Não haveria problema nenhum do Lula concorrer a presidente… se o STF tivesse juris populares.

Repúblicas Democráticas, Reformas Trabalhistas, Justiça Restitutiva e Contratos Sociais Libertários

Dos Tribunais Superiores e Juris Populares

Não se deixe confundir o popular não é o popularesco nem o populismo.

Numa verdadeira democracia direta o juri de uma ultima instancia não poderia ser formado sem a decisões de um juri popular. E esse juri não é as urnas. Eleição não é lugar para absolver nem condenar ninguém.

Não é lugar para decidir destino de líderes. É o lugar para definir o destino de um povo. Não deveria sequer servir para eleger representantes. Deveria ser lugar para eleger projetos de nação.

Administradores públicos deveriam ser contratados por empreitada. Não executou as etapas previstas do projeto de pais? não cumpriu o contrato no tempo previsto… não precisa nem de impeachment… é rua. Abre-se a concorrência de novo e elege-se um novo grupo gestor, ou quiça um novo projeto de pais.

Sonho? Para o povo sim. Para os patrões dos políticos não. Realidade. Para eles, o Brasil está já sendo governando exatamente assim e não é de hoje. Aliás temer não é um gestor e nem é tratado como tal por quem se vale dos seus serviços. Temer é tratado como um empregado com uma espada na cabeça (a cassação no TSE). É tratado e se comporta como um cão a executar a agenda política e econômica no tempo que lhe foi dado para tanto. Os reis que deveriam ser réus, se vão mas o emprego e vaga está sempre aberta. E fazia tempo que os patrões não encontravam um gerente tão bem adestrado e preso ao cabresto, tão prestimoso e servil para executar e agradar seus senhores. Fazia tempo que os verdadeiros sequestradores da república (travestidos de reféns) não tacavam um terror tão geral: obedece, engole o Temer… senão é eleição indireta… ditadura… é volta Dilma… é volta Lula… Isso é que se chama trabalho em equipe.

Temer não é empregado, não é gestor e mesmo que fosse não o é do povo. Sequer responde por ele ou a ele. A questão é que ele não é um servidor público do povo, mas um empregado um feitor dos verdadeiros ladrões do Brasil. Como ele não esta sozinho mas é o representante de uma classe, isto faz dele o chefe não de um sindicado de ladrões, mas de um sindicato dos seus empregados dos ladrões do aparelho estatal.

Da Democracia e Tirania

A separação da política da econômica é a maior golpe da história, é a separação do patrimônio nacional da soberania da nação. a subtração do poder de fato do poder de direito, a privação do cidadão do seu bem comum. É a divisão do capital e da democracia que divide e desintegra literalmente a sociedade em classes.

Por obvio que a representatividade legal não pode ser dada de acordo como a quantidade de posse de capitais privados. Aliás como ocorre ilegalmente hoje. O capital privada vaira e deve sempre continuar variando por justiça conforme a capacidade e produtividade dos indivíduos. Mas anular a participação e participação no capital público para estabelecer a igualdade politica sobre essa nulidade de posse econômico e vácuo de controle politico é o mesmo que estabelecer o direito de escolher para quem você vai transferir agora seus poderes políticos e recursos econômicos, o oposto de exercê-los e usufruí-los. O vazio do poder de fato desse direito, o nada desse poder de decisão, controle e participação econômica sobre o bem comum sobre a coisa pública transformado em custo da manutenção da sua própria pilhagem como trabalho compulsório e tributos é análogo ao sequestro do proprietário feito escravo dos seus empregados. A diferença é que ele não é mantido em carcere privado, mas público. Esse carcere, essa corrupção do regime democrático tem um nome, e é clássico: tirania.

