Previdência é transferência de pobres para ricos?

Depende da previdência feita por quem e para quem?

Não. Não é só previdência a transferência de renda de pobres para ricos. É o Estado. O aparelho estatal inteiro. O que ele devolve em beneficios ou serviço sociais, serve apenas para reproduzir e manter a massa trabalhando. Até isso é é subsidiado. E a considerar pela saúde, alimentação, habitação e instrução dessa população escrava nem isso fazem direito. E cobram caro. Cobram não, exigem. A previdência é só parte desse roubo, mais especificamente a parte que envolve estelionato, e até ameaça e chantagem - devidamente legalizada, é claro.

A previdência é atualmente a parte mais visível deste sistema porque é a bola da vez. O está com a uma das suas partes mais intimas de fora: a previdência. E se elas escandalizam, não queiram nem ver o que ele tem no intestino. Esse perverso processo histórico de transferência reversa não se alimenta só rendas, mas de propriedades, e sobretudo do trabalho, não o livre, mas compulsório e alienado. Vide de devorar liberdades e direitos naturais tanto como o bem comum quanto como os bens particulares, especialmente os mais vulneráveis; aqueles que tem menos força e poder para oferecer resistência a essas violações subsidiadas elas próprias pela ameaça legalizada de mais privações e violências.

Essa distribuição de lucros e dividendos sobre o que é o bem comum expropriado e o particular tributado, de quem possui menos para quem se não possui vai via roubo institucionalizado possuir mais, é feita na forma de incentivos e subsídios direitos e indiretos juridicos, econômicos e políticos a quem está mais próximo do centro de poder em detrimento de quem está as margem. Formando de um lado uma minoria de privilegiados, os amigos e compadres dos rei, que o financiam mantendo um ciclo viciado sem fim e do outro os a plebe, a povo divido em sociedade e marginalizados. Como classes que se agrupam de acordo com a graus da vulnerabilidade inversamente inversamente proporcionais as tensões, divisões e rupturas sociais. Que vai dos mais ricos aos mais pobres, e descendo gradativamente até chegar nos mais vulneráveis e marginalizados que já não fazem mais nem parte da sociedade, não são mais cidadãos nem de segunda nem terceira classe, são marginais: bandidos, mendigos, vagabundos, incapazes. Todos vistos como uma massa indistinta, o que não são, de vítimas da sociedade ou seus inimigos. Pessoas destituídas da sua representação individual, cidadão, vendidas e compradas como um coletivos de monstros ou coitadinhos pelas classes políticas-aristocráticas da esquerda ou direita para sua propaganda política e ideológica.

Notem que o termo riqueza aqui sim é correto, porque é produtiva como capital e trabalho. Não é a riqueza que se compra e mantém com poder politico. É riqueza que por se reproduzir sem o subsidio desse poder jamais se acumula ao nível de desigualdade tal que possa quebrar ou comprar toda a concorrência ou continuar comprando e se reproduzindo como o poder econômico comprando e controlando a classe política governante indefinidamente.

É a a riqueza da nação por oposição aos tesouros nacionais e reais que se enchem tanto pelo processo de expropriação do bem comum e de particulares mantendo estatizado, ou então privatizando para os elementos próximos do circulo do poder que não precisariam ter um centavo, já que na maioria das vezes compram o bem público financiado por bancos e fundos de patrimônio nacionais — quando não da própria nação que o vende!!! Ou seja literalmente negócio de pai para filho, você vende a casa e ainda empresta o dinheiro para o afiliado comprar. É por isso que se o Estado é um leviatã, as corporações estatais ou privadas subsidiadas financeiras e juridicamente são seus tentáculos dentro do seu território e no das outras nações, as “campeãs nacionais”. Empresas da privadas e frutos da livre inciativa quando um cartório.

