Ideais versus Ideologias (Parte 1)

Uma resposta as criticas ideológicas as minhas objeções de consciência (libertária)

É preciso se despir das ideologias para estabelecer desenvolver livre pesamento e estabelecer um dialogo. Alias essa é a essência da critica, a redução do debate ao plano da guerra ideológica que fortalece justamente os demagogos e enfraquece as realizações dividindo quem defende a renda básica não como projeto de futuro mas projeção para o poder. Critica que não é nova. E nem direcionada a direita ou esquerda, ou somente as ideologias politico-partidárias mas a redução ideal e divisão dos diferentes ponto de vista em trincheiras que não conseguem ou fingem ou já não conseguem entender mais uns aos outros fora dos círculos. A critica é portanto a instrumentalização da renda básica como interesse outro que quer o ideólogo ou alienado goste ou não, se revelam em suas abordagens e racionalizações.

A ideologia mata a capacidade do agente da transformação social não apenas de receber criticas, de efetuar a autocritica, estabelecendo essa relação desconstrutiva que preconcebe e prejulga tudo e todos como perseguidores dos suas mesmos objetivos de prevalência e conhecimento como instrumento para o poder.

A ideologia é uma arma que os dois lados do jogo populista usam para manter se manter em perpetua disputa pelo poder, ou o que é a mesma coisa, coagir as pessoas a aderir ao seu jogo de divisões de classes, que existem de fato sobretudo porque interessas as duas partes que monopolizam os classificados se manterem dentro delas.

Impede que se construa mínimos denominadores comuns que podem unir a população, porque a união da população em torno de prática livres dos seus discursos (e práticas!) segregatórias implica a queda do prêmio que disputam contra a exclusão dos alienados: o poder.

Exclamam que tudo é ideologia. Que tudo é relativo! Ou que pior que somente a sua perpectiva é absoluta. Exclamam até mesmo que a relativização de todos os valores é o novo absoluto. Como podem então defender a universalidade? Como podem conceber que há ideias e ideais universais que passam ao largo do seu discurso e correspondem a sensibilidade particular de todas as pessoas conheçam elas suas doutrinas socialistas ou capitalistas?

Não é porque tudo possa ser apropriado pela ideologias que todo conhecimento e projeção da realidade seja ideológica. É isso que as experiências de vida ou de garantia de direitos universais a vida e liberdade demonstram a quem as experimenta de fato: a valores que não são construídos a partir da leitura de mundo dos ideólogos. Mas até mesmo a sua visão de mundo que falsifica como representação essas singularidades reveladoras do universais carecem como essência de realidade para fazerem o minimo de sentido seja como discurso seja como significação para vida.

Quem não entendeu ainda minhas objeções, mas quer de verdade chegar a um entendimento não para aderir ou concordar, mas para discordar com toda a sinceridade e autonomia que o só o livre pensamento pode conferir, elas estão no final da terceira parte do outro post.

Não estou falando de uma visão humanista anti-autoritária radical, ou libertária como posição política ou doutrina econômica, nem muito menos defende projetos de poder ou de partidos. O fundamento da minha critica se dá no plano das objeções de consciência, da “fé” como dogma transmitido por leituras intermediadas do que suponho sagrado. Mas pela experiencia e revelação do que é sagrado do que é inviolável e universal pela experiencia do que sagrado em si: a vida e a liberdade não são meros ideais. São fenômenos. São os fatos universais geradores da diversidade das nossas ideias, valores e signos: políticos, econômicos, culturais, religiosos e científicos.

E isso é o que a prática da renda básica sem marcas propriedades ou disputas de pátrio-poder revela para quem se despe desses dogmas: os ideias da humanidade são de domínio público. E quem tenta se apropriar para vender o que é um bem comum material ou imaterial para auferir vantagens politicas e econômicas não passa de um expropriador. Dos teóricos como desde Thomas More e Paine, passando pelos acadêmicos da BIEN, economistas como Friedman ou filósofos como André, dos políticos como Suplicy aos ativistas sociais das práticas sociais como nós (Quatinga) e a Otiviero-Omitara (Namíbia). Ninguém tem o monopólio sobre esse ideal. E trazer esse ideal como tantos outros para o plano das disputas politicas e econômicas de poder, fazer dele um objeto de disputa ideológica é amputá-lo, é encaixotar Helena, para vendê-la como propaganda. É fazer do conteúdo embalagem.

Se você acha que dedico a minha vida como a pratica da renda básica para concorrer com projetos políticos-ideológicos. Não tenho como explicar a cores para quem só vê o mundo em preto e branco, ou pior em tons irreconhecíveis de cinza.