Se a assembleia dos legítimos proprietários do bem comum da nação (os cidadãos) acha por bem manter bandidos, dementes, incompetentes, assassinos, megalomaníacos, mitomaníacos e estatopatas e seus sectos de comparsas e fanáticos no comando do seu patrimônio mesmo sabendo que eles acendem uma vela para deus e outra pro diabo; mesmo sabendo que seus verdadeiros senhores são outros; isso é uma decisão que é de responsabilidade soberana e exclusiva e última dela, da assembléia dos cidadãos. Ninguém pode imputar-lhe tal fardo pelo simples fato que é ela como nação que não só sofrerá as consequências dos atos destes governos como ainda responderá perante terceiros por seus crimes em algum momento da história. O que um povo não pode ser obrigado a pagar ou responder é pelos mandos e desmandos dos tiranos, especialmente que quando exige publicamente que eles saiam do poder e paguem judicialmente por crimes, todos eles. Quem quiser ser fiador de políticos e governantes bandidos que pague e entregue a sua carne a eles não a do outro.

Por isso já disse e repito, hoje me interessa menos o Lula e Dilma decaídos, do que o resto da canalha bandida dos seus ex-aliados e falsa-oposição que ainda estão lá no poder, antes e depois deles. Não me interessa os bandidos caídos e depostos mas os ainda entronados e com muito poder e orçamento na mão para manter o sindicado dos ladrões e o roubo institucionalizado legal e ilegal dos que se julgam o dono do patrimônio e soberania de toda uma nação.

Da República e Trabalhismo

O Brasil fala demais em democracia, mas esquece que não tem, não sabe, e não busca estabelecer uma verdadeira republica. E que sem uma republica não há democracia.

A república é a casa, o cidadão o dono, a democracia a sua administração, o governo não mais que empregado, gestor qualificado mas ainda sim empregado desse donos. A democracia não dá conta da relação governante- governados porque ela não existe como tal numa republica onde todos são igualmente donos de partes iguais desse patrimônio nacional que é a república. A democracia da conta da relação entre todos os donos que são igualmente sócios e portanto governantes sobre a gestão e usufruto do seu patrimônio. São objeto de regimento dos contratos sociais constituídos por cidadãos como partes iguais. Com os ditos governos os contratos não são sociais são de prestação de serviços e administração.

A relação do cidadão com seu governo é a do patrão com seu empregado. Que é perfeitamente legítima quando nenhuma das partes é obrigada a contratar a outro. Logo a primeira relação que haveria que se discutir numa reforma trabalhista é a do pior contrato de trabalho da história, a da sociedade dos cidadãos e o Estado. Contrato viciado a começar que é representado pelo mesmo sindicado de ladrões, a classe política que não representa nem os interesses do cidadão nem os dos verdadeiros trabalhadores do funcionalismo público, mas os deles e de terceiros quem banca suas campanhas legal e ilegalmente.

O primeiro de todos os contratos coletivos de trabalho que precisa ser imediatamente rediscutido é o que mais o contrato estatal mais subvencionado o contrato das classes políticas que usufruem do patrimônio público como se fossem as controladoras ou pior até mesmo as proprietárias.

Essa é a verdadeira reforma trabalhista que precisa ser discutida. Por esses contratos não só cara, ineficiente, ilegítimos e nulos eles são falsificados e criminosos. É a restituição da ordem natural de deveres e obrigações de trabalho entre os verdadeiros proprietários da nação e seus funcionários eliminando os atravessadores dessas negociações que precisam ser reformulados.

Já o regime de governo, a forma como os verdadeiros donos da casa, o povo soberano vai tomar as decisões inclusive sobre a forma que desejam estabelecer e pagar entre eles essas prestação de serviço e administração pública não é da competência nem muito menos do direito dos empregados. É prerrogativa soberana da assembleia constituinte dos cidadãos que podem delegar todas essas funções, por sua conta e risco, mas nunca o direito absoluto de delegar e revogar qualquer ordem a qualquer tempo, porque isso não é apenas renunciar ao seu poder político como propriedade do sua própria terra, isso é renunciar a sua própria liberdade como controle sobre sobre sua própria vida.

