O manifesto Zuck-Face pela Globalização

A piada né? É o manifesto do Loki conta o Caos. Se há uma ferramentas propositalmente imbecilizante, que contrabandeia algorítimos de desagregação, classificação, encarceramento e conflito ideológico e identitário para fins de transformar as pessoas e suas conexões em meros dados trancaficáveis e portanto objetos de consumo e negócio para atravessadores é o Facebosta. Se há um rede que contribuiu como a sua arquitetura para a formação de uma comunidade global como um dialogo entre surdos narcisistas. Essa ferramenta é o Facebosta, porque ele simplesmente estava cagando e andando para as consequências da objetificação das relações pessoais virtuais com fins mercadológicos. E agora que viu que a egregora que ajudou a criar e sai pode devorar também seu negócio, bateu o medinho… e não foi só no bolso.

Globalização é um processo radical de unificação do mundo submetido aos interesses financeiros e completamente preconcebido dentro do paradigma do economicismo: a mercantilização e reificação da vida e das relações até então no capitalismo financeiro se resumiu na objetificação das relações produtivas e produtores em objetos de troca intermediados por quem detém os meios dessa produção e meios dessas troca, anulando o tempo livre e a vida privada. Na era da informação, capitaliza-se até mesmo a vida privada e o tempo livre, as pessoas querendo ou não trabalham para o sistema produzem a riqueza a ser alienada até mesmo quando não querem e não sabem, na forma da informação sobre sua vidas e esse produto o principal commodities desse capitalista está sob o monopólio de gente como Zuckerberg ou mais precisamente o capital que ele representa para o grande público como um ator político das corporações privadas.

Nessa nova fase desse reprodução do capital, Tudo … absolutamente dos que esteja e precisa estar tele-conectado dos seres vivos, as pessoas, seus objetos até as sua relações e comunidades: são objetos de troca e consumo, e meios de produção para os donos desses meios de produção e reprodução do capital como dados. O mundo inteiro, a humanidade inclusive no plano imaterial das conexões e metadados apenas o maior mercado de trafico de escravos da Terra. Onde não mais as relações de trabalho são alienadas, mas agora as relações pessoas para produzir a mais valia dos monopolizadores dos meios.

Bem vindos ao maior mercado de trafico de gente, suas vidas, identidades relações e comunidades, tudo devidamente reduzido e contabilizado a dados e metadados para corporações privadas e governamentais, o ouro da nova era, o principal capital do próprio Zuck and friends, e a fonte do seu poder econômico e claro político.

A comunidade global de Zuck and friends é forma uma grande ordem mundial a imagem e semelhança de um gigantesco Estado ou União deles sob o égide do capitalismo corporativo onde as pessoas estão de conexão integradas, mas não como indivíduos livres e criadores de suas comunidades como sistemas. Mas usuários presos ao sistemas deles. Juntas e iguais, mas devidamente separadas, a começar por suas identidades e afinidades que forma o gigantesco banco de dados das suas classes virtuais. A ordem global de Zuck and friends não é um ordem livre, mas um gigantesco estado mundial onde o contratos sociais feitos de centenas de contratos de uso onde cedemos tacitamente não apenas nossa espaço e liberdade pública já renunciada aos Estados Nações, mas nosso espaço liberdades privadas. Uma renuncia que permite não apenas que nos vigiem por nós, ou cedam informações a quem o faz, mas que nos guiam, dentro dessa grande união onde todos estamos integrados, mas devidamente apartados por seus filtros. Um integração mundial virtual segregatória construída a imagem e semelhança dos estados geopolíticas de apartheids de classes e tipos.

A globalização de Zuck é um gigantesco apartheid mundial a serviço de quem detem o capital mais valioso da nova fase do capitalismo: o monópolio das redes e telecomunicações interativas tanto como software como hardware. Uma integração onde os usuários integrados ao sistemas continuam fechados em sues encercamentos ideológicos a ser preparados para desempenhar suas funções predeterminadas.

O problema desse sistema de controle social é que ele tecnologicamente pode ser muito avançado, mas ideologicamente é mais tão primitivo quanto pode ser qualquer regime de poder ou servidão absoluta. Ele não só é insustentável é vulnerável as formas mais primitivas de representação das vontades populares esmagadas. Ele é altamente vulnerável ao populismo tanto de esquerda quanto de direita. E altamente vulnerável por que seus processo de redução as pessoas a reprodutores de ideológicos e classificações de massas alimenta o crescimento desse outro mercado de traficantes de almas e vidas humanas. A mesma arquitetura que fecha as pessoas nos círculos ideológicos anti-democráticos de reforço narcisista de opiniões é o que alimenta tanto o ódio e fanatismo do qual se alimentam essas mitologias de representação de ideias fixas e absolutas como poder. Trump e Doria agradece nunca a politica foi um jogo tão vulnerável as ideologia suas falsificações, a propaganda e demagogia. Nunca estivemos tão vulneráveis a ascensão do populismo e autoritarismo quanto agora, que a Internet que seria o mais plataforma de empoderamento e cosmopolitização está sendo apropriado e reduzida ao latifúndio preconceitual dos reificadores.

