Ideais versus Ideologias (Final)

Uma resposta as criticas ideológicas as minhas objeções de consciência (libertária)

A Liber da Idealizações e Realizações

Sei que tudo o que eu digo, tende a desagradar gregos e troianos. Mas não tenho intenção nenhuma de dizer agradar ou me juntar a nenhum dos dois lados, mas justamente sair desse estado de guerra que nunca acaba. Até porque quem vencer, vai procurar outras pessoas e territórios que não estejam sob seus domínios para avançar sobre. Minhas criticas portanto ao pensamento ideológico são dialógicas. Apontam para o fato de que a ideológica é uma arcabouço que fossiliza a intelecção e impede o entendimento, porque elas não aceitam criticas contraditório nem divergências senão dentro do binômio da lógica do ataque ou adesão.

A ideologia é a troca de ideias como guerra pelo conhecimento. O conhecimento como poder e a linguagem como ferramenta de dominação tanto dos territórios do saber quanto os geopolíticos pela provocação da desinteligência e desentendimento tanto forjado quanto autêntico quando o próprio ideólogo não usa mais o discurso ideológico como seu projeto de poder, mas passa a ser usado por esse projeto de poder como um troll um hater um idolatra desse poder como se fosse a correspondência a representação do ideal.

Em suma um doido, e dizem que doidos não podemos contrariar. Mas também não podemos deixar que eles espalharem a roda, ou puxarem a gente para o seu balde de caranguejos.

Pois então que fique bem claro. Renda Básica, Democracia, Redes, Direitos Humanos não são projeto de esquerda nem de direita. Para quem está aberto ao diálogo critico-construtivo é denominador comum para vivermos livres e paz sem trincheiras e guerras politicas, econômicas e ideológicas e seus populistas e demagogos de plantão.

Agora é preciso que a sociedade se aproprie do que é domínio público, porque onde houver brecha onde houver falta de solidariedade voluntária. Não adianta chorar eles vão se instalar.

Logo não tomem essa critica como uma critica ao outro. Tomem como uma autocritica a nós mesmos. Porque continuamos a deixar os ideais mais caros e fundamentais da humanidade a mercê de seus apropriadores e renegadores?

Porque ainda assistimos a garantia dos direitos como se fosse um espetáculo de benesses liberais ou socialistas? Porque permitimos que quem vive de contrabandear seus interesses particulares para dentro do nosso bem comum nos governem?

Eles tem a resposta na ponta da linguá. Está lá na cartilha ideológica da esquerda e direita. Estão prontos para fazer dos seus ídolos os salvador da pátria e grande lideres da nação porque quer queira ou não, saiba ou não, você precisa deles. E como não sabe disso, como não sabem o que quer, mas eles sabem, eles claro estão dispostos a te forçar a fazer o que você não sabe o quer e precisa.

A lógica por trás das ideologia é a da objetivação do outro como mero hospedeiro e replicador da sua visão mundo. É a violência simbólica que enseja e sustenta as falsas prerrogativa de legitimidade do monopólio da violência de fato. Ceder a essa lógica perversa ou cair nas armadilhas do conflito é exatamente a mesma coisa que tentar deter o violento com violência. Calar-se é o mesmo que suportar a sua violação sem se defender. Um ciclo interminável de destruição que mantém a todos onde interessa ao ideólogos e seus demagogos: todos presos dentro desse apartheid mental.

Nossas ações nos conectam com o mundo e dão-lhe nexo. Mas nossa ações como signos, gestos ou palavras repletadas de significados nos conectam uns aos outros. O símbolo e os códigos de simbolização, do qual a linguagem é o maior codex de significação do mundo e do homem, são nossos ferramentas mais poderosas de representação do que somos e do que podemos vir a ser em comunhão. São poderosos transmitir sentido a realidade transformando-a ou até mesmo conjurando novas realidades.

Porém assim como pode representar aquilo que não existe com fins de realiza-lo pode também encobrir o que existe, ou até mesmo fantasiar o inexistente como se fosse a representação do real ou até mesmo de outras ideias que correspondiam a ele por denominação. O discurso vazio é uma arma poderosa. mas o discurso atrelado a ação um arma mais poderosa ainda que pode libertar ou dominar, revelar ou alienar.

Signos e palavras no passado eram consideradas veículos para magia e feitiçaria, porque quem as dominava era capaz de enfeitiçar e transformar multidões em uma massa aforma sobre seu comando. E ainda assim o é hoje, mas nem todos mais somos suscetíveis a essa mitologia, de ídolos e ideologias.

Nem todos mais precisamos de mitos para nos conduzir. Mas do contrário liberdade para o conhecimento. Não é toa que a palavra livro em latim tem a mesma origem que a palavra liberdade. O conhecimento não está na palavra no signo ou no mito, não está na representação. Está na sua árvore liber com a qual se escreve o conhecer. A palavra não é a fonte do conhecimento é seu fruto. E aquele que se perde da origem da origem do conhecimento se perde do sentido original e libertário das palavras, se torna um cego, um prisioneiro dentro do próprio arcabouço das suas representação de mundo como jogos de espelhos. Torna-se escravo de suas armas. Se condena ao mundo platônico das ideologias que não passam de meras projeções do ideal, que não está em outro plano metafisico dos números, forças, poderes, mas também aqui do nosso lado encarnado como o milagre do eu e do outro como singularidades que não representam, são em rede a parte sensível e cognoscível do Universal.

Gente e seres vivos sem cores, bandeiras, marcas, classes, absolutamente iguais e simultaneamente diversas quando livres das abstrações e objetificações da vontade alheia.

Gente com direito universal de se autoafirmar e próprio conceber suas identidades livres de mitos e seus idolatras. Seres com direitos absolutamente iguais de existir de acordo com sua livre vontade e relações consensuais.

Gente com o direito inalienável de construir o sua representação de si e idealização do mundo de acordo com sua fé e consciência, absolutamente livres dos mitos e preconcepções alheias, livres das ditaduras e ditadores de ideologias. E sua vontade de possuir e devorar o vida material e imaterial alheia.

Em sua não sou índio, como uma das minhas bisávos, mas estou com Proudhon:

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