O dono da casa que não manda dela, mas só trabalha para mantê-la não é dono mas servo ou escravo dos que vivem as suas custas tanto do seus trabalho quanto patrimônio. E o cidadão que não dono e co-soberano do seu território da sua nação, não possui nenhuma coisa pública como seu objeto, mas é objeto de possessão da “sua” coisa pública. Pode até ser podre de rico, mas é politicamente um miserável, um escravo de luxo, muito bem tratado por seus césares e com direito a possuir outros escravos, ainda sim um homem sem uma república, sem uma democracia, sem liberdade.

Só há uma coisa mais patética do que discutir reformar trabalhistas nos pais de tiranos escravagistas. é discutir democracia. Como discutir o o regime de governo a reforma da democracia da república que não temos? Como se estabelecer as formas de reunião da assembleia soberana dos proprietários do bem comum com direitos iguais sobre o bem comum, se eles não tem direitos iguais sobre o bem comum? se eles sequer possuem de fato seu bem comum???

Estados Democráticos de Direito

Lula não deve ser impedido de concorrer a presidência. Mesmo se condenado. Mesmo se prisioneiro. Nenhum cidadão deveria. Nenhuma pessoa jamais deve ou pode ter seus direitos políticos suspensos, porque esses direitos não pertencem a nenhum colegiado, eles não pertencem a nenhum poder de decisão coletivo nem de doutos do supremo, nem mesmo de toda a população reunida em assembleia constituinte nacional. Ninguém é obrigado a contratar ninguém, mas não pode impedir a pessoa de se candidatar por mais pústula ou ignóbel que seja. Até porque quem deve decidir isso são as pessoas.

Na pior das hipóteses de as decisões de uma grupo são irreconciliáveis, se elas não conseguem mais viver com as demais. Elas não deveriam ser livres para estabelecer outras sociedades e governos usando para isso tanto o direito inalienável de associação e separação pacifica. Os direitos que (em tese) são reservados aos indígenas porque continuam a ser dizimados, não são direitos apenas dos nativos da terra, são os direitos naturais de qualquer habitante da terra viver em paz em porção de terra de acordo com a cultura e costumes que escolham e identifiquem como suas e não com aquela que lhe é imposta por seus ancestrais ou pais e senhores. Desde que tentem impor a força suas decisões para além coletivas para além de suas propriedades, nem privem ninguém do direito das delas porque não poderiam viver em paz na sua propriedade, no seu território?

No fundo essa relação de direito libertário de absoluto respeito as relações consensuais que só admite a legitima defesa em caso de violência que se configure em violação ou privação da vida e liberdade tanto como propriedade exclusiva do seu corpo e meios vitais e compartilhado do meio ambiente e bem comum. Redunda na prática de relações e regimes democráticos, quando não se confunde democracia com ditadura de maiorias. Pois se nenhum das partes que convivem neste mesmo espaço como vizinhas ou próximas admite por convenção de paz a utilização da violência como meio de impor sua vontade ou decisão uma contra as outras, necessariamente todas as divergências e tomadas de decisões terão que ser negociadas entre as partes interessadas ou seus representantes legítimos (procuradores, não políticos) E o acordo, os contratos sociais estabelecidos entre elas formam as leis e compromissos, seja lá qual for âmbito, de suas relações de paz e cooperação.

Mas essa questão da democracias multi-governamentais nacionais e internacionais é um questão muita rica para ser tratada assim em um paragrafo. Voltemos a que pode e deve senão em um em poucos:

Se o povo do Brasil quer ser comandado por criminosos, como de fato já é contra sua vontade e direito soberano, deveria fazê-lo por escolha própria e exclusiva e não porque estes bandidos estão escondidos em palácios para fugir, desmontar e aparelhar o poder judiciário de modo a manipular o devido processo legal eventualmente contra inimigos e sempre a favor de si.

Todo cidadão deveria poder recorrer em ultima instancia não a um colegiado de doutos indicados por tiranos ou presidentes mas por um juri popular (não confundir com juris pelegos ). Mas de fato populares como são julgados muitos crimes e criminosos comuns.

Lula ou Maluf deveria não só poder concorrer a presidência… deveria ser julgado por juri popular, mesmo depois de presidente. Deveriam responder a qualquer posição por seus atos não nas urnas, mas onde responde quem é implicado com crimes perante a justiça.

