Crimes de Estado e Revolução Cultural 2

Parte II: Da ContraRevolução Cultural

Mas não sejamos injustos. Não se pode dizer que a a politica seja inerentemente corrupta e criminosa… ou que o seja sozinha. Não é a politica em si, assim como não é a riqueza, nem mesmo o governo, é o poder. Seja o poder político, legislativo, judicial, cientifico ou religioso, a relação de poder mesmo quando repleta das mais belas e boas intenções termina sempre no mesmo lugar. Não porque o poder seja vulnerável a corrupção e criminalidade, mas porque o poder e a autoridade como o conhecemos e concebemos é inerentemente corrupto e criminoso.

Claro que poderia dizer também que o poder sem o subsidio do monopólio da violência, o poder fundado na consensualidade entre todas as pessoas de paz não é um poder criminoso, mas um relação ou estado legitimo; contudo esse estado e relação tem nome próprio e não se chama poder, mas liberdade. Ademais a perversão do domínio por alienação consiste justamente na corrupção da natureza da coisas primeiro pela inversão dos signos e sinais e depois sua imposição cultural dessa falsificação como preconcepção de normalidade. Assim se falsifica a guerra como pacificação, a segregação como igualdade, a servidão como dever, a obediência como direito e emancipação como crime. Fazendo do Preconceito verdade, e do estado fundado no seu absurdo violento a normalidade.

O poder é portanto um crime, mas não um crime qualquer. O poder é essencialmente um estupro. Ou mais precisamente pertence a mesma categoria de crimes de violação contra a vida: a prática da violação das pessoas submetida por ameaça de violência e privações a atos e relações sem consentimento expresso. E com um agravante, é um crime não apenas serial, mas sistematizado e fundamentado na prerrogativa do monopólio dessa violência e violação.

O poder institucionalizado como cultura ou estado não é apenas uma farsa, mas uma farsa sustentada por violência de ameça de privações e agressões que compõe o mais terrível de todos os cárceres: o do medo e adoração a do violentado pelo violentador que o aterroriza como falso-provedor e falso-protetor.

Um carcere mental feito de violências de fato e simbólicas que apagam a memoria e esperança de qualquer liberdade, impondo o domínio e a servidão ao estuprador como única realidade possível. O carcere que leva o violentado as tentativas mais desesperadas de fuga do sofrimento desta “realidade”. Desde de desistir da sua vida, até a anulação da sua identidade, pela idolatria ao seu dominador e ao estado da sua dominação.

Esse processo de reconstituição completamente desnaturado do seu sentimento de pertencimento ao todo, não mais como ente autônomo em conexão como os demais, mas como propriedade e parte de uma organismo ou entidade maior a qual está sujeito e que é o sujeito predestinador da sua vida, constitui a essência do culto e cultura do poder, enquanto inconsciência coletiva e egregora maldita.

O poder não é um crime de falsificação ideológica, é um crime de roubo sequestro e violação quando não escravidão e assassinato em massa e em série das suas vítimas. É um crime que não se institucionaliza pela mera ludibriação das suas vítimas, mas pela destruição do seu corpo livre e do seu mundo.

Assim como o estupro que não se caracteriza como crime pela relação sexual em si, mas pelo pela relação de poder, pelo ato cometido sem consentimento, imposto pela ameaça da agressão ou privação contra a vontade de uma das partes. Na relação de poder assim como no estupro a autoridade como o violentador impõe seus desejos sádicos e doentios contra o dominado, e ainda justifica racionaliza e legaliza seu crime afirmando que faz um bem ao violentado. Na relação de poder assim como o estupro o gozo não está na relação mas na violação. E na relação de poder assim como estupro o discurso é o mesmo: o violador-autoridade está sempre agindo contra você para o seu próprio bem. Rigorosamente o que caracteriza o estupro como crime não é a relação sexual, mas a relação de poder, não é o sexo, não é a liberdade, é o poder. Não é a vontade de dar ou se dar, mas a vontade de tomar possuir e violar, até tirar do outro toda a vitalidade e liberdade.

O estupro e o poder são atos repugnantes justamente por conta dessa perversidade, que transforma o de é bom, belo e naturalmente necessário ou uma necessidade natural e que deveria ser em ato consensual de livre comunhão num ato de violência e violação para a satisfação dos prazeres doentios não a revelia da carência do outro, mas no controle e privação da vida do outro.

