O vencedor das eleições gregas: a Abstenção

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Das vitórias de Pirro dos governos de quinta-coluna do Brasil e da Grécia

Dizem que a economia do Brasil caminha para vivar a da Grécia. Porém com as recentes manobras politicas da esquerda contra a própria esquerda para ficar com o poder é a Grécia que caminha para virar o Brasil.

No mundo inteiro aliás, o sonho da nova esquerda está cada vez mais parecido como o dos velhos regimes autoritários. Não acaso o grito dos Podemos da Espanha e mundo a fora parecem cada vez mais distantes da ordem de liberdade de povos como o da Catalunha; estão mais para o “yes, we can”… vamos tomar e ficar a todo custo no poder das democracia bem norte americanas da Venezuela e repúblicas de bananas afins.

É, parece que Mujica é definitivamente uma voz isolada e incompreendida. Por isso repito e vou repetir o dilema enunciado por Mujica para as novas gerações para que elas acabem corrompidas como uma mentira, fracasso ou os fantoches dos seus pares:

As novas gerações vão mesmo repetir os erros das velhas esquerdas autoritárias?

Aqui no Brasil estamos vivemos este festival de terror que começou e não pára. Será que lá na Grécia a esquerda que ganhou de novo o poder, pretende repetir os erros da apodrecida e corrompida “esquerda” brasileira? O que vai acontecer? Será que agora na Grécia assim como no Brasil o governo não dependerá cada vez menos dele e mais do povo e do mercado?

Tudo vai depende do que os números das eleições significam. Não vou nem na ponta do iceberg que é o crescimento do partido neonazista, mas exclusivamente os 43% por cento de abstenções. O que isso pode estar dizendo:

· Somos todos contra?

· Tanto faz?

· Ou, dane-se a democracia representativa?

Maquiar a legitimidade da democracia representativa para eliminar dos cálculos os descontes é tão velho quanto esta própria democracia representativa. Porém já não é um luxo é uma necessidade para sustentá-la em público. Afinal a maioria dos que concordam com os sistemas de dominação das maiorias contra as minorias e indivíduos é cada vez menor. E se estas falsas maiorias por exclusão dos descontentes constituíram por muito tempo a falsa base popular essencial para manter a imobilidade letárgica da população, hoje quando precisam mover o povo e governar de fato ela não é só inútil, mas um impedimento. Não é atoa que os lideres populistas e autoritários radicais estão sorrindo.

Eliminar descontentes da conta e do mundo é muito bom para pagar de bonito e bonzinho, funciona como eliminar presidiários e gente que desistiu de procurar emprego das planilhas do desemprego, algo muito eficiente no papel, mas péssimo na realidade.

Olhe para o Brasil, uma economia que em recessão pode puxar para baixo todo o mundo com muito mais força ainda que a Grécia ainda que ninguém queira admitir isso. Por aqui muita gente acreditou que Dilma tinha 50% e mais alguma coisa e que Aécio tinha 50% e pouco menos.

Na prática, hoje todos podem ver, não era nada disso.

Aécio não tinha nada além do que recebeu no primeiro turno somados aos votos anti-PT-Lula-Dilma. E Dilma não tinha maioria nenhuma, mas só os votos de quem não estava contra ela, escondidos nos votos do Aécio ou votos nulos e brancos e nos votos de quem quis nem votar! O fenômeno que se insiste em ignorar e renegar, ocluso nos difamados votos nulos brancos e abstenções é hoje não mais um desvio padrão, mas no caso da Grécia o padrão. E só não afirmo que o primeiro-ministro grego pode enfrentar situação ainda pior que a do Brasil, porque Dilma, está sim, foi um desvio-padrão. Mas absurdo fora, o fato é que é que quem venceu na Grécia foram as abstenções. E o que isto pode significa é que além é claro dos mercados financeiros quem irá decidir o futuro não em primeiro lugar o governo mas esses dissidentes ainda que o façam decidindo pela completa omissão.

O que não está pressuposto. Embora muita gente continue querendo desqualificar toda manifestações contraria ao que acredita, como os protestos da pequena burguesia de direta no Brasil e seja ainda praxe alegar que pessoas que não votam ou são contra as eleições não cumprem seu dever, não exercem sua cidadania, apesar de todo esse blá, blá,blá da propaganda partidária eleitoral e status quo, nada mais garante que estas pessoas não vão de novo as ruas (lá ou aqui) exigir a abertura politica de espaços constitucionais para que se representem suas vontade politica muito além dos marginalizados protestos e manifestações.

As revoltas de 2013 parecem coisas já do passado, mas enterrar a a cabeça na terra só levanta ainda mais a retaguarda. Pense nos possíveis consequências e significados de quase metade da população nem aí para as eleições:

1. são um cheque em branco para o seu governo fazer o que quiser com eles ou com o mundo — como nos EUA, o maravilhosos de mundos dos drones bombas e Leman e Brothers?

2. Ou será que isto não quer dizer simplesmente que uma parcela da população já não acredita mais no sistema da democracia representativa e:

a) não está nem aí se ela for continuar ou derrubada (mesmo que por neonazistas).

b) está prestes a se revoltar porque quer um novo sistema de governo democrático que mesmo não sabendo qual sabe que já não é mais o rque está ai.

d) Um pouco de todas as anteriores mais ou menos combinadas. O que quer dizer que agora o Slogan “eles que não nos representam” já era. A ideia que está no ar e que ninguém ainda teve coragem para gritar “NADA DISSO NOS REPRESENTA”. Ainda.

Torça para que não sejam fascistas ou neonazistas a gritar por uma velha “nova ordem”. Mas como o ritmo de esfacelamento dos estados de bem-estar social, as crises humanitárias, parece que o Papa Francisco é um dos poucos hombres ainda com cojones para falar o que todos veem e não falam o mundo precisa de reconciliação nesta atmosfera de terceira guerra mundial por etapas”. Moral da história enquanto ainda houver história: precisamos garantir que não só as mulheres se libertem e tomem seu lugar no mundo, mas que todas as desigualdades de poder e privações de liberdades fundamentais sejam definitivamente extintas.

Isto se a raspa da panela da socialdemocracia deixar alguma liberdade ou igualdade para ser defendida. Em sua ânsia cega por poder as esquerdas governistas parecem dispostas a acabar com os povos e direitos e liberdades como só mesmo as esquerdas autoritárias foram capazes de imitar os fanáticos de direita e religiosos. Todas as vertentes que não por acaso vem crescendo simbioticamente no mundo.

A direita tenta derrubar as esquerdas no poder, mas quem deveria acordar e rápido é a verdadeira esquerda e tirá-los logo os maníacos por poder do poder antes que não sobre nada para defender não apenas de causas de esquerda, mas de causas humanitárias mesmo.

Caso você não este entendendo o que estou dizendo vou ser reto e direito na minha denuncia:

Não há quinta-coluna nos governos de esquerda, os lideres do governos de esquerda são a quinta-coluna da Esquerda.

Tradução:

As esquerdas governistas e seus projetos de poder pelo mundo, usam seu próprio povo como moeda-de-troca escambam e barganham descaradamente os com os direitos da sua população para se manter no poder. Isto não ocorre só no Brasil, ocorre da Venezuela, a China e Rússia, esses populistas de esquerda, usam seu próprio povo como refém parta negociar com a oposição e o mundo sua permanência no poder a um custo insustentável para o mundo.

Pobre do coitado acorrentado aos programas de assistência social este sempre esteve entre o fogo e a espada: se não beijar a mão dos paternalistas vai ter de novo que correr dos estados policiais. Pobre do ignorante e idiota rico ou pobre de direita e esquerda, mas a nata da intelectualidade de esquerda que defende esses governos quinta-colunas, estes espíritos de porco encarnados no poder como se fossem santos e não os feitores e traficantes da sua própria população, essa intelligentsia é tão canalhas quanto o dono da mão que lambe — não em troca de pão ou renda básica, mas dos bons e velhos privilégios e subsídios governamentais.

Mas será que os velhos donos do jogo pensam que o idiota útil de esquerda e direita são tão idiotas e úteis assim? Os políticos de esquerda e direita ainda são o que sempre foram políticos, mas as massas de manobra já não são mais tão massificadas nem tão manobráveis. Eles sabem que “pode-se enganar a todos por algum tempo; pode-se enganar alguns por todo o tempo; mas não se pode enganar a todos todo o tempo.” Porém não estão se dando conta que o tempo é relativo e viaja mais rápido do que nunca na era da velocidade da informação.

É a lei de Lincoln nunca foi tão atual e instantânea. Por isso, a pergunta que o primeiro-ministro grego deve se fazer era a que os petistas deveriam ter se feito muitos meses atrás ainda quando tinham o monopólio das esperanças : “Para todos efeitos legais ganhamos, e agora o que vamos fazer para levar?”

Mas que se danem. Esse é dilema deles. O nosso dilema. O dilema dos povos, gregos brasileiros e todos países que partilham do destino de ter governos de esquerda de fachada (ou melhor, simplesmente de governos de fachada) é outro. A nós pergunto:

Temos mesmos que nos entregar de mãos amarradas ao capital financeiro e seus lacaios governamentais traidores? Porque não assumir nossas contas e arrumar a casa como o próprio mercado quer? Porque não? Porque não abraçar a austeridade e assumir os ajustes de contas e fiscais não só com eles mas com a nossa historia? Sei que a austeridade é o novo mantra para que a população pague a conta das crises deles (crise 2008) junto com a corrupção/burocracia dos nossos governos. Mas porque não fazemos o que eles querem? Porque não cortamos de fato os gastos inúteis? A começar pelo maior e mais insustentável deles: os governantes reis e amigos dos reis.

Porque continuar a carregar esses vagabundos incompetentes e irresponsáveis e traidores nas costas? Exagero? Ora não é em termos técnicos exatamente o que se está se acusações a presidente do Brasil para propor seu impeachment?

O governador de São Paulo tem razão: deste crime eles e todos políticos culpados. Vão todos acabar sendo todos depostos.

Parabéns, vossa excelência você acaba de descobrir o que a esquerda cagona e da Realpolitik não vê: bem vindo a América, bem vindo ao novo mundo. Este é o espirito da coisa, o espírito da nova coisa pública. Viva a nova republica! Viva a nova democracia! Adeus antigo regime.

E vai com deus, vossas excelência. Mas não precisa correr não. Isso, calma, apenas continue fazendo o que o Planalto não faz, ou pelo menos finge bem não fazer, raciocine:

“Não, não vamos derrubar a Dilma vamos nos proteger contra o povo” Gritará outros oposicionistas desesperado- Isso abraça ela, querido.

“Não, não, também não podemos abraçar ela! o povo vai se levantar conta a gente se tudo acabar em pizza”. Compreenderá tarde um outro, este só oportunista mesmo.

E não se surpreenda quando até os petistas mais fanáticos de hoje começarem a defender amanhã a queda do seu coração valente, não apenas a desejar ou conspirar por sua queda, mas a trabalhar descaradamente para que ela caia fora o mais rápido possível de um jeito ou de outro. Mas principalmente para eles será mais tarde ainda do que para os oposicionistas e oportunistas.

Sim. Sim, sou a favor dos impedimentos, das austeridades fiscais, sou a favor do controle social dos orçamentos, do recall dos mandatos políticos, e muito mais. Sou a favor da democracia direta. Que nós como pessoas livres nos livremos destas lideres peçonhentos e seus militantes fanáticos de esquerda e direita. Que nos livremos da propaganda de terror (muito made in USA) dos governos até de esquerda “O que vocês farão sem nós?” O que é nosso direito e dever de fato que não é votar, mas enfrentar os problemas, antes que líderes totalitários emerjam como salvadores da pátria de toda a nojeira da sua retórica politico-partidária-eleitoral.

Sim, que o povo precisa para ontem reclamar sua cidadania e aplicar os remédios constitucionais não apenas contra o bode expiatórios dos lideres governamentais, mas contra as instituições e poderes falidas dos quais os representante são apenas as caras. Sim austeridade, cortem o “custo político” pela raiz: É a farsa da representação eleitoral que precisa cair, e com ele os custos desnecessários dos intermediários e atravessadores da verdadeira cidadania da verdadeira democracia a direta. Uber? Que Uber que nada! Quero Democracia Direta, está sim pode ter custo de marginal zero de produção na era da informação, nas sociedades em rede.

Austeridade essa é chave. Continuem a jogar não só nossas responsabilidades sobre nossas costas mas seus crimes sobre nossas costas e quem sabe não acordamos por necessidade para assumir de vez a soberania e descobrimos o que significa a palavras soberania e essa tal de “autodeterminação dos povos”.

Governe-se.

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