Crimes de Estado e Revolução Cultural 1

Parte I: Dos crimes de Estado

O que acontece quando a policia do Estado começa a investigar os crimes das autoridades de Estado?

E se os investigadores resolverem for muito mais fundo? E resolver investigar os crimes de Estado?

Ou ainda os crimes históricos não apenas do Estado, mas de todas as autoridades, e poderes?

Se um dia houvesse um investigador policial capaz de ser honesto e autônoma do primeiro ao ultimo dia de trabalho. E eles tivesse coragem de levar sua investigação até o fim e cumprir seu dever até o final, ele não teria apenas prender até o último de seus superiores e autoridades, mas trancar-se junto e jogar a chave fora. Machado de Assis explica:

Uma policia estatal que se volta para investigar o estado é um alienista que não precisa só soltar todos os cidadãos e se prender. ele é um alienista que precisa prender todos os alienistas incluso ele e libertar todos os alienados. O problema é que se no dia que fizesse isso não seria mas agente de uma estado prisional e vigilante, mas de uma estado libertador e protetor da sociedade contra todas formas de poder, e portanto não seria mais propriamente um nem policial, nem servidor de criminosos legalizados. Mas um cidadão igual em poder e liberdade.

Ele teria que por fim ao Estado como conhecemos. Porém isso é algo que ninguém senão as vítimas tem autoridade e o direito de legitima defesa para fazê-lo. Os crimes de autoridade e poder, não se extingue com o mesmo poder e autoridade dos monopolistas da violência , mas com revolução e libertação das sociedades livres e de paz.

Somente o levante contra todos os privilégios dados desigualdade de autoridade e todas as desigualdades dadas por foros privilegiados pode dar fim a esse crime. Contudo isso não extinguiria apenas um Estado criminoso e violador de direitos humanos e naturais; isso extinguiria o poder como o conhecemos: como relação de violação do outro. E a pergunta é: quem está pronto para renuncia a seus desejos mais inconfessáveis de poder, em troca do fim da violação da sua liberdade?

É por isso que se a Policia Federal cavar muito fundo vai descobrir que não trabalha para o estado de paz, justiça e direitos universais, mas para o inimigo milenar dele. A corporação teria que prender não apenas os bandidos, mas desbaratar a maior e mais perigosa quadrilha de psicóticos que já pisaram sobre a terra, aquela de se arroga o poder absoluto da violência e pela violência. Precisaria também eles delatarem a organização criminosa a que estão submetidos.

O poder não é feito apenas da ignorância a e alienação das vítimas, mas da ignorância e alienação dos pequeno poder quanto a natureza sádica da mania de possessão dos seus superiores que faz da sua servidão e idolatria um masoquista.

O poder não corrompe. O poder é corrupto. Porque se funda e mantem por principio na violação da liberdade alheia, e não estou falando na detenção e vigilância dos flagrantemente violentos, mas das pessoas inocentes e de paz, até que deveriam ser deixadas em paz até que se prove o contrário.

O Estado é uma corpo, uma máquina. Mas sua essência, o poder, é um cultura. E se o diabo existisse, ele encararia no Estado e protegeria sua essência não apenas se escondendo no corpo, mas renegando a sua existência. O estado é a serpente corporativista-mor e suas muitas cabeças. Mas o poder é uma afeção da alma, que se transmite entre hospedeiros. Por isso que quando se corta a cabeça da serpente não nasce uma outra, mas a serpente simplesmente encarna no seu cortador de cabeças.

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