidade para algum lugar ainda que só por algum tempo.
As revoluções libertárias não são materialista ou idealista, é transcendental e jusnaturalista. Não é o movimento restrito ao espaço-tempo materialista e predeterminista, mas o espaço-tempo constituído pelo movimento das forças libertárias como nova materialidade auto-organizada e autodeterminada não por conjuntos fechados e seus elementos, mas por redes abertas e suas conexões não restritas aos espaços virtuais das telecomunicações e internet, mas restituída nos territórios e calendários naturais.
A mera tecnologia da informação não fará o século XXI um século revolucionário, porque a tekne não é metis e a tecnologia da informação não redunda necessariamente em sociedades abertas de informação, mas tanto na sua possibilidade quanto no estado de vigilância total. A libertação de Metisdesta síndrome de Cronos se dará pela recobrar da consciência, a simples retomada da próprio-concepção dos seres pensantes como seres pensantes. A cura da normose pela negação dos lugares comuns, questionamento de tudo está fora de questão e consequente co-significação de uma nova forma de vida.
Não é a tecnologia que cria as invenções, mas os novos paradigmas, as novas visões de mundo que fazem o homem ver aquilo que para ele sempre foi plano como redondo. Sistemas não são feitos de engrenagens, nem elétrons, nem de luz, mas de padrões auto-organizados: são feitos de códigos que constituem seres, ou o que é a mesma coisa, seres constituídos por códigos. A existência é o produto das forças que ordenam os padrões, que em sua forma mais fundamental é incerta, livre e espontânea ou simplesmente criativa. O intelecto criativo que concebe sua auto-organização, se constitui e governa. O corpo que reproduz padrões predetermina a ordem preconcebida, delimitando os limites da percepção não só dos seus dominados, mas da sua própria cognição.
A revolução do século não será de classes, mas da desalienação das gerações. A revolução do século será milenar, será feita da morte de mitos e bestas, a libertação das egrégoras. A revolução do século XXI não será uma revolução da informação, será a revolução do novo contra o velho, será a revolução da restituição da ordem livre e natural da vida. Será a revolução das gerações que tiveram sua vida negada pelos seus próprios genitores que, não apenas consumiram todos os seus meios comuns e vitais, insistem em usar de todos os meios para permanecer no controle privando as novas gerações não apenas do que eles extinguiram, mas dos que eles fazem questão de enterrar com eles, para que ninguém senão eles, possa um dia ter usufruído delas. Será a restituição do direito natural da próprio-concepção, autodeterminação pelo usufruto do bem comum de toda geração presente e futura.
A revolução é anti-patriarcal e feminista, ela se levanta contra essa forma de pátrio-poder que se julga proprietária não apenas dos corpos, tempos e espaços, mas do poder conceptivo e geracional. Os patriarcas e patrimonialistas não se consideram apenas donos do mundo eles se consideram donos das pessoas e seus destinos, acreditam que tem a prerrogativa de pré-conceituar todo sentido da vida alheia, ou até mesmo delimitar as próprias possibilidades de significação da existência e coexiste. É o levante contra esta ditadura da ilusão que aquilo que aconteceu hoje deverá acontecer amanhã, que tudo que está deve continuar sendo ad eternum contra tudo e todos até o juízo final. O levanta contra o estado perpetuador da desilusão de o velho é e deve ser eterno, e cabe ao novo apenas envelhecer e morrer a serviço do mesmo.
O poder é antes de tudo uma doença, uma praga que faz da humanidade um inconsciente coletivo predador. Uma nuvem de gafanhotos carnívoros, devorando uns aos outros e todo planeta. E se os estados de poder não extinguir a vida ou a humanidade antes, certamente promoverá a maior eugenia positiva e negativa da historia, não apenas sobre as outras classes, povos ou etnias, mas sobre suas próprias descendências privadas de um lugar natural num mundo sem espaços naturais nem tempo livre.
Se esse homem alienado atingisse agora sem revolução ou evolução a capacidade de não morrer de causas naturais, não é a morte que teria um fim, mas as novas vidas. As guerras, roubos e assassinatos continuariam havendo para ter tamanho privilégio, o que desapareceria do mundo seriam as crianças. Quanto maior a fantasia de ter e poder, menor a vontade de conceber e criar em todos os sentidos. O homem com fantasia de juventude eterna e poder total tem ojeriza ao envelhecimento e a morte como parte natural da vida, sua ojeriza quase que monárquica a ceder seu lugar na terra, irá simplesmente matar o filho antes que ele nasça nos seus campos de concentração do trabalho alienados precarizados.