Justiça Restitutiva

A mentalidade punitivista atrapalha bastante não só a justiça mas a reparação do dano, e isso a custo humano e econômico as vezes maior que o próprio provocado pelo criminoso. Evidentemente que não estou falando dos criminosos de estado que pelo volume de pessoas e recursos que afetam não há punição que supere, nem reparação que compense. Mas dos pequenos delitos cometidos por pessoas com pequenos poderes ou nenhum maior que os demais cidadãos ditos “comuns”.

De fato a questão urgente nunca é o prender, mas o deter. Discutir a punição de elementos da quadrilha chefe ou não, quando ela ainda está operando é questão inequivocamente secundária. Há primeiro que se deter e desarmar e dearticular esses bandidos e quadrilhas. E se necessário para detê-los é preciso empregar a força, é necessário mantê-los detidos, que seja. Mas gastar tempo e dinheiro para tentar puni-los ou supostamente corrigi-los em sistema penitenciário ou é muito prepotência ou muita enganação. É caro. É seletivo, é injusto é inútil. A justiça punitiva é uma teia de aranha como disse Joaquim Barbosa pega os insetos pequenos mas sempre deixa escapar os gigantes, isso sem nem falar o que ele não disse: a aranha também é inseto e dos predadores um dos maiores.

Essa justiça nem naquilo que se propõe a realizar com altos custos, realiza que é punição. Porque está mais do que claro que a maior punição até como sofrimento que essa gente sofre e teme não é nem sedentarismo de uma cadeia, ainda quando o forro-bodó deles é universitário, mas a falta de conforto que só aquela pobreza que quem não viveu no meio jamais aguenta.

E essa é a pior punição que a justiça poderia dar para os piores maiores criminosos que nunca sequer são condenados e quando o são é para ser anistiados: perder esses privilégios políticos e econômicos que possuem, e ter que restituir os pagar pelos danos causados ou pior! a pena de morte para o capitalista: restituir ou indenizar as pessoas ou herdeiros de quem eles danaram ou roubaram. Ah, guilhotina, mas não tortura, não toquem num fio de cabelo do protecionismo patrimonialista do maior latifúndio grilado do planeta: O Estadismo e os títulos de posse por ele conferidos aos amigos do rei a revelia dos verdadeiro direito de propriedade natural tanto comum quanto a particular. A posse pacífica por oposição e resistência a toda possessão e monopólio violento inclusive o da própria violência.

Muito mais produtivo e justo para as vítimas deste crime sendo de estado é portanto um crime contra o bem público é toda a sociedade, é que o acusado condenado a nada, basta simplesmente retirar dele todos seus privilégios, restituir tudo que está em seu poder a quem de direito pertence e exigir mediante simples exclusão social (que não é prisão) que ele compense o que fez. A exclusão social é algo parecido que se faz com os indigentes, se ignora. A diferença é que ao contrário da indigência o excluído não pode ter nenhuma das suas liberdades e posses fundamentais subtraídas, ou seja, não pode se negar a eles aquilo que se prove até aos condenado a morte antes da execução onde se pratica esse tipo de atrocidade: abrigo e comida.

A substituição da justiça punitiva pela restitutiva não é mais humanitária mais justa, mas até para os canalhas que continuam só vendo dinheiro é mais econômica. Ao invés de gastar para punir ou corrigir o outro, indeniza-se ou restitui o que se perdeu, evidentemente na medida do possível. Por que nem tudo se consegue compensar materialmente. O que não quer dizer que não se deva. Se deve. E a vitima deve ter todos os seus bens e poderes roubados restituídos até o ultimo centavo e liberdade e direito subtraído.

Na verdade, a restituição dos prejuízos nunca recupera tudo, só minimiza as perdas, porque se fosse para condenar, por exemplo, um estadista para que pagasse trabalhando os danos que provocou, isso equivaleria a uma sentença de prisão perpétua com trabalhos forçados; morreria o infeliz trabalhando antes de cumprir sua sentença e sair deste carcere exatamente como a população que hoje é condenada a pagar os prejuízos e custos que eles deixaram neste arcabouço jurídico que também é um carcere só que ao invés de privado, é público. Tal violação de direitos humanos não constitui portanto nenhuma justiça e nem faz dos escravos pessoas livres, mas senhores.

