Bill Gates e as suas: “máquinas que substituem humanos precisam pagar impostos”

Tributos automação e rendas básicas

É impressionante como eles a capacidade deles de perverter os ideias para se defender as suas velhas ideologias e interesses. Recentemente critiquei a abordagem politica-partidária da renda básica universal para transformar esse ideal e projeto de futuro em mais um cavalo-de-troia de projetos de poder e sue aparelhamento estatal. Agora vem o eterno corsário do Vale do Silício para inventar das suas. Ele consegue colocar mais bugs em seus discursos do que nos seus sistemas operacionais.

Esse é mestre da falsidade ideológica. Quem lê superficialmente pensa que o cara está defendo alguma forma de redistribuição e manutenção do bem estar social. Mas a pegadinha tributária do figura está justamente onde os impostos vão incidir: nas máquinas e robôs, e não nos seus proprietários. E bem sabemos o que acontece quando essas contribuições saem do capital e incidem sobre a produção. Quem vive de especular, parasitar e explorar a ecomomia real, graças ao subsídios jurídicos e fiscais para suas formas de propriedade e apropriação faz fortunas impossíveis de se fabricar sem esse protecionismo financeiro-estatal feito as custas de quem produz. O cara é um puta dum filho da puta. Quem paga a conta a conta não é o verdadeiro dono desse meio de produção. Eles que produzem os hardwares e softwares mas empresas e pessoas que no uso do seus aparelhos pagarão tributos e não eles pelo proteção estatal de sua patentes e propriedades intelectuais.

Para você ter uma ideia da falácia desse argumento. O Estado é um aparelho um máquina por excelência que se mantem essencialmente não da capacidade de produção e processamento de gente que trabalha para esse sistema. O sistema estatal e seus processos como qualquer outro também poderia ser completamente automatizado dependendo da tecnologia disponível. Se essas máquinas devem pagar tributos a quem elas o pagariam? Ao estado? E a maquina estatal a quem paga tributos? A sociedade. Não senhores a maquina estatal paga tributos a quem detém os meios de produção. Quem produz empresario ou trabalhador paga tributos para sustentar a propriedade subsidiada dos meios de produção e troca que produzem a riqueza deles que tem o monopólio sobre a produção dos meios de produção e trocas.

Quando você fala em tributos, você fala um máquina tributária trabalhando para tirar de A para dar B. A grande jogada do sistema estato-financeiro é que ele se constitui como um supersistema sobre o sistema de exploração entre proprietários industriais e trabalhadores produzindo um sistema de proteção fake que não só mantém esse antiga forma de expropriação, mas expropria os os expropriadores do velho sistema, para sustentar os donos do novo que provem os dispositivos, os códigos, e literalmente as máquinas estatais e privadas seja como instrumentos jurídicos, seja como aparelhos físicos que prove as protegem as bases do seus ganhos trabalhadores e empresas apenas como reprodutores do seu poder político e econômico sobre os desiguais.

Máquinas e autômatos feitas de coisas inanimadas ou de seres vivos adestrados para se comportarem como tal são tão antigas quanto a predação da natureza e do homem pelo homem. A capacidade de extrair trabalho de seres e coisas como objetos não é uma invenção nova.

Quando os tributos incidem nos meios de produção/automação e não sobre a sua propriedade isso encarece a produção dos produtos ou serviços sejam eles privados ou sociais. Mais tal encarecimento pode ser (e é) determinante para aqueles que possuam menos capital não consigam acompanhar a automação. Os custos embutidos no processo de produção podem impedir a empresa ou pessoa a adquirir a tal máquina que eventualmente a libertaria do trabalho ou permitiria que seu negocio não falisse. Colocando ele merce novamente como dependente daqueles que detém a posse das maquinas e de todo o capital subsidiado por essa engenharia tributaria que favorece sua concentração de poder e money.

Esse processo apenas da continuidade ao processo continuo de falência das pessoas naturais e sociedades e suas servidão as corporações privadas e estatais que detém os meios necessários a sua liberdade e subsistência em conluio.

Gates esta tentando contrabandear seus privilégios e subsídios estatais para o novo sistema quem tem que pagar tributos é quem possui recursos para pagar, é ele e seus amiguinhos os donos das máquinas.