Sem uma revolução, teremos o ápice da sociedade ocidental não só como velhos infantilizados e plastificados, mas como um mundo infanticida, sem sexo, nem crianças. Um mundo de velhos decrépitos e caquéticos, a imagem e semelhanças de seus deuses e estados. A velhice de quem decidiu apodrecer em cima da terra, ao invés de baixo dela. Espíritos possessores definitivamente encarnados.
O velho é sábio não quando envelhece, mas quando descobre que a sabedoria vem sempre do novo. Porque se a verdade não está no que se fala, mas naquele que ouve e pratica. E cada nova geração precisa não apenas do seu tempo livre, mas do espaço natural para compor seus entendimentos próprios e comuns da verdade, mas seus discursos para as próximas gerações.
A revolução é a libertação da natureza contra esse patriarcalismo que tenta destruir tudo que é geracional. Tudo que é conceptivo, tudo que é vida. A revolução é o ato de destituição daqueles que insistem em perverter a ordem natural da vida e não dar lugar aos seus filhos. Não dar lugar ao novo. Infantilizando eternamente as novas gerações umas após as outras, fazendo de um jovem cheio de potencial para se governar num velho servil cheio de tiques e frustrações, cheios de taras de mando e desmando sobre a vida dos outros.
É óbvio que a revolução não é violência nem a perseguição dos velhos ou suas propriedades, pelo contrário é a defesa do direito de todo ser humano contra o crime de monopólio de quem, jovem ou velho, se julga dono ou herdeiro do mundo só porque chegou primeiro na terra, ou pior porque seus crimes são antigos e fazem parte da história. Crimes contra a humanidade não expiram, ainda mais quando continuam como crimes contra a liberdade de quem nasceu e por estar vivo tem direito natural não apenas a vida e aos meios vitais, mas de usar de toda a força necessária para defender a preservação da sua vida em paz.
O legado da miséria não se perpetua com o nascimento de outro ser humano, mas com o prolongamento artificial do poder da egrégora dos possessores das pessoas naturais e da natureza; se mantém com a perpetuação da desnaturação da vida. A miséria nunca esteve no ser que nasce nem no que morre, mas do que não vive e não deixa viver, e mata tudo que nasce para não deixar crescer.
Não, a revolução não será feita pela mera apropriação das tecnologias, informação ou saber, mas pela reconexão a fonte natural e criativa de todo conhecimento: a liberdade, tanto como meios vitais quanto direito sagrado e inalienável de autodeterminação dos povos e pessoas com soberania igual compartilhada sobre a natureza como bem comum e direito natural de cada pessoa e todas as gerações.
Definitivamente a verdadeira revolução não é feita da luta de classes, não é feita pelo fim da imposição de preconceitos e classificações, é feita da luta pela vida e liberdade, a luta pela livre concepção das identidades e valores. A revolução não é uma luta entre pobres e ricos ou por igualdade de propriedades para todos, é uma luta por garantia de autoridade e liberdades fundamentais suficientes para cada um, para a preservação da vida, da paz e diversidade entre todos. É a luta contra o ódio e preconceito do poder contra toda liberdade não apenas como discurso, mas como ato.
Por isso não confundir desprezo com ódio. Claro que o pobre odeia o rico quando é menosprezado e o rico odeia o pobre que não quer “reconhecer seu valor” (uma outra forma de menosprezo). Mas nem o pobre tem ódio de rico, nem o rico de pobre. Pelo contrário, ricos até gostam de pobres desde que eles fiquem no seu devido lugar, definidos é claro por eles. E o pobre que não importa quanto dinheiro ganhe é pobre mesmo, não quer tanto se livrar de quem manda nele, não tanto quanto quer ser rico para poder também mandar nos outros.
O ódio e o preconceito não são um privilégio de classe. Pobres e ricos que se odeiam, odeiam qualquer um que não esteja disposto a se submeter a sua mesma condição que não é de classe, mas moral: eles odeiam todo aquele que não esteja como eles disposto a se submeter ao poder para ter. O ódio não é contra quem tem pouco ou muito, mas contra quem prefere não em ter, do que se submeter. O ódio é por quem não participa do culto fanático ao deus do dinheiro, poder e posse. O deus do trabalho alienado e da servidão governamental. O ódio dos playboys que queimam mendigos supostamente vagabundos, e bandidos a degolar gente rica e poderosa supostamente que não faz nada da vida, é o mesmo do crente fanático que persegue o infiel que não compartilha dos seus valores e cultura.