Trocando em miúdos o Facebosta pegou o potencial tecnológico das redes sociais para descentralização empoderamento e democratização da informação, autodeterminação das identidades particulares e comuns e perverteu tudo isso no mesmo velho negócio onde a a liberdade é ilusão e o produto o grande é o homem como objeto de outros homens. O problema deste negocio de redução de falsificação das liberdades que alimenta o negócio do mercado econômico, é exatamente a mesma pobreza cultural, econômica e politica que alimenta o outro negócio: o dos mercados políticos.

A arquitetura do sistema de redes sociais imbecilizantes que fabrica pessoas dispostas e entregar sua privacidade e liberdades individuais não fabrica apenas clientes, consumidores e usuários alienados de si mesmos em favor corporações privadas, ele fabrica simplesmente pessoas dispostas a se alienar sem saber ou até sabendo suas liberdades-propriedades privadas e comuns em todas as esferas das relações: sobretudo as políticas. A fabricação do consumo de massa e monopólios exige um mesmo tipo de mentalidade do consumidor. E uma vez presente tal mentalidade quem sabe usar da propaganda nos novos meios de tele-comunicação psedo-participativos e interativos faz o resto.

O idiota útil que eles fabricam com a arquitetura dos seus sistemas para manter seus lucros exponenciais é o mesmo idiota útil que sustentará novos negócios que se expandem a um custo ainda menor e com consequências ainda piores. Corporações que tem a mesma concorrência agressiva e pretensões monopoliais só que na disputa de outro poder, o de fato: o governos autoritários.

Na verdade a arquitetura econômicas das redes sociais como o Facebosta, não e senão um reprodução virtual do próprio sistema de expropriação e alienação que está em curso deste antes da colonização e se manifesta em todos os planos da globalização. E esse processo é sabido produz crises cíclicas não apenas econômicas mas políticas e humanitárias. Ou mais precisamente é um processo permanente de exploração econômica que num dado momento se quebra por falta de base, por falta do que predar sem destruir a presa que mantém sua expansão.

A globolização é como um império como o romano, cuja riqueza se produz pela pilhagem dos províncias conquistadas, quando não há mais províncias a serem conquistadas nem é possível expropria-las ainda mais sem matá-las é xeque-mate para o sistema que precisa se reinventar. Porque se tentar tirar mais corre o risco tanto de matar os escravos que o sustenta, quanto ser morto numa revolta por eles. Como é que eles se supreendem senão com hipocrisia que tantos Cesáres e Atilas estejam se levantando?

É por isso que gente que sempre cagou e andou para a humanidade ou a vida alheia, nunca ligou para nada além do lucro hoje defende a redistribuição de renda e a renda básica universal. Não é por solidariedade, mas por inteligência e interesse próprio. E dane-se a motivação, não importa o motivo todos temos que nos mobilizar contra a guerra e o autoritarismo, mas não adianta tentar continuar vendendo as suas velhas ideologias, porque elas só alimentam o monstro que ajudaram a acordar.

O fracasso da globalização, a sua vulnerabilidade ao regimes populistas-autoritários de direita e esquerda reside justamente neste erro de arquitetura do processos e sistemas que tenta se apropriar do que não pode ser contido mas apenas reprimido para explodir com mais força: a evolução e revolução da vida como liberdade.

A liberdade é uma ordem entropica que não produz o caos, mas a singularidade da vida autônoma e inteligente, e é assim como é impossível meter a pasta de dente dentro de um tudo, é impossível reduzir um homem ou um comunidade deles, que se chame povo, a condição de animal ferindo a sua consciência de liberdade. É ascender um barril de pólvora e sentar em cima. Isto é a globalização. Isso são os aparthaids políticos econômicos e sociais onde todos somos iguais, mas devidamente separados, discriminados, com funções bem definidas pela divisão nacional (de classes) e internacional (de raças) do trabalho e capital.

Isto é a globalização, um processo de semeadura de desigualdade descontroladas, baseadas na suposição que o mero encercamento ideológico da telecomunicação conteria a sensibilidade e percepção das pessoas que são em meu a grande integração global elas são as marginalizadas, elas são as excluídas. Elas são os idiotas dessas grande idiocracia global. Desempregas, sub-empregadas mas completamente fascinadas como narcisos-imbecis com o reflexo da sua imagem na água, pronta para se afogarem em selfies, plásticas e photoshop. Prontas para transformaram até a miséria, e o assassinato e suicídio em mais um freakshow dessa sociedade do espetáculo finalmente em seu ápice como BigBrother.

