I have a plan, and it starts with the creation of a social network for trans people
Fabiana Cecin
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Fabiana, esse texto foi, no bom sentido, uma grande vingança em grande estilo, provavelmente as pertubações que a tradução do meu deve estar lhe causando. Ele mexeu profundamente comigo, principalmente porque você fez uma proposta tecnicamente genial de abordagem para as redes da renda básica, a saber: a geração da rede pela questão da identidade”.

Technically, a social network “for trans people” could be automatically generalized to being one “centered around the question of identity,” so “trans” would just be one of the tags.

Como toda ideia genial nas mãos certas ela pode te energia limpa e infinita, nas erradas ela vira bombas atômicas.

E não estou,bajulando não. Tanto que pretendendo entrar já de cabeça nessa abordagem extraordinária e desafiadora que acredito, se conseguir manter-se absolutamente fiel aos princípios libertários da renda básica pode criar uma rede que coloca em prática o que um dos papas da teorização Van Parijs acertada e brilhantemente usou e prega como fundamento para a renda básica na Teoria Contratualista de Justiça Equitativa de John Raws. Só para você ter uma ideia do vislumbrei no que você está falando:

Princípio da Liberdade: cada pessoa deve ter um direito igual ao mais abrangente sistema de liberdades básicas iguais que sejam compatíveis com um sistema de liberdade para as outras.
Princípio da Igualdade: as desigualdades sociais e econômicas devem ser ordenadas de tal modo que sejam ao mesmo tempo: a) consideradas como vantajosas para todos dentro dos limites do razoável (princípio da diferença), e b) vinculadas a posições e cargos acessíveis a todos (princípio da igualdade de oportunidades).

Claro que dentro de uma perspectiva menos economicista. Mas deixa eu escrever sobre logo sobre isso para parar de complicar mais e explicar logo de uma vez.

Vou então escrever um primeiro artigo sobre essa abordagem de identidade de gênero para a Renda Básica. E depois trato “da bomba” que poderia virar o o intercambio de dados da rede com sistemas tipo NSA. Outro debate importantíssimo, mas eu diria que não tão revolucionário quanto o primeiro que você inaugurou com a abordagem proposta em seu artigo.

Você é foda, Fabi. É um privilégio trocar ideias com vocês, mesmo (você bem sabe) sem ter um inglês para conseguir pegar tudo. Valeu.

Agora, deixa eu correr para apertar os parafusos que você consegui soltar com esse seu texto incrível. Vamos ver o que nasce desse pensamento dialógico. Com certeza não vai sair nenhuma teoria da justiça, não tenho capacidade de teorização para isso, e quero compartilhar o mais rápido que puder o que puder, mas sinto que mesmo assim posso contribuir com algumas ideias. Espero que a altura da proposição e debate.

Mas mesmo que não sair nenhuma teoria que preste, não esquenta, sempre podemos chegar lá, ou ir até mais longe, colocando as propostas e principios em prática, e porque não?

Obrigado mais uma vez, e abraços

Marcus

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