Mas o que move as pessoas ao clamor por justiça punitiva e suprema não é nenhum senso de igualdade, mas o preconceito e temor que tem dos juízos populares e verdadeiras da democracia direta. O temor e preconceito alimentado por aqueles que projetam o animalesco na plebe e o divino no real. Que reduzem a população a caricatura popularesca que interessa tanto ao tirano quanto ao populista. O preconceito constituído como a doutrina de que: as pessoas simples e comuns, isto é as pessoas como simples pessoas comuns não são capazes de emitir juízos sobre o que é do seu interesse pessoal nem comum.

Cidadania Soberana

De fato nem o o leigo que não dispõe de acesso completo a informação, não é capaz de emitir qualquer juízo com correção… nem o douto. Mas seja na governança, seja no julgamento, a tomada de decisão e emissão de juízos são conclusão inerente a razão e sensibilidade humanas a quem tem informação. E nisto que se baseia o processo exatamente contrário a educação, a manipulação dos seres dotados de razão e sensibilidade: fornecer dados que os conduzam a conclusões logicamente predeterminadas pela redução das possibilidades de tal modo que frente a um leque nem sempre reduzido mas controlado de opções diversas que redundam num resultado o individuo ainda creia que o julgamento e ação estão fundado nas sua noção de mundo e não nas impressões regidas por outros.

Se qualquer pessoa adulta e emancipada não fosse capaz de tomar suas próprias decisões, não poderia ser considerado nem capaz nem emancipado. Porque para ser soberano cidadão ou tirano não é preciso saber nada exceto o que se quer. Quem não tem a minima capacidade para dizer o que quer para quem vai redigir uma assembleia nacional constituinte, na verdade não é só incapaz de governar, é incapaz de ser ser governado até por ele mesmo, é uma pessoa inimputável.

Se um homem adulto são não tivesse próprio-percepção desses direitos indivíduos que corresponde a necessidades básicas; se não tivesse capacidade de próprio-concepção dos seus interesses de participação sobre tudo que é compartilhado ou disputado; não poderia ser um homem adulto e emancipado mas ainda uma criança ou dependente que embora ainda tivesse direitos os mesmos não poderia ter os mesmo deveres; Que embora tivesse os mesmos bens comuns não teria os mesmos liberdades e responsabilidades.

Considerando portanto que não somos um povo de prepotentes que discrimina os seres humanos por suas ínfimas diferenças de capacidade intelectual frente a nossa gigantesca ignorância em geral.Que não somos uma nação racista que discrimina as pessoas por suas origem, cor ou gene. Nem uma nação supremacista que supõe que os mais instruídos ricos ou aculturados são mais capazes e os menos mais primitivos e selvagens. Como em tese não somos portanto uma prepotente nação supremacista, racista e escravagista que dividem as pessoas entre os mais aptos a trabalhar e os mais aptos a comandar, mas uma democracia onde todos os adultos livres tem os mesmos direitos e deveres não podemos portanto supor essa incapacidade do povo ou de qualquer maioria ou minoria para o exercício pleno da soberania plena e compartilhado não apenas como um direito ou dever mas poder e posse de fato.

Mas o leitor atento pode objetar: mas não somos nós de fato que mandamos escrever as leis nem na assembleia constituinte e nem muito menos depois. Exatamente. E é justamente por isso que nossa democracia “representativa” não representa nada, é uma farsa, não é um sistema de governo, mas um esquema de roubo institucionalizado não apenas dos bens públicos, mas da republica em si como um regime que não passa de falsificação ideológica. Um bando de fidalgos, aristocratas, burgueses e pelegos travestidos de cidadãos comuns. Tiranos fantasiados e muito mal disfarçados de povo. Isso não quer dizer que precisamos pegar essa constituição e joga-la fora. Não há necessidade de por ao chão as benfeitorias feitas ilegitimamente. Repito: a questão não é destruir o que está feito ou refazer é restituir de fato aquilo a quem pertence de direito.

