Aimeudeus!!!
Fabiana Cecin
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Demais, Fabi. Grifei a parte da Hearth Marsh porque já vi você fazendo varias referencias sobre ela, e para me lembrar que preciso ler logo algo sobre ela principalmente essa questão da Equivalência que me pareceu muito interessante. E só não grifei mais por que senão era tudo.

Quanto a Filosofia Ocidental fica bem mais facil e sem graça (e mais chato ainda do que já é para quem não gosta) entendê-la como se você estivesse lendo um dos mais antigas linguagens de programação estruturada. É um tipo de lógica matemática para lidar com entes complexos demais para serem equacionados por outras linguagens lógicas, embora a lógica computacional especialmente a quântica esteja se aproximando aceleradamente dela na produção de inteligencias artificiais.

Tem constante variáveis sentenças condicionais e processos que se bem estruturados produzem um sistema utilizando a linguagem supostamente ordinária. Mas com uma diferença que determinante para parecer complicada demais: a compilação da linguagem filosofia é dialógica e portanto sempre relativa e subjetiva a (no mínimo) duas inteligencias completamente independentes. Logo a chance de dar pau é gigante, ou pior de rodar um monte bobagens como se tivesse algum sentido é ainda maior quanto mais capaz e disposto estiver o leitor em dar sentido as abstrações, e mais doido ou picareta for o filosofo que tira vantagem desse processo inerente e necessário a comunicação e produção do entendimento: a pressuposição de sentido.

Por isso a filosofia assusta e as vezes parece um monte de bobagens sem sentido. É porque não raro é só um monte de bobagens presunçosamente postas para dar impressão de sentido. Uma obras de arte abstrata pintada por um elefante cagando só que com palavras.

Foi por isso que inventaram os empiristas e cartesianos “se juntaram” para “inventar” a ciência. Para ver qual monte de bobagens funcionava mundo e qual não.

Brincadeira.

A filosofia e matemática lidam mais do que com entes complexos. Lidam com tudo que é literalmente metafisico. Seja como entes matemáticos, sejas como ente filosóficos essas linguagens lidam com literalmente com o que não só está além, mas como nexo ou logos fundamentando as forças elementares dessas teorias e visões de universos.

Quem se dá bem em lógica de programação e matemática tem toda sensibilidade necessária para lidar com a filosofia ao menos a ocidental que é extremamente (por demais) racionalista. E vice-versa. O foda é que literatura mesmo quando é ruim, diverte e agrada, filosofia as vezes mesmo quando é boa, tem a beleza e elegância de uma equação matemática, ou seja, a graça de piada da praça é nossa e beleza estética da cagada de um elefante. Ou seja nenhuma.

O pessoal fala dos filósofos modernos alemães. Porém o mais chato, brilhante e absurdamente lógico dos filósofos que abordou os signos e o simbólico que já li é Guilherme de Ockham, o tiozinho da navalha, e que inspirou o Sherlock franciscano do Nome da Rosa do romance do Humberto Eco. Esse aí não falava equacionava palavras para formular teorias e tirar conclusões. Aliás não por acaso, uma de suas principais teorias é a da suposição.

Mas não esquenta não, é só a título de curiosidade mesmo afinal eu mesmo abandonei a faculdade de filosofia a quase 20 anos atrás…

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