Logo não é apenas uma distribuição de lucros e dividendos sobre bens expropriados da sociedade, é uma socialização dos custos tanto destas corporações privados quanto estatais, isso sem falar da próprio estado para a sociedade. Socialização direta de custos como tributos, indireta como subsídios e isenções ficais e até obras de infraestrutura “para todos”. É curioso quando o libertário de direita fala do ridículo de um passe livre, mas se esquece por exemplo que a estrada de rodagem de carros construída por impostos e não pelo investimento das montadoras de carros é um subsídio a elas em detrimento a livre concorrência histórica por exemplo com o transporte ferroviário. É como os aeroportos não importa se são privados ou estatais, se serão construídos com impostos, ou financiamento de fundos públicos quem está pagando para que outro use é quem não voa. “Ah, mas essas pessoas que voam trazem beneficios, produzem riquezas para os mais pobres…” Não tenho dúvida nenhuma. Se elas fizessem uma greve geral não não creio que em tantos lugares a produtividade subiria. Mas uma coisa é certa, se o trabalhador que pega o busão fizer greve geral, nem eles tem dúvidas a economia pára. Ao menos enquanto os patrões não tiverem robôs para colocar no lugar dos escravos assalariados.

E tem trouxa que ainda acha que quando essa gente tiver um máquinas que substituam completamente o homem eles vão pagar uma renda básica, vão dar de graça ou devolver o sustento do que eles trabalharam por séculos para roubar e administrar. Vão é colocar autônomos biológicos ou mecatrônicos para fazer a limpeza final desse lixo humano que não tem literalmente mais emprego para eles e cobrar o custo da limpeza da família e vender o cara para esses usarem com sabão. Nazismo? Claro que não capitalismo de estado ecologicamente sustentável, quem sobreviver verá… a propaganda.

Mas distopias que geralmente viram a realidade a parte. O fato é que com Adam Smith, ele mesmo, explica não é o planejamento estratégico do burocrata gerencial que faz o pão, mas o interesse do padeiro que se fosse só pecuniário não mantava uma padaria virava agiota. Assim como não se coloca a burocracia e corrupção do capitalismo de estado para dirigir e subsidiar até essa produção básico, sem destruir a economia até da produção dos gêneros mais básicos (vide Venezuela). É evidente que não se aplica exceções a esse raciocínio as grandes empresas e grandes infraestruturas apenas porque os donos e maiores beneficiários são e serão os fidalgos aristocratas e compadres dos reis e grileiros do pais.

É por isso que o problema não está em nenhum forma de sociedade associação, distribuição ou socialização de custos e dividendos entre os legítimos proprietários. Se a propriedade do bem ou empreendimento é deles: seja como capitalistas- isto é como cidadãos que a financiam; seja como cidadão trabalhadores — que a produzem, custeiam e consomem; ou seja como cidadãos produtivos plenos economicamente- ou seja, capazes de fazer um pouco disto tudo; o que importa é que o rendimento e produto deste capital e capital pertence a eles de forma particular quando privada, socialmente quanto pública. E tão somente a eles e não as seus administradores sejam eles de corporações estatais ou privadas.

Em outras palavras a previdência é uma parte desse processo de expropriação da sociedade que paga com tributos sobre sua posse, renda e trabalho para sustentar a própria administração alienada do sua expropriação! E essa tributação se dá em ordem inversamente proporcional de privilégios jurídicos e políticos econômicos sistematizados e integrados. De modo que quem tem mais propriedades e rendimentos paga menos tributos em relação a quem é tributado sobre sua quantidade, tempo e produção de trabalho para sustentar esse roubo institucionalizado e legalizado. De modo quem detenha a posse e administração dessa fábrica de poder político e econômico quando fechar sua contabilidade sempre tenha mais capital entrando do que saindo, isso sim é o lucro que não se mede em dinheiro ou moeda do capitalismo estadista.

É evidente portanto que essa máquina perversa não apenas alimente mas aumente até o limite da sua própria insustentabilidade a desigualdade social. De tal modo que ou essas corporações estato-privadas buscam novos terras e mundos ou implodem senão pelo levante do seu próprio gado-humano, pela extinção dessa “raça de criação”.

A desigualdade social crescente e insustentável não é portanto a resultante dos diferentes resultados entre aqueles que concorrem para a produção de riqueza, mas a desigualdade social resultante da reprodução do poder como pobreza. A desigualdade que é excretada por esse sistema de “redistribuição” que nada mais do que a pilhagem da sociedade pelos comparsas estatais e privados.Sistema que não produz riqueza, mas reproduz pobreza miséria e marginalidade como mão-de-obra política econômica e cultural para sustentação do poder. A plantação de pobres e ricos carentes e ignorantes que para acolheita de idiotas e alienados e fanáticos aos diferentes cores e bandeiras e disfarces dos mesmos senhores e servos da sua discórdia, divisão e dominação social. Mas pode chamar de política e religião profissional.