Esse é problema de pensar a questão de garantia e provisão dos direitos dentro dos preceitos tributários, ou pensar numa renda básica universal como uma mera compensação pelo fim inevitável do trabalho. O problema não é o trabalho, o problema é o trabalho servil. É o componente da servidão que torna o trabalho aviltante e até criminoso. O fim do trabalho, não significa absolutamente liberdade nenhuma se continuamos dependentes de quem possui o poder politico e econômico e logo as propriedades as quais carecemos como para sermos livres. Sejam essas propriedades artificiais, sejam ela a terra e os seus frutos ou seus escravos animais ou robôs.

Modelo Gates é absolutamente o mesmo: a privação daqueles que não tiverem capital nem renda para adquirir suas maquinas e robôs. Empresários que não são grandes demais para quebrar, falindo e virando dependentes do emprego ou “caridade” que eles ou estado proverão. E o monopólio financeiro-estatal crescendo na exata medida do etnocídio e genocídio desses que vão literalmente caiando para as margens dos sistema.

O argumento de Gates levado ao pé da letra portanto se volta contra seus interesses: Sim todos as máquinas devem pagar tributos proporcionais aos seus orçamentos, inclusive as maiores máquinas do mundo, as jurídicas, os aparelhos estatais e corporativos subsidiados por eles. São estes corpos que devem pagar que devem pagar pelo uso das propriedades naturais e intelectuais que tomam a revelia das pessoas e seres vivos já reduzidos a seus autômatos, a peças das sua máquinas. Pelo uso e não monopólio porque não existe monopólio que não seja criminoso.

Por mim eles podem enfiar seus escravos e robôs e tributos no rabo. Não luto para ter acesso ao butim do eles expropriam do bem comum. Luto pelo direito de nenhum ser dotado de anima ser reduzido a coisa. Luto por uma liberdade que eles não inventaram, mas nasceu comigo como meu direito universal o direito de viver em liberdade sem comer os frutos da terra sem ter beijar a mão e bunda deles.

A riqueza que eles nos devem não é a produzida por eles seus escravos ou suas máquinas, mas a que da terra e da inventividade dos nossos antepassados comuns.

Se o direito universal a sobrevivência de uma pessoa se assentasse na expropriação do trabalho alheio (escravo ou livre) isso não seria um direito mas um roubo. Não quero a provisão do meu bem-estar social nem minha liberdade e vida assentada sobre a produção de ninguém. Quero a parcela que corresponde a herança natural e humana que me pertence do capital sobre o qual esse riqueza é produzida. Eu sou capitalista que conhece e reconhece os meus direitos proprietários e dos outros sobre esse capital. Um capitalista. Não um ladrão. E o que Gates propõe não tributo é roubo. O roubo legalizado pelo Estado que tão bem conhecemos e que lhe serve tão bem.

Faço coro portanto com Stephen Hawking:

Quando lhe perguntaram se a humanidade não deveria ficar preocupada com o desemprego em massa diante o processo desenfreado da automação industrial e o uso de robôs visto nos dias de hoje. Sem pestanejar um segundo, ele respondeu:
“A humanidade deve mesmo se preocupar é com os efeitos do CAPITALISMO, pois se as máquinas produzirem tudo de que precisamos, o resultado vai depender de como as coisas são distribuídas. Todos podem desfrutar de uma vida de luxo e lazer se a riqueza produzida pelas máquinas for compartilhada. Ou a maioria das pessoas pode acabar miseravelmente pobre se os donos das máquinas se posicionarem com sucesso contra a redistribuição da riqueza. Até agora, a tendência parece apontar para a segunda opção, com a tecnologia conduzindo para uma desigualdade cada vez maior”.
O editor de negócios do Huffington Post, Alexander C. Kaufman, autor do post original, complementa:
“Essencialmente, os proprietários das máquinas vão se tornar a burguesia de uma nova era, em que as corporações que eles possuem não irão fornecer empregos para trabalhadores humanos. Desse modo, o abismo entre os super-ricos e o restante está crescendo. Para iniciantes, o capital — como ações ou propriedades — acumula valor em um ritmo muito mais rápido do que a economia real cresce, de acordo com o economista francês Thomas Piketty. A riqueza dos ricos se multiplica mais rápido do que os salários aumentam e a classe trabalhadora nunca poderá acompanhar”.
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