Turquia, Trump e o fim de uma era
Marcus Brancaglione
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O desafio Democrático do Nosso Século não é o terrorismo, é o Neopopulismo e o Neofascismo.

Contra os caudilhos da velha esquerda aos novos fascistas da direita, todo ativista libertário deveria se tornar ativista social, e todo ativista social deveria ser libertário.

Da queda dos caudilhos da velha esquerda a volta dos fascistas da nova direita. Os libertários de esquerda e direita devem estar juntos e preparados para enfrentar todos os populistas demagogos e nacionalistas diante da nova ordem mundial. Todos os libertários, humanitários e ecologistas, de esquerda ou de direita deveriam estar juntos, e bem preparados, para enfrentar os populistas e demagogos e supremacistas da nova ordem mundial anti-cosmopolita e suas hordas de fanáticos religiosos e nacionalistas. Porque o desafio Libertário do Nosso Século não é o terrorismo, é o Neopopulismo e o Neofascismo.

O ativista libertário deve ser mais que o contraposto do estadista. Ele deve ser sobretudo a antítese do demagogo. Ele é e precisa ser, a própria negação da falsidade ideológica inerente à política, corrupta e antissocial.

O libertarismo precisa aderir a ética do ativismo, e o ativismo a ética libertária, porque nem um nem outro são verdadeiros se não forem simultâneos e idênticos. O ativismo libertário é e precisa ser a práxis da emancipação e empoderamento porque não existe afirmação da liberdade de fato que não seja empoderadoramente social intelectualmente honesta, e por isso mesmo o próprio ato e movimento de renegação da representação política como resistência por negação do velho, afirmação do novo e superação da farsa dos conflitos das disputas por hegemonia ideológicas e governamental.

Isto não significa ser apolítico, ou renunciar a luta pela coisa pública, muito pelo contrário, isto significa renegar que o social pertença ao estatal ou ao privado, ou a sua luta. Significa recusar a jogar esse jogo de cartas marcadas e servir a esses ou aquele exército. Significa renegar a guerra, pela transcendência dos conflitos de classes, raças e nações e gêneros. Significa desestatizar o bem público e ressocializar o bem comum.

Significa entre dois ou todos os lados em guerra sempre escolher o único lado certo: o dos inocentes e civis e e resistir contra todos os semeadores de conflitos. Isto é abrir uma batalha em duas frentes? Não meu amigo, é enfrentar o verdadeiro inimigo dividido em duas frentes de uma mesma ameaça real: o ódio e a violência.

A discórdia é uma besta de muitas cabeças, que se odeiam, mas um único corpo o da violência e nenhuma alma.

As pessoas acham que o pacifismo o cosmopolitismo, uma tolice. Que temos que engolir os discursos dos opressores, e nos dividir em pátrias e ir a guerra por eles. Mas tolice é atacar quem não conhecemos por mitos. Tolice é lutar por causas que não são as nossas. Por isso o ativista que não rejeita veemente tudo que está desacordo com seu ideal; que não põe em prática pelo menos como objeção de consciência seus princípios, pode até não ser um demagogo, mas não é nem um ativista, nem um libertário de fato.