Um sistema que retroalimenta a desigualdade socioeconômica não pela produção ou crescimento da riqueza e emancipação, mas pela sua subtração. Roubo e escravidão. E como todo roubo e escravidão é sempre covarde e não parte para cima de quem tem mais proteção, mas justamente de quem tem menos. E isso se reflete em números da pobreza e mortalidade e violência, contra de espécies, raças, classes, gêneros e gerações que não representem a identidade do supremacista, as propriedades como qualidades que identificam como iguais aqueles que detém o poder.

Não seria então o caso de instituir um estado onde as posses comuns e particulares não fossem pilhadas e sobre os ganhos efetua-se toda a redistribuição de rendimentos e proteção social necessária para para manter as minimas condições de paz, justiça e humanidade? Fundamentos constituintes não apenas de respeito garantia e proteção da liberdade e propriedades naturais, mas basilares da igualdade de oportunidades e autoridades para a livre competição sem esses monopólios e supremacismos?

É claro que seria, mas esse novo contrato social já não comportaria mais o velho sistema e seus aparelho administrativo estatal e apêndices privados. E a pergunta portanto não é se devia ou não, mas em que universo quem comanda o sistema politico baseado na privação deste direitos naturais abdicaria de boa vontade de seus privilégios criminosos. A pergunta deles, até dos menos chegados em monopólios e violentos é outra; é o “e eu? onde é que eu levo nisso?”

É obvio que não precisamos nem devemos nos livrar dos serviços sociais, nem renunciar a coisa pública. Muito pelo contrário, precisamos nos livrar é dos atravessadores que os monopolizam. Nos reapropriar popular, cidadã e socialmente do que é nosso por necessidade natural logo direito e estabelecer serviços de interesse público mais competitivos e eficientes- que podem ser até concorrentes desde que eles de fato e direito pertençam a sociedade.E eis o grande problema. Em que mundo ladrões armados até os dentes que já até se acham os donos e chefões das coisas dos outros devolvem o roubo ou libertam os reféns de livre e espontânea vontade?

Considerando que não temos mais para onde fugir nem força para detê-los as opções que nos restam são as seguintes:

Ou esperamos que eles larguem a coisa depois de sugar e arrebentar tudo.

Ou partimos violentamente para enfrentamento com perdas quase sempre maiores que os ganhos, se ganharmos.

Ou pacificamente tornamos o custo da expropriação cada vez mais caro que o lucro sobre nossas pessoas e propriedades.

Por princípios meios e consequências considero essa última estratégia não só a mais inteligente eficaz e humana, mas a única legitima com o respeito a vida e liberdade, evidentemente se ou enquanto ela não for extinta opção. Mas isso é um outro assunto. Voltemos as condições mínima para que isso não ocorra, voltemos a seguridade social.

Notem que NÃO estou entrando nos méritos e defeitos jurídicos específicos da reforma da previdências por uma simples razão: nenhuma das partes em “negociação” representa a parte interessada, e quando isso ocorre não só essa lei, mas todo e qualquer contrato social fruto do acordo destas partes ilegitimas é nulo. Nem governo, nem oposição; nem classe política, nem sindicatos nenhum deles representa a classe que alega, mas outra: a sua e de seus verdadeiros patrões e clientes.

Trabalho, renda e propriedade são decisões que não podem ser tomada a revelia dos titulares do direito, não como empregados, nem como empregadores, mas como cidadãos. E quando esses contratos são negociados sobretudo por intermediários interessados em manter o privilégio forçado e compulsório sobre o que não lhes pertence em nenhum campo, esse pacto social não é só ilegítimo é um pacto criminoso feito por ladrões falsários e estelionatários profissionais organizados e legalizados.

