Porque não falei até agora da independência do Curdistão?
Marcus Brancaglione
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Independências dos Curdos

Matéria da DW que responde algumas questões que ficaram em aberto:

Quanto ao ataque com gás que o jornalista cita em sua matéria, pode estar a se referir tanto a campanha de “Al-Anfal” como um todo:

A campanha “Al-Anfal”, da qual muitos detalhes são conhecidos graças ao grande número de documentos obtidos pelas milícias curdas em 1991, foi semelhante ao genocídio nazista com relação aos métodos usados pelos regimes no poder, diz a HRW no extenso relatório publicado em 1993.
Muitos curdos que tinham de 14 a 50 anos de idade, e que por isto eram considerados capazes de empunhar uma arma, foram seqüestrados, torturados, deslocados e por vezes executados e enterrados em valas comuns.
Suas famílias nunca recuperaram seus corpos e quando o regime de Saddam caiu, em abril de 2003, muitos curdos esperavam que seus parentes desaparecidos no final dos anos de 1980 saíssem das prisões do regime, porém alguns deles não estavam mais sob o poder do regime de Saddam.
Entre os vários documentos apreendidos pelos serviços de inteligência iraquianos e divulgados pela HRW, estão gravações nas quais “Ali, o químico” comenta os avanços da macabra operação e fala abertamente de “asfixiar” sistematicamente os curdos.
Em uma ordem de 20 de junho de 1987, Al-Maguid, que tinha o poder sobre todas as entidades oficiais na região curda, inclusive o Exército, a Direção Geral de Segurança e o Serviço de Inteligência Militar, pediu aos comandantes que “realizassem bombardeios especiais — em referência ao emprego de armas químicas — para matar o máximo de pessoas existentes nas áreas proibidas”.
Cerca de 40 povoados foram atacados com gás mostarda e outros gases que atacam o sistema nervoso, como o “sarin”, o “tabun” e o “VX”, embora o maior símbolo do genocídio, segundo a HRW, tenha sido o ataque que começou em 16 de março de 1988 em Halabja, onde cerca de 5.000 pessoas morreram, na maior parte idosos, mulheres e crianças.
O objetivo final de Saddam era a arabização do norte do país, cuja população, que representa de 15% a 20% das pessoas que vivem no Iraque e que sempre lutou pela autonomia, faz parte dos 30 milhões de curdos espalhados por localidades como a Turquia, a Síria e o Irã e que formam o maior povo sem Estado do mundo.o genocídio de Halabja bombardeada em 16 de março de 1988 onde “pela primeira vez um Estado emprega agentes químicos ofensivos contra a sua própria população” -Saddam é julgado por campanha Al-Anfal, que matou 100 mil curdos

Ou ao genocídio de Halabja em específico:

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