Há sádicos, que conseguem satisfazer suas frustrações furando olho de animais, estuprando mulheres e crianças, outros precisam ir além, precisam matar sua vítimas. Alguns no entanto não conseguem saciar sua libido como menos que o poder estatal pode dar.

Isso não é uma interpretação freudiana do poder, não estou dizendo que toda autoritário e poderoso seja um tarado reprimido, estou dizendo que o poder é uma tara, e que não só pode se manifestar em todos as formas de relações humanos politicas, econômicas, culturais, sociais, pessoas e sexuais. E uma mania possessiva compulsiva que se reproduz não apenas por repressão sexual-a forma mais clássica de (re)produzir piscóticos- mas por repressão e insolidariedade a todas as relações pelas quais as pessoas compõe suas liberdades, identidades e comunidades.

Ou seja o poder é uma psicose que se dissemina como epidemia, pela próprio negação constante das relações e comunhões livres e consensuais em cada pessoa violada ou marginalizada. É um processo de extinção da vida e liberdade por canibalismo zumbi. Onde aquele teve sua alma,sonhos e vida devoradas mantem seu corpo morto vivo comendo, fodendo e vampirizando a vida alheia.

Não estou negando a relação obvia e conhecida entre a politicidade e a sexualidade fetiche eminentemente masculina, pelo contrario estou afirmando que o poder esse fetiche de poder masculino é mais do que a sublimação de uma libido violenta, é a projeção do seu ego sobre todos os outro seres, gêneros e gerações e especies como se fossem mera extensão da sua materialidade. O poder que conhecemos e concebemos, não é meramente, violento e patriarcal, é pátrio-poder é a projeção do Homem como Absoluto sobre Tudo e Todos. Não é meramente um desvio, mas uma normalidade adulterada. A qual todos participamos enquanto a precedência da autoridade sobre a consensualidade. Do poder masculino sobre a liberdade feminina. Do Estado contra a Natureza.

A violência do Poder sobre a sua fonte geradora a Liberdade. A supremacia dos culto e culturas de idolatria ao Todo Poderoso e todos poderosos contra a liberdade criadora e provedora de todas as formas de vida. É a essência desse patriarcalismo estuprador e canibal de suas mulheres e crianças.

Não adianta os malabarismo teóricos dos filósofos do contratualismos social, ninguém consente sem consentir expressa e conscientemente. Intelectual vendido não é um produto moderno, o que nunca faltou foi pensadores chupa-saco de reis e estados. Não existe tutela, custodia ou autoridade legitima sobre pessoas adulta conscientes e emancipada sem seu consentimento absolutamente expresso. Não existe consentimento tácito sobre nenhum tipo de relação, o simples pressuposição de consentimento ao ato que vocês comete sobre outra pessoas é por definição coisa de estuprador. Para que não o poder não fosse um crime, a relação de poder teria que ser ou natural ou consensual. Como a de feto no corpo da sua mãe, a dos pais sobre suas crianças, a dos seres capazes e conscientizante sobre os incapazes de desinteligentes e perigosos. Teria que ser fundando na igualdade de autoridades e garantia de liberdades fundamentais.

Não há monopólio ou violência que não seja um crime contra o direitos humanos e naturais fundamentais. Todo poder e autoridade teria que se estabelecer por consenso, mas aí não seria mais o poder dos poderosos, o empoderamento dos libertários, porque a mesma pessoa que de livre espontânea vontade sem constrangimento de nenhuma necessidade ou ameaça tem direito de se entregasse a um dominador, poderia sempre e quando bem entendesse declarar sua independência quando bem entendesse e da comunhão que fosse: econômica, politica, cultural social ou pessoal. Poderia se divorciar, viver sozinha e se casar livremente com quem e quando assim quisesse. Poderia até se juntar a outras pessoas para se defender desses caçadores e predadores de gente. E para poder se livrar e proteger desses canibalizadores da vida alheia montados sobre eles cortasse o pescoço de quem o viola isso não se chamaria crime, mas legitima defesa.

E quem julga que não que saia antes de cima dos outros primeiro.

E não estou sendo nenhum um pouco revoltado ou revolucionário ao afirmar isso, nem sequer estou sendo original, mas extremamente conservador no sentido democrático-republicano da palavra, ou como diria um fundador dos Estados Unidos da America estaria defendendo um direito a vida e liberdade e revolução tão natural quanto o próprio direito de propriedade e apropriação pacifica.

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