A questão aqui é esclarecer que previdência não é sinônimo de seguridade estatal ou privada. Esse processo histórico de apropriação e falsificação ideológica dos bens particulares e comuns das pessoas físicas de um povo por essas corporações e seus membros mancomunados, não se dá apenas sobre propriedades materiais, mas sobre imateriais. não é apenas uma roubo de suas posses e riqueza, mas pela expropriação dos meios necessários a sua constituição: a violação do direito de estabelecer relação consensuais de livre comunhão e concorrência pela paz e produção de bens não só comerciais e particulares, mas comuns e sociais. Identidades, associações; direitos naturais de próprio-concepção e autodeterminação destas pessoas. E não poderia se operar de outra forma. Pois o roubo de propriedades materiais e imateriais jamais se dá sem a violência e violação das liberdades fundamentais. Assim como essa violação da liberdades jamais se consuma e consolida como poder sem a institucionalização da privação dessas propriedades como privilégios de posse artificiais, falsos direitos e liberdades sobre o bem e o destino alheio.

A saber, ao contrário do que vende a propaganda estatal, a seguridade social assim como os sindicatos não é uma invenção estatal, nem socialista nem liberal, mas produto da livre associação de proteção e ajuda mútua dos trabalhadores. Aliás,livre não, libertária. Porque foi constituída sob repressão e até confisco dos governantes e patrões “pós-”escravagistas. A previdência não foi uma invenção de ditadores, estadista e burocratas, foi por eles tomada e remodelada. Obviamente que não mais para garantir direitos mas para evitar revoluções. Não são anéis que foram dados para não se perder os dedos. Foram mãos que se pararam de ser amputadas para não pescoços não fossem cortados.

O Estado não é pai nem padastro. É um sequestrador versado em domesticação que toma a força a herança e tutela dos povo reduzidos a crianças e dependentes. O estadista que acredita que é personificação do estado, seja qual for o regime democracia ou ditadura. encarna esse credo: o patrimônio é sua coisa imóvel; o cidadão sua coisa animada; e ambos pertences do seu pátrio-poder, o primeiro como sua casa o segundo como seu cão que lhe deve fidelidade. Uma falsificação massiva e grosseira de instintos filiais que domina fácil pessoas pobres e carentes não só de condições básicas mínimas mas emocionalmente de amor, respeito, afirmação e comunidade.

Uma farsa e que custa caro. Em riquezas e gente. Uma farsa corporativa disfarçada de nação que vem para confundir e não para explicar.

Bem públicos não são patrimônio estatal nem muito menos privado, nem serviços sociais são necessariamente ou privados ou governamentais. Nem todas as pessoas se movem apenas por interesses particulares (seus ou alheios). Há pessoas que se movem por interesses particulares honestos, outras por interesses particulares falsificados e travestidos de coletivos. E se todas naturalmente se movem por seus interesses particulares, isso não quer dizer que todos esses interesses sejam os mesmos. Nem interesses nem valores. A institucionalização de interesses e valores predeterminados como absolutos é antes da invenção da vontade política coletiva a primeira e mais profunda forma de alienação.

Não. Eu não existo só porque penso. Eu sinto. E não sinto apenas as dores e amores que começam e terminam na minha carne. E se não houvesse uma única pessoa que sentisse ou entendesse o mundo da mesma forma, isso não invalidaria a minha forma de ser pensar sentir. E nem daria o direito a ninguém de impor seus interesses e valores a força da ameça ou privação contra minha razão e sensibilidade e fé na liberdade e solidariedade para e entre todos que como cosmovisão da minha humanidade e propriedades do meu ser humano.

A empatia e seu sentimento oposto não são uma ficção. Há coisas que os outros sofrem e sentimos em nós não mesmos, como se fosse em nossa própria carne ou pior. E negar o que sentimos ou que não deveríamos nem mais nem menos ou nada porque não é nosso umbigo, se de fato sentimos é impor uma noção preconcebida e limitada do nosso ser e sua percepção contra a sua própria realidade concreta e sensível. Você não vê, não sente, não pense em nada, sorte ou azar seu. Eu sinto e por isso penso.