Não há maior mentira do que quando um não quer dois não brigam.
Quando gente violenta, disposta a tudo encontra gente de paz criada para não fazer nada contra nada, não há briga, há massacre. Quando quem quer tudo, encontra quem não oferece resistência a nada, não importa quão poucos sejam estes violentos e muitos sejam os pacíficos, o que temos (de novo) são o holocaustos de inocentes pelo império da violência.
Não há problema nenhum em tolerar os intolerantes.
É possível conviver em paz até mesmo maniacos violentos fanáticos por seus valores absolutos e ídolos Mesmo com aqueles que de tão cheio de ódio, violência e certezas queiram te ver morto por tudo o que você é ou não é; acredita ou não, de forma diferente da dele. É possível continuar vivendo em paz, até mesmo quando esses frustrados e alienados passam das ameaças a ações, quando começam a matar e prender a todos que não se convertam ou obedeçam o que é ditado a eles ou por eles. É possível a paz mesmo vivendo num mundo cheio de loucos violentos perigosos e seus fieis, desde que obviamente eles não tenham nenhuma chance de fazer nada contra ninguém. Mas ainda mais obviamente, desde que jamais, em hipótese alguma, essas pessoas detenham armas, autoridades, prerrogativas ou o poder para fazer o que querem contra os outros, sobretudo o poder de mando.
Maniacos por poder e fieis não precisam ser perseguidos, presos ou calados. Podem viver entre nós, desde que sejamos capazes de nos manter seguros que das suas inevitáveis agressões. Podem ser tão livres para fazer tudo o que quiserem, desde que os tornemos tão inofensivos como crianças ruins.
É claro que não são crianças, são tão perigosos quanto qualquer psicóticos violentos e fanático pode o ser. Mas ainda sim sozinhos, desarmados não só de armas mas de poderes e prerrogativas, sem nada além de seus desejos e força bruta, ainda são perigosos, mas não mais que um animal selvagem.
É claro que eles não são animais e podem ser tratados também como tais. Nem os bichos deveriam ser tratados como o são. Ninguém jamais deveria ser caçado abatido ou mantido em jaulas. Nem mesmo os mais perigosos e irracionais predadores, humanos ou não. Mas nós que também não somos presas, nem brinquedos, até para podermos fazer isso, precisamos cuidar para que eles não tenham como fazer mal a nossas vidas e dos inocentes que estão sob a nossa proteção. Temos que mantê-los longe de tudo que podem usar contra nós, principalmente armas e poderes públicos, e do resto que não podemos ou não queremos tirar deles, precisamos manter-no longe do seu alcance.
Em outras palavras desde que não estejamos vulneráveis as suas agressões não há porque não deixar os violentos, odiosos, e supremacistas viver de acordo com as crenças e culturas. Podemos conviver tão próximos quão inofensivo forem seus ataques e pretensões de dominação a nossa vida e liberdade. Não é apenas uma questão de viver e deixar viver, mas criar um ambiente onde aqueles que nunca estarão dispostos a deixar ninguém viver em paz não consigam estragam a convivência pacífica.
Nós que não somos lobos não devemos nos iludir que os homens lobo dos próprio homem vão se sensibilizar e deixar de devorar seus irmãos. Nós que não queremos ser lobos, nem suas presas, não podemos deixar nossos irmãos a mercê deles, principalmente como pastores em pele de cordeiro.
Quando as pessoas de paz estão despertas e alertas para quem quer poderes desiguais para vigiar e controlar as outras, são os violentos que estão sob a lei dos iguais em liberdade, e não mais os desiguais em poder sob o domínio dos violentos.
O mal não representa nenhum perigo a sociedade, quando não tem força nem poderes desiguais para aterrorizar ou reprimir os inocentes. Pelo contrário são eles que estão a mercê das pessoas de paz quando é sua sociedade de proteção mutua que prevalece e não a supremacia de nenhum monopolista.
O nosso problema não é portanto como eles são. Nosso problema é como nós somos e reagimos a eles. Não estamos só vulneráveis aqueles que se comportam como predadores estamos completamente submissos a eles, ou mais precisamente a supremacia da sua violência. E logo se o problema é onde eles estão e onde nós estamos, é porque fomos nós que nos colocamos nestas posições em relação a eles.
A violência e predação fazem parte da vida natural. Seu culto não. A violência em si não é um mal antinatural, já o culto ao seu monopólio e supremacia, são a própria fabricação dessa perversão. E um ecossistema onde tais comportamentos e culturas estão industrializados está condenado a se consumir irracionalmente, até o limite da sua desinteligência e insolidariedade.