Não existe comunhão sem liberdade plena de associação e dissociação, sem relações plenamente consensuais, ao menos não comunhão de paz. Sua comunidade global, Zuck, não é comunhão de paz e união forçada e subsidiada pelos monopólios da violência de fato e simbólica. Globalização é controle dos meios de imposição dos meios de troca de todos os valores, sejam eles ideias ou coisas a que atribuem ideias. Globalização não é a desestatização da vida mas sua super-estatização um processo de devolve as pessoas naturais o controle sobre sua vida e destino para que se constituam suas identidades comuns e diversas livremente. Mas sim de controle total onde não só as sociedade permanecem sob o controle dos Estados e os Estados dos interesses das super-corporações privadas, como já acontece hoje no capitalismo financeiro. Mas sim um controle onde pessoas e povos mercantilizam espontaneamente não mais só sua vida produtiva e criativa, mas sua vida privada e social “voluntariamente”. Um processo de alienação onde as pessoas não resistem mais a invasão da privacidade mas a evadem “de graça” para o lucro dos detentores dos meios interativos. Um processo onde a internet não é um literalmente domínio publico a serviço da integração das sociedades e suas causas sociais, mas um dispositivo de dominação pública onde os usuários tem a ilusão de participação e poder e ligação humana pela interatividade. O grande segredo de todo bom aparelho de dominação e controle seja ele eminentemente material ou mais ideológico:

a escravidão como ilusão de liberdade. A unica que se a longo prazo já que os custos constantes para manter os rebelados premidos ou forçados a servir inviabiliza os ganhos. Mas não para sempre. Que o diga Napoleão sobre os antigos suíços. A reis e rainhas da Inglaterra sobre os pioneiros americanos ou irlandeses. E os franceses sobre os haitianos.

O materialismo esquece. Que não nascemos de chocadeira e que nem todas as inconsciências coletivas são os monstros que eles constroem, mas a origem da nossas vontade de despertar e vir-a-ser, como saudade do que não conhecemos, como sonho de liberdade, como a fonte perpetua do milagre da consciência. Dos fenomenos, indeterminados, imprevisíveis e que encarnam nos seres e suas formas como a própria manifestação da sua livre vontade. Imersos e perdidos em suas matrizes ideológicas se esquecem que até mesmo elas e eles se desintegram e desfazem se completamente desligados da rede da vida.

Globalização econômica, cultural e politica não é uma comunidade global. É colonização, monopólio e alienação mundial. É a velha nova ordem mundial em sua fase mais avançada de produção e reprodução da dominação pela falsificação tecno-ideológica da liberdade e seus ideias.

Não existe comunidade global sem universalidade de garantia de fato de direitos e liberdades fundamentais iguais, não apenas para sobreviver sem precisar estar obrigatoriamente conectado ao mundo virtual politico ou econômico, mas para poder se quiser se conectar fazê-lo sem precisar estar intermediado por nenhum desses monopólios. É direito a renda para sobreviver, mas também acesso ao capital e liberdade regulatória para poder se relacionar politica, econômica ou pessoalmente com as outras pessoas sem ser obrigado a passar por espaços que não seus para monopolizar nem para cobrar tributos seja em propriedade, trabalho ou informação privada que são menos seus ainda.

Uso o facebosta e respeito suas regras não por obediência as suas imposições que são ilegitimas, mas exatamente pelo mesmo que respeito e vivo sob as regras dos governos monopolistas: não sou eu que estou dentro do espaço deles, mas ele que domina o livre espaço e os meios que também são meus. E se ajo de forma destrutiva, mas construtiva não é porque ele ou vocês me ameaça com a punição do monopólio da violência, mas porque não renego a violência e sobretudo seus monopólios como meio de vida ou sustento do meu ócio ou negócio.

Mas você sabe disto, você tem os dados? Não tem? Você sabe que as pessoas não usam, o seus dispositivos as suas redes porque adoram o Face, mas porque precisam, mas porque precisam, e porque precisam as pessoas estão lá na sua matrizinha. Que é impossível libertar as pessoas de qualquer pessoas sem correr o risco de adentrar nas suas cavernas. Sabe qual é a natureza do sue negocio e como funciona a reserva do seu mercado contra a livre concorrência.

Por isso, se liga, se você está mesmo afim de reinventar uma comunidade global vai ter que fazer melhor do isso. Ou será que o que você quer é tomar tirar a mais valia política do meio de reprodução?

Melhor. O pior tipo de servidão é aquela que nem sabemos ou conseguimos mais reconhecer quem são os donos dos nossos grilhões. E o que eles querem de fato. Melhor enfrentar o supremacismo descarado o politico, ao qual podemos resistir e lutar contra. Do que viver sob o domínio das direitas que vendem seus lucros como se fossem nossa liberdade. E das esquerdas que vende a proteção dos nossos direitos como se fossem seu monopólio. Prefiro enfrentar projetos de poder declarados do que aqueles disfarçados. É meio caminho andado quando percebemos que as caixas não nos protegem do mundo, nos roubam dele. E que as imagens e projeções no seu mundo virtual não são minha liberdade nem o retrato do que sou, mas o marca e número desses novos campos de concentração virtuais.

Os signos e nexos são a mais poderosa força de concepção tanto da liberdade quando das prisões mentais. A ordem da disposição dessas conexões e ligações entre os particulares para formar a rede como universal é fator determinante da arquitetura autoritária ou libertária do sistema.

O manifesto por uma comunidade global de Zuck é como seu Facebook uma projeção que carece de humanismo e universalidade na arquitetura das suas redes e novas ordens mundiais.

O populismo dos supremacistas agradece…

De novo.

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