Quanto ao que precisa falta ser feito ou precisa mesmo ser refeito, o cidadão não está só perfeitamente apto para ser consultadas para efeito de produção e aprovação de novas leis como também de jurisprudência sobre tudo aquilo que é de interesse coletivo inclusive como membro integrante de juris populares.

Repúblicas Populares

A ideia de que as republicas democráticas populares são incompatíveis como o estado de direito é uma das maiores falácias aristocráticas pós-revolução burguesa. Primeiro o popular numa republica democrática é um pleonasmo. Não há república nem democracia sem soberania popular, sem cidadania. O que torna a democracia como a farsa aristocrática “liberal” da ditadura de uma minoria sobre a maioria; ou então na farsa comunista “popular” da ditadura da maioria contra as minorias, é justamente a aplicação do principio autoritário a constituição do Direito e Justiça violando o contrato social que funda o estado de paz.

Garantia de direitos naturais são fundamentos do estados de paz como direitos universais e deveres sociais. Sem a garantia, provisão e proteção da liberdade como uma propriedade tanto como bem particular quanto bem comum dos indivíduos não vive, em estado de paz. Mas de trégua entre guerras. Esses direitos não podem ser objeto do poder de decisão nem autocrática nem democrática, não são objeto de nenhuma decisão alienada nem coletiva nem individual, mas de autodeterminação absoluta e soberana de cada individuo. Não são direitos instituídos por comunidades, sociedades, nem estados, não podem por eles ser dados, nem retirados, mas tão somente respeitados e defendidos e garantidos por disposição constitucionais que incidam sobre os responsáveis executivos como obrigação.

O roubo da coisa pública não é só feito de desvio de recursos do público para o privado. Ele também é feito das obrigações pública tomadas como direito de usufruto da propriedade pública. Quando essa apropriação feita por agente estatal ou privado não só priva as pessoas do que é bem público mas também comum, isto é, quando o elemento toma posse politica ou econômica daquelas propriedades absolutamente necessária a vida e liberdade das outras pessoas ele não está só praticando um roubo, ele está fazendo uma declaração de guerra contra todas as pessoas comuns.

Se não existe democracia sem republica, não existe republica sem sociedade, sem o reconhecimento mutuo da igualdade entre as pessoas não apenas como semelhantes, mas como iguais de fato em direitos de acesso e participação nesse bem comum e de direitos absolutos sobre sua liberdade como propriedade individual particular sobre seu corpo e meios vitais e forma de viver. Não há republica sem estado de paz, e esse estado não é o da presença armada do exercito em morros ou ruas, mas o acordo pacifico sobre os direitos e deveres entre todos sobre é direito co-soberania igual de cada um tanto sobre o que é de todos, a coisa pública, quanto sobre o que é direito absoluto exclusivo de cada pessoa sobre ela mesma.

Sem esse cidadania soberana, não há republica nem democracia, não há direitos políticos nem econômicos.

Se um comunista que expropria e se apropria meus direitos sobre meu corpo minha casa minha família ele está declarando guerra contra mim. Assim como um liberal que expropria e se apropria sobre os meus direitos comuns sobre a terra o ar a água, o espaço público, e natural idem.

Essa declaração de guerra não nos dá nenhum direito de usar da violência contra ninguém que nos ameace; nem revolucionária nem a estatal. O direito de uso da legitima defesa por obvio não se configura claramente quanto a ameaça se torna ato de violência não, mas ele não existe só como reação violenta, ou de dá a partir dela. O direito a legitima defesa da vida e liberdade, a defesa da autodeterminação de cada cidadão sobre o destino da sua vida privada e pública é a base não do Estado mas do contrato social e da formação de povo como nação. A força é apenas sua ultima é mais menos desejável instancia, e não a primeira que forma a base da defesa e proteção mutua da vida e liberdade em sociedade. O contrato social não é um acordo de cooperação e proteção mutua entre as partes perante uma agressão. Ele é um acordo de proteção e cooperação mútua e ponto. Necessidade, desestre violência, privação, o contrato social legitimo, estabelecido por partes iguais para a proteção social mútua dos seus direitos naturais e universais.