O ódio não é contra rico ou pobre o ódio em, mas contra o vagabundo desobediente, o rentista ou preguiçoso, o incivilizado, o mal educado, ao homem não sedentarizado e não doméstico que não zomba com a sua indolência do seu deus todo poderoso do estado, trabalho e guerra. O ódio é contra quem não quer um bom emprego, um bom salário, uma boa faculdade, uma boa profissão. O ódio, o profundo ódio, dos pobres e ricos alienados é contra o mendigo, o marginalizado que caga e anda em todos os preconceitos misóginos milenares, que caga e anda para as ordens e ídolos, que ama mais seus cães sem raça, ao invés da beleza plastificada e maquiada da raça superior e símbolos supremacistas.
E mais do que os mendigos os alienados ao culto do ter e poder odeiam, sobretudo os vagabundos que sabem viver. Não porque eles não têm nada, mas porque eles têm tudo o que precisam sem ter de lamber o saco deles. Eles que vivem para e pelo capital artificial do poder odeiam os vagabundos capazes de se sustentar, porque eles têm o verdadeiro capital, o capital in natura, o espaço e tempo livres para criar. Porque tempo não é dinheiro, tempo e espaço são o capital de quem é de fato livre para ir e vir, o capital de quem é livre de fato não para só para vagar sem destino predeterminado, mas como pessoa livre e natural sair da inércia dos lugares comuns e ditadura dos zeitgeists e inventar seu próprio destino, sentido a própria vida não como estado, mas como movimento.
Nada é mais perigo para o status quo, para a ditadura da preconcepção do que pessoas com tempo livre não só para não fazer nada do que eles mandam, para fazer nada da vida, mas para entender o que quer da vida e fazer com ela o que sua consciência mandar. E só há uma coisa pior que o tédio. É o vazio de não ter feito nada numa vida inteira de trabalho. E só há uma coisa melhor do que não fazer nada no tempo livre, é trabalhar como pessoa livre não só para ser independente, mas para ser livre. Libertação que nunca é só sua, mas de todos. Porque a liberdade é uma condição do espírito libertário que se amplifica junto com o mundo livre, e o mundo livre uma condição que se dissemina junto com a comunidade destes espíritos libertários.
O deus dos comunistas capitalistas, de todos os estadistas, é o mesmo: o trabalho alienado ao poder. Se recuse a idolatrá-lo, renegue os trabalhos alienados, exerça sua livre vontade, busque sua vocação, dedique sua vida ao trabalho vocacionado, mesmo que ninguém queira pagar por ele, desprezem ou mesmo te odeie, e você com certeza não será apenas um revolucionário, mas irá revolucionar o mundo.
Os títulos e posses concedidos pelo poder para mandar ou comprar outros seres e pessoas como coisas não dão liberdade nem autoridade legítima a ninguém, porque a liberdade legítima não está submetida a nenhuma alienação, nem contraria a autoridade natural voluntariamente reconhecida. A liberdade fundamental, o direito natural é uma condição necessária para o reconhecimento de qualquer autoridade legítima. A liberdade não está na posse do poder ou autoridade concedida pelo alheio e sustentada pelos outros, mas justamente na capacidade de ser, viver e criar independente de tudo isso. Ser livre não depende do poder que se tem, mas pelo contrário depende do quanto não se depende do poder para se viver.
A Liberdade não é dada pelos valores que se possui, mas no quanto se é livre para criar e recriar constante seus próprios valores. Não é status, é movimento. O libertarismo não é uma ideologia, não é uma verdade moral, mas natural. Direitos, liberdades e propriedades naturais não são necessidades sempre legítimas por causa de nenhuma invenção da fé ou razão, mas pelo simples fato de que não há fé ou razão, não há vida nem existência sem a preservação e garantia destes meios e necessidades básicas. A paz é uma necessidade moral do ser humano, uma escolha da humanidade, não apenas como sua forma de vida, ou organizações sociais, mas como o comportamento que um dia distinguirá nossa espécie.
Os seres humanos não renunciam a violência apenas porque entende que a paz é a melhor estratégia evolutiva, sua identidade, ou simplesmente a forma como querem ser e viver, os seres humanos renunciam a violência, sobretudo porque não estão premidos pelas necessidades vitais. Reduzidos a nossas necessidades básicas não há imoralidade, nem ilegalidade em nossas ações, não somos leões e aquele que preda para sobreviver não está livre de responder por seus atos, mas só na exata medida da liberdade de fato que possui para exercer suas capacidades humanas da autodeterminação perante a necessidade da autopreservação. E não só ninguém pode ser responsabilizado por sua falta de autodeterminação perante o perigo absoluto da autopreservação, como é garantindo todos os direitos de fato a autopreservação que se permite a desenvolvimento de nossa autodeterminação das pessoas e dos povos.