Quem não consegue entender nem reconhecer os defeitos e méritos do Bolsa-Família, de Quatinga Velho ou de todas as práticas da renda básica universal. Não sabe o que é significa renda básica nem universalidade. Não porque não leu, mas porque se esqueceu que os livros e ideológicas apontam nada além para os caminhos já trilhados. Jamais para os novos que tanto precisamos. É um crente politico-econômico, que não tem fé no sagrado, mas na palavra que não comporta e jamais comporta a transcendência perceptível e cognoscível dos fenômenos. Não vê a universalidade da humanidade em cada pessoa, mas coisas e números: eleitores, membros. fieis, consumidores. É um computador processando um programa alheio, uma boca que fala pelo outro. Um despossuído de autoafirmação por esquecimento de sua potencia criadora e criativa: a liberdade. Não tem identidade própria sem a negação e oposição ao outro.

Esse é um mérito que nenhum critica por mais bem construída retira das ações. Mas é um mérito que toda falta de autocritica ideológica destrói pelo esvaziamento do significado próprio que dá sentido a ação.

As experiências de renda básica universal quanto mais voltadas ao seu espirito universalista e libertador, mas se auto-afirmar como tal em seus méritos intrínsecos. Sua instrumentalização ideológica as reduz ou mesmo as perverte como qualquer outra ação onde as classificações e nomenclaturas substituem o idealização da realidade, esteja ela presente ou projetada para o futuro. Essas aberrações que Freud explica que se travestem com a pele dos ideias que matam e incorporam para vender sua contradição antropofágica- do tipo “Pontes para o Futuro”.

O culto as ideologias são a mãe ou melhor o pai dos alienados fanáticos que matam e morrem para impor suas ideias como absolutos e depois ainda fazem apologia que foi por uma boa causa. Tô fora. Esse é o ambiente ideal para a proliferação do extremismo e populismo de todas os espectros que não existem um sem o outro. Que o diga Trump.

http://www.unasp-ec.com/canaldaimprensa2/index.php/guerra-e-paz-liberdade-e-escravidao-e-ignorancia-e-forca/

Bonsonaro, Dória, Holidays, Felcianos não existem sem a guerra ideológica que os alimenta. A prova disso é que Bonsonaro está na estrada pedindo fuzilamento há a anos, nunca fez absolutamente nada e só ganhou o espaço que tem hoje porque se vende como antítese ideológica de uma esquerda que se perdeu dos seus ideais para dançar como amiga e inimiga ideológica deles. Vivem da mesma apropriação de desconstrução que se tornou a política brasileira. A qual um Mumbuca pode escapar se for mesmo um projeto de renda básica e não um vitrine de para voltar poder.

Como disse essa critica ideológica também foi apresentada aos projetos europeus de renda básica. Lá o veículo, o cavalo de troia dessa ideologia era um pouco mais sutil e com mais credibilidade que a politica. Era a ciência e a academia. Que aliás se mostrou (óbvio) muito mais aberta a critica e capaz de produzir entendimentos. E não divisões. Pois é somente em ambientes completamente dominados pela intolerância das ideologias e disputas a todo custo por poder, precedência que a critica ao discurso é interpretada como censura a prática. Quando é justamente o oposto é o elogia da prática livre e alerta para que a experiência não seja decaia justamente nisso o campo de batalha ideológico, onde a demagogia que mata pela sua espada também morre por ela.

Entendo, que esse o negócio deles. Esse é o jogo e não vou ficar exasperar por causa disso. Podem chiar, inventar (só não vale ameaçar, hein?) que eu não vou cair nessa. Continuarei fazendo defendo tudo que há bom nos projetos de transferência de renda não só incondicional, e apontando para os riscos e falhas. Como aliás tenho feito com a própria experiencia de Quatinga Velho, mesmo as pessoas interpretando a auto-afirmação como autoelogio e a autocritica como falsa humildade. Até porque por anos passei falando sozinho. E aprendi lutando contra demagogos e ideólogos que não importa o quão você fuja eles sempre vão atrás. Porque em essência o que move as ideologias e sua falsificações não é vontade de poder, e a vontade de poder não se contenta com menos do que absolutamente tudo.

Dito isto. Permitam-me agora trazer um pouco dessa outra discussão das ideologias por trás das abordagens acadêmica e cientifica para a debate da renda básica. Sei que pode parecer despropositada já que as disputas e criticas no Brasil são sempre tragadas de volta para essa guerras politico-partidárias. Mas é justamente por isso que quero mostrar outras abordagens que quem dera fossem aplicadas para fossem aplicadas com todas as seus méritos e falhas para que possamos levar definitivamente o debate da realização das transformação sociais para um outro plano. E evitar definitivamente as armadilhas da desconstrução e desintegração dos indivíduos e sua comunhão em torno das suas universalidade por ideologias politicas e partidárias.

É o que farei na parte 2 e 3 deste texto.

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