Facebook e Petrobras: E a guerra mundial pelas propriedades naturais e intelectuais

“Você é o dono das informações e do conteúdo que você pública.” — Facebook
“E o Petróleo é nosso” — Republica Federativa do Brasil

Se houvesse justiça, cada uma destas frases depõe contra as pessoas jurídicas que é respectiva “autora”. E isto em pelo menos dois crimes: roubo e falsidade ideológica. O primeiro assume o direito inalienável de propriedade privada intelectual de cada cidadão sobre suas informações e publicações, o segundo assume as terras e recursos naturais como direitos de propriedade comuns a todos eles e ainda sim ambos os roubam e descaradamente mentem dizendo esses cidadãos possuem e controlam de fato essa propriedade e não eles.

Ou seria você quem decide como se dá os termos da política de privacidade do Facebook e não eles? Seriamos nós quem decidem aqueles que irão administrar, explora o petróleo? Ou ainda seria você a auferir os lucros e ganhos sobre suas propriedades particulares e comuns e não eles? É você quem decide como se dá a politica de exploração econômica dos seus dados particulares ou recursos naturais da sua terra? É você que recebe a renda da exploração destes bens ou são eles e outros?

Que tipo de propriedade de fato são estas então, sob as quais somos por direito natural os donos e deveríamos portanto controlar, mas não temos o poder de definir os termos das tomadas de decisão, o destino nem sequer auferir os rendimentos sobre essas posses?

Que tipo de posse é esse que não se recebe um centavo pela participação? Pelo contrário se paga quando não com taxas e impostos, no caso do petróleo; também com tempo gato em publicidade paga que não pedimos para receber no caso do Facebook?

Sinto muito.

Propriedades que são por direito suas, mas das quais outros usufruem vantagens econômicas e políticas tem outro nome e estatus, e se chamam propriedade roubadas sejam elas dados privados ou bens públicos. São direitos de propriedade comum e intelectual naturalmente seus, mas que estão pela força dos meios e pelo subsidio da força de fato nas mãos de outros. Ou seja, é um roubo legalizado. E perder-se nos meandros técnicos de como isso é utilizado depois, é se esquecer do principio que torna toda e qualquer discussão nada mais do que uma mentira ou mais precisamente uma parte do processo de falsificação ideológica.

Esse bem simplesmente não pertence a eles nem para reafirmar como nosso nem para negar. De fato não deveria estar vulnerável a eles nem sequer para colocar em questão.

Guarde bem o que vou dizer: no dia é em você ver uma propaganda estatal ou privada dizendo que seu cú é só seu, é por que seu rabo já era. Já tem dono. E garanto que não é você. E digo mais: muito provavelmente o dono que você nem conhece do seu rabo é o cara que paga pela propaganda para te convencer que você ainda é o dono, e não ele.

No dia que precisarmos dizer que o sol brilha, a chuva chove, e você é você, quando esse tipo de afirmação não soar com o tipo de obviedade que somente filósofos e malucos enunciam é porque, o sol já não brilha, a chuva não cai, e você não é mais… já era, não se pertence. Não é mais a expropriação da sua natureza nem as privações que assim lhe impõem a sua prisão, mas a cegueira do própria liberdade perdida que se faz seu maior grilhão. Não é um alienado só da sua natureza material mas intelectual, um prisioneiro do mundo das ideias… dos outros.

Acorde.

Primeiro, integralmente posse e controle são coisas que não podem estar separadas, porque separadas literalmente se desintegram e viram abstrações de controle político e posse econômica, onde seus bens econômicos são controlados politicamente por outros, e seu controle politico é são possuídos economicamente por esses mesmos “outros”.

Segundo, politicamente, o que é seu, você decide o que fazer. Não é quem por ventura controle ou administre suas coisas com suas autorização que tem o direito de permite ou dispor os termos de seu uso ou acesso, mas você que determina os deles! É portanto justamente o contrário. Quando você é o dono de fato de algo particular ou comum, seja sua privacidade seja seus bens e espaços públicos, é quem administra que é obrigado a decidir conforme os termos que você impõe para a governança e não o oposto, você que usufrui do que é seu delimitado por quem detém o controle de fato deles. É você determina os termos que regem seus bens de modo absoluto se particulares, de modo democrático se comuns.

Terceiro, economicamente, o que é seu, não é objeto de usufruto ou fonte de rendimento de terceiros mas sua. Exclusiva quando propriedade completamente privada, e partilhada quando comum a todos. E até de terceiros conforme sua expressa autorização, mediante negociação. Não é portanto você que deveria pagar com seu tempo, dinheiro ou trabalho para usar e acessar seus bens. Mas quem prove os serviços inclusive não só para você auferindo ganhos e lucros através de propriedade que é sua e deveria ser paga por sua utilização nessa produção de riqueza.

Enfim, das propriedades e direitos naturais aos intelectuais, do uso do território de toda uma nação ou várias que o compartilham, até a produção material e imaterial de cada pessoa em particular, todos esses bens pertencem por direitos as pessoas naturais, mas estão sob a posse reiteradamente roubadas tanto por corporações estatais quanto privadas, e sobretudo por ambas juntas e por consequência lógica seus donos e controladores de fato e não de direito.

As propriedades e direitos naturais estão portanto usurpados por esse conluio estato-privado. Já que não há pessoas jurídica que possa violar e se apropriar impune e legalizadamente do que não lhe pertence por direito sem o subsidio dos próprios monopólios territoriais da violência impostos como se fosse estados de paz e justiça.

Não se deixe enganar com rebimbocas das parafusetas.

Não há posse de fato sobre as coisas sem seu usufruto, nem responsabilidade ou controle sobre as mesmas sem poder de decisão sobre seu destino. Ou em outras palavras não há efetivação dos direitos de propriedades sem o recebimento da participação como rendimentos. Nem muito menos soberania sem a primeira e ultima palavra sobre todas as decisões sobre o que é seu da seja seu corpo, sua casa ou sua terra. E de fato não temos soberania sobre nenhum desses três direitos fundamentais quando a sociedade está tão dividida e apartada entre si quanto seus próprios bens comuns. Tão alienada quanto suas coisas, nestes falsos dilemas e abstrações politicas e econômicas a que servem a quem detém de fato o poder em cada uma das esferas da desintegração social.

Em suma, com certeza você é mesmo o dono das informações e do conteúdo que você pública, assim como o petróleo, a sua terra, a nação é nossa, mas nem um nem outro está em suas mãos. E quem te diz o contrário de duas uma: ou está repetindo mentiras porque é um idiota desenganado, ou mentindo porque é o próprio idiocrata que te rouba e te engana.

Governe-se.

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