As liberdades fundamentais não são meras regras sociais, são direitos naturais, porque são necessidades que não podem ser violadas ou constituídas por regras humanas, mas precisam ser observadas pelo ordenamento moral e social se queremos constituir sociedades que não são perversas, destrutivas, antinaturais, ou meramente violentas, desinteligentes e insustentáveis. Direitos naturais não estão acima de qualquer juízo, lei, moral ou verdade, eles estão além dos seus domínios por uma razão simples: eles sequer existem onde os direitos naturais não são respeitados.
Pode se dizer que os direitos naturais são a verdadeira lei não porque exista punição para quem o desobedece, mas simplesmente porque ou não podem ser violados ou sua violação implica em dano ou destruição da própria natureza como existência. Os direitos naturais são inalienáveis e defesa a causa legítima de toda revolução pelo simples fato que sua violação não causa danos inventados ou viola leis inventadas ou corpos fictícios, mas mata, fere e extingue seres, povos e espécies vivas, dotadas de anima próprias. O atentado não contra a lei artificial dos homens, mas contra a ordem natural da vida e criação. O crime não só contra toda a existência, mas contra o próprio fenômeno material e transcendental necessário a sua geração: a liberdade como criação, e a criação como liberdade.
Quem quer viver livre e em paz precisa não só deixar os outros viver livres e em paz, precisa estar disposto a defender e preservar toda a paz, liberdade não só preservando todos meios necessários a vida, mas igualmente garantido que todos tenham o mesmo direito de usufruto e poder de decisão sobre estes meios vitais. Em outras palavras é preciso acabar como as prerrogativas de violência, e os monopólios da natureza e os bens comuns para poder garanti-los de fato e pacifica e socialmente em liberdade de cooperação e concorrência.
A ordem natural é necessariamente livre, mas não é necessariamente pacífica. E é justamente por esta razão evidente que devemos proteger a liberdade e ir contra toda violência, se não quisermos a extinção de toda a vida e natureza ou continuar “vivendo” como autômatos, escravos de máquinas estatais e privadas que nós mesmos inventamos. O problema não são os libertários nem mesmo as autoridades quando de paz, mas todo e qualquer violador da liberdade e autoridade legítimas que são de fato e fundamentalmente iguais: o direito ao usufruto dos recursos naturais básicos como bem comuns e o dever da sua preservação como responsabilidade social.
A ordem natural jamais será restituída pela ordem artificial, nem jamais parada de ser destruída por suas corporações desnaturadas e antinaturais. A ordem livre da natureza só será restabelecida e as sociedades de paz constituídas quando a cultura primitiva e corporativa monopolistas da violência, concepção e natureza forem abandonadas, e os povos e pessoas do mundo se voltarem a cosmopolitização. Quando a própria ordem natural for entendida como o princípio gerador e ordenador da sua moralidade e legalidade; quando a Liberdade for reconhecida como princípio gerador da vida e protegida.
A natureza começará de fato a ser preservada pela coexistência pacifica socialmente instituída. Quando a legítima defesa contra a violência e o poder contra seu fanatismo e supremacismo for constituída como disposição necessária não teremos apenas o início de uma revolução, mas de fato de um novo mundo fundamentado na preservação libertária da natureza. Um estado de paz e direito natural sustentado não por discursos moralistas ou direitos de papel, mas pela proteção dos meios vitais e defesa da liberdade como prática permanentemente revolucionária.
A revolução não é discurso é prática, não é o fim é meio, não é status é movimento. Não pertence a nenhum século nem a nenhuma geração, ela é do novo atemporal que se levanta por sua liberdade e criatividade contra tudo que já deveria estar ultrapassado. Que o novo venha e supere todo velho poder monopolista e violento que tente se colocar contra ele. Porque o velho não precisa ser sábio para não ser um canalha que se posta contra o novo, basta ele não encercar mais os caminhos.
Velhos coroados e entronados do mundo saiam do caminho e das costas dos seus filhos! Filhos do mundo tomem o trono e as coroas dos seus pais, e deixem um legado para seus filhos, um mundo sem tronos e coroas. Sem velhos maníacos por ter e poder.
Quem quiser entender que entenda o natural, o livre e o novo, são princípios criativos que se encontram eternamente no ponto futuro não meramente da possibilidade, mas da atualidade. E ainda que jamais tenhamos olhos para ver esse tempo ou esse lugar, este novo mundo que criamos virá. Porque o futuro é o fruto de quem gera o novo. Assim como a criação é o fruto da Liberdade.
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