Pode até ser que precisemos aprender a amar o que conhecemos e o ódio ao que desconhecemos este certamente precisa ser ensinado. Mas a solidariedade não, nem uma coisa nem outra. Não compadecer pelo sofrimento que nos cerca não ter paixão nem compaixão é algo que não se ensinado nem desensina, é algo que nasce e cresce naturalmente, isto se não for amputado cirurgicamente, de modo invasivo ou externo. Ou se arranca da pessoa a sensibilidade, a capacidade de sentir a si, o outro e o mundo; ou se arranca o mundo, o outro e a própria pessoa da sua sensibilidade. Mas não há como se arrancar uma coisa ou outra sem desconectar ao mesmo tempo a anima. Isso não quer dizer que essa propriedade essencial, essa qualidade constituinte desse ser foi destruída ou tomada. Ao menos enquanto a pessoa não estiver morta há sempre a esperança de que ela possa ser regenerada senão naturalmente por processos reconstrutivos análogos químicos, psíquicos, fisiológicos, ambientais, culturais e educacionais porém com sentido e finalidade inversa do que foram empregados para sua destruição.

Contudo não se pode dar ter nem tirar esse anima, não se pode produzir nem reproduzir a essência que constitui-se esse fenômeno. Porque não a essencia não é produto do fenômeno, mas o fenômeno das suas forças geradoras. Essa vida pode estar dentro do espectro espaço-temporal da sensibilidade e materialidade mas sua origem, sua força geradora não. Na verdade é o oposto é a materialidade percebida que está compreendida por essas forças elementares que constitui o tempo e espaço não apenas do cosmo mas de cada corpo e movimento que forma sua rede que vai muito além das limitações da percepção do concreto.

Não se engane, isso não é metafisica. Isso é para usar termos antropomórficos a lei e a ordem natural que constitui os seres e suas propriedades legitimas e naturais. Aquelas que constituem desde o corpo e movimento dos entes animados quanto a realização do seu potencial e destino sobre os fenômenos inanimados que são a manifestação das suas propriedades. As propriedades são o produto dessa força libertária como materialidade sensível, sejam elas só suas como seu corpo, suas coisas pessoais físicas ou imagéticas, sejam elas as propriedades visíveis ou invisíveis dessa rede complexa desses nexos compartilhados e concretizados em relações consensuais de comunhão e comunicação.

Defender esse fenômeno da vida e liberdade, protege-lo sozinho ou unido, em regime de mutualidade ou universalidade é um instinto gregário que não se pode remover nem dos mais simples micro-organismos sem destituí-los de uma propriedade fundamental que os constitui como seres vivos que dirá dos cosmos natural e social formado pelos seres inteligentes e complexos. Renunciar a esse propriedade intrinsica ou seu direito de realizá-la em todo seu potencial é renunciar a propriedade que como qualidade constitui e define o próprio ser como humano e sua egregora a humanidade. Um ato em nulo (ninguém perde nem deixa de ser humano) mas com efeitos práticos sobre tratamento comportamentos humanos e desumanos.

Desligar-se da própria essência vida e suas propriedades deixando-a passar comendo, cagando e fodendo sem criar nada, sem arte nem sentimento. Consumindo a si mesmo e comportando-se como um robô sem criar nada que transcenda a sua própria existência aqui e no tempo. É algo triste e que merce compaixão,mas um direito inalienável de cada um que não cabe interferência sem a vontade expressa da pessoa. Privar-se do seu potencial ou realizá-lo é um direito da pessoa. O que não é um direito, mas uma agressão é privar os demais dos meios e oportunidades ao desenvolvimento desse potencial; ou pior ainda: usar dessas privações e ameaças para extrair uma produção e trabalho alienado contra a vontade vocação e liberdade de ser e fazer e sobretudo viver em paz dos outro. Não há uma idade, sexo, ou ocupação para essa liberdade, todos nascem e morrem com ela. Não há um periodo da vida uma idade onde a escravidão se pode iniciar e outra onde ela deve ser abolida. O trabalho livre não é uma tormenta mais um direito para quem não precisa trabalhar para se sustentar e um dever para quem precisa. O que não é direito de ninguém sobre o outro nem dever da pessoa para com ninguém é ter que trabalhar por força da privação dessa necessidade para outro que detenha aquelas propriedades naturais e comuns que deveriam ser a base da sua subsistência e produção livre de riquezas e não forçada de relação de poder e dominação.

Estamos discutindo em pleno século vinte os limites compensações e mitigação da exploração do trabalho alienado através da previdência governamental quando deveríamos estar discutindo a abolição dessa forma de escravidão do século passado, deveríamos estar discutindo a abolição universal da escravidão assalariada da morte ao nascimento de todos os seres humanos.