O resto é mais do mesmo: guerra de classes. Não quero dizer a guerra de classes que divide a sociedade, mas a guerra que fomenta divisões suas divisões. A guerra das classes políticas contra seus povos, mas pode chamar de estadismo: o culto aos poderes supremos, seus todos poderosos, bandeiras, tribunais e mitos como santos e divinos. Mais Religião do que política. Filosobol.

E para não dizer que não falei desse jogo de cartas marcadas…

Por obvio que Lula não quer o poder para fazer nenhuma justiça (nem burguesa nem social) mas escapar para cima das duas. Do mesmo modo que por óbvio que os inimigos de Lula o querem longe das eleições que também passam bem longe da justiça, ou mais precisamente por motivos que os fazem querem continuar passando bem longe dela. Uma divergência circunstancial. Nada que não se resolva nas cortes superiores e alcovas palacianas, isto é claro, enquanto elas resistirem assim como a fachada de casas do povo.

O temor portanto já não é nem mais Lula, se é que um dia foi, mas o radicalismo anti-lulista que ele incita nas piores formas e personas antagonistas como a de Bolsonaro para citar apenas uma previsão antiga e que recentemente tem sido infelizmente mesmo uma das que mais tem crescido.

O medo de quem detém o poder não é que esse poder escape a esquerda, mas sim a direita. Que o jogo de cartas marcadas se volte contra eles. E que num segundo turno não haja uma escolha entre centro e radicais, que supostamente favoreceria seus candidatos biônicos. Mas sim entre os polos radical a esquerda e direita ambos representando a insatisfação contra esse velho centro do poder e seus satélites.

Considerando que como numa eleição a compra é compulsória. Que não existe o “não gostei deste quero coisa melhor”. Mas sim “o vai ter quer levar algum coisa mesmo sem escolher nada”. Ganha o menos pior. Como Lula malufou de vez, em todos os sentidos. Isso quer dizer que fora os fanáticos e os pelegos ele ainda conta com eleitorado do “rouba mas faz” e apesar de toda a rejeição pode se eleger sem nem precisar tem ninguém mais peçonhentos e repugnantes do que ele do outro lado. E se tiver melhor, o que não é impossível. Vide Temer que é a prova que tem e que eles conseguem sempre se superar. Da mesma forma do outro qualquer palhaço ligeiramente menos asqueroso ou pelo menos mais bem produzido e maquiado que ele pode muito bem ser vendida como o novo antagonista dessa velha esquerda petista que consegui a proeza de virar a imagem da tradição corrupta da política brasileira.

É a mesma desgraça do pleito americano Trump versus Hillary; e o perreio na França para empurrar o indigesto Macron eleito mais pelo voto anti-Le Pen do que qualquer apoio ao centro de poder que ele representa. Nesse mercado politico da democracia representativa fordista, você pode escolher qualquer político da marca e cor que quiser desde que seja fabricado por eles para levar para te levar aos mesmos lugares. Porém no Brasil, onde a democracia não é uma tradição maior que a corrupção na política, se eles não tiverem certeza que um dos seus vai levar o butim nas urnas, tenham certeza esse mercado-teatro chamado “nova república” fecha e só reabre quando seus consumidores-espectadores estiverem de novo adestrados a não pedir pelo que nunca estará em cartaz. É suruba e não reclama senão a gente reprisa a sessão de tarde: censura, repressão e ditadura de pijamas.

É isso pessoal, o mercado politico das democracias liberais pré-fabricadas já apresentou suas tendências para o próximo inverno dos povos: ou fica com o que tem ou é ditadura e guerra mundo afora.

Mas e a democracia direta?

Democracia direta??? “Isso non ex-xiste, Ratinho, és pura charlatanice…

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