Nosso problema é que nos achamos seres muito especiais e evoluídos, mas ainda não passamos de uma espécie primatas territorialistas que abaixa a cabeça para o macho mais violento do bando. Ainda não superamos e repetimos as solução mais primitiva que nossos antepassados encontraram. Soluções primitivas e ultrapassadas que hoje são os nossos problemas.
Nos ainda caçamos e matamos; prendemos e até escravizamos tudo e todos que temendo ou não achamos que podemos submeter. Mas todos os seres e fenômenos que tememos e por não acreditar que podemos vencer simplesmente endeusamos como nossos reis. Tememos e cultuamos a supremacia da nossa própria força violenta como nossos antepassados cultuavam seus medos do trovão, do fogo, como quem se defronta com uma força misteriosa, quase divina que não podia ser compreendida nem superada. Ou melhor não podia. Porque a natureza sim é mágica e sagrada, mas quem é o mágico de Oz?
Nosso problema não são esses lobos dos próprios homens adoradores de poder, mas o fato de nos considerarmos seres conscientes e desenvolvidos e continuarmos passivamente vivendo em culturas primitivas e autodestrutivas que não apenas endeusam o supremacismo e a violência, mas que sacrificam vidas inocentes em guerras com a mesma naturalidade que compram carne no supermercado.
Nós, libertários nos achamos livres e conscientes, afinal não adoramos os populistas orgulhosos do seu fascismo e patriotismo. Nem caímos no conto dos demagogos dissimulados que ou não fazem nada, ou pior a portas fechadas praticam e se banqueteiam como os mesmo crimes dos seus inimigos. políticos. Mas e daí?
Nós que não nos consideramos alienados, que não partilhamos dos preconceitos de raça, nacionalidade, sexo, e até mesmo de prerrogativas de superioridade despóticas da própria especie humana sobre as demais formas de vida, não temos tanto ou mais responsabilidade por conta do nossa consciência que os dementes e alienados, que os piscóticos e fanáticos que praticam seus crimes?
Ora é evidente que um maniaco possessivo continua responsável por todos seus atos na exata medida do que pode fazer (poder), mas da sua liberdade, isto é da sua capacidade para discernir, tomar decisões de acordo com sua livre vontade (liberdade). E claro pouco importa o grau da sua imputabilidade, sua violência sempre deve ser impedida e detida.
Mas e nós? Não respondemos também de acordo com a mesma lógica? Se somos inteligentes e conscientes não somos mais capazes de resolver os problemas mesmo os criados pela irresponsabilidade dos desinteligentes e irracionais do que eles mesmos? Não somos mais capazes de impedir os crimes dos cegos por poder, desprovidos portanto de sua razão e inteligencia do que eles que não veem e não querem ver nada?
Não são os mais livres e conscientes também os mais capazes e portanto mais responsáveis do que os dominados por vícios e desejos de poder?
Não importa o quanto ele tenha um viciado em poder e poder não vai se satisfazer nem controlar, então independente de posses e poder não são as pessoa livres dessas obsessão mais responsável do que eles? Se poder não trás responsabilidade, só potencializa a periculosidade de gente violenta e maniaca por ele porque concentramos poderes ao invés de dividirmos responsabilidades?
Se não são os poderosos irresponsáveis parte da solução, mas sim do problema. Quem sobra para se responsabilizar pelos problemas e soluções criados por eles senão as pessoas que querem se ver livres deles?
Se somos ainda mais livres e conscientes que eles que se comportam como maniacos por poder e predadores irracionais, de quem afinal é a responsabilidade dos problemas do mundo? Deles que são essas verdadeiras bestas em forma humana, ou nós que mesmo tendo a liberdade, inteligência e solidariedade para frear a bestialidade desses loucos dominadas por seus desejos insanos preferirmos ficar e cômodos em nossos cantos assistindo sua megalomania genocida.
Ou será que somos tão poucos, tão fracos, tão pobres que mesmo livres não podemos nada contra nenhum desses monstros? Será que todo libertário é por definição um Diogénes de Sinope, um protesto ambulante, um projeto de mendigo esclarecido? Alguém que por recusar o jogo social da corrupção, traição e exploração do outro está fadado a ser um excluído, sem outra força que não a da sua mensagem? Será que o pensamento libertário nunca quebrará as prisões da ditadura da falsa normalidade? Precisarão mesmos os que os Estados declararem guerra oficialmente e joguem mais uma vez suas tropas contra os inocentes para que o homem comum acorde e se mova?
Esperemos que não.
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