A previdência como qualquer outro programa de proteção ou provisão compensatório e como tal é um dispositivo de um contrato social entre desiguais. Se fosse constituído por pessoas livres seria um sistema livre e não carecia nem deveria ser compulsório da mesma forma que todas as outras instituições e dispositivos desestatizados: moeda, policia, governo, e as propriedades não mais estabelecidos por monopólio da violência, mas de fato por contratos de paz.

Quando falamos que programas de redistribuição de renda (seja quem for o beneficiário) sejam aposentadorias, cartões de alimentação, bolsa família nenhum deles é propriamente a garantia de um direito, mas a mera compensação de direitos de propriedades expropriados. Obviamente jamais suficiente e jamais voluntárias. Porque ninguém entrega a galinha dos ovos de ouro, para ter que ficar esmolando restos ao ladrão, a menos que esteja forçado e constantemente ameaçado, ou tenha sido domesticado e imbecilizado para se conformar com tanto.

Quando falamos em eliminar os subsídios e intervenção governamental precisamos falar de igualdade, em todos os planos. Não se pode impor nenhum tipo de proteção compulsória, nem a social, nem a policial sobre o patrimônio. Mas quando se retira somente a primeira e mantem-se a segunda está se obrigando aquele que não possui nenhuma propriedade a pagar pela proteção e manutenção destas. Isto é perversão: trabalhar pagar a proteção de uma propriedade que além de não possuir, por não possuí-la é por lógica contra ele esta proteção está colocada e não obviamente contra o próprio proprietário.

Se a sociedade não está divida classes de proprietários de tanto que é como eles tivessem tudo, e proprietários de tão pouco que é como não tivessem nada, mas mesclada ainda que extremamente desigual tal proceder não é uma proteção social nem muito menos “igual para todos”. Pois, seja numa sociedade com uma população completamente expropriada e descapitalizada por um estado totalitário, seja numa numa sociedade rica onde a nenhum cidadão falte propriedade particulares defendida por um estado vigilante noturno, o estado em qualquer uma delas não só continua o monopolizador de bens públicos e serviços sociais ele é uma mafia que vende proteção armada do cidadão contra ele mesmo! E quanto menos desigual for essa sociedade, isto é quanto essa sociedade for formada por uma classe média, mais falsa será a premissa e mais mafioso o estado e menos seguro o cidadão. Porém quanto mais desigual forem as posses, quanto mais pobres forem os excluídos e marginalizados e mais ricos os próximos e donos ao poder, mais burocrática totalitária e em termos absolutos em todos os planos cultural, políticos e econômicos será essa sociedade e menos livres os cidadão.

É por isso que libertários sejam eles de direita ou esquerda, sejam eles conservadores reacionários, sejam eles revolucionários socialistas, nenhum deles defende que qualquer pessoa possa estar completamente desprovida de liberdade tanto afirmativa como propriedades naturais quanto negativa como o direito de se defender das agressões que as violem. Nenhum deles acredita que se possa nem sequer subsistir um mínimo de propriedades individuais sobre seus corpo e bens que devam nascer conosco.

Quem se diz libertário mas não acha que um ser humano que não seja capaz de ganhar seu sustento com sua força deve morrer não é libertário é nazista.

Quem se diz libertário mas acha que uma pessoa possa nascer obrigada por falta de meios ou dividas dos seus pais a ter que sobreviver vendendo seu seu trabalho a outro para sobreviver não é libertário é escravagista.

E quem se diz libertário, mas não acha que toda a pessoa adulta e emancipada tem capacidade de se governar mas precisa ser tutelado para aprender não é um libertário mas um autoritário “progressista.”

Mas agora quem se diz libertário e defende que qualquer forma de poder supremo ou total, ou monopólio sobre a mais as duas mais importantes direitos e liberdades da vida humana, seu corpo e os meios necessário a sua defesa e sustento. Pode ser só um liberal ou socialista, e não um fascista ou bolchevique, mas não é um libertário. Mal necessário é o diabo que te carregue. O mal, o poder e a violência só é necessário para quem os prática e se beneficia deles , para quem é a vítima necessário é o bem e a liberdade e a paz.

A universalidade e socialização não devem ser confundidas como “propriedades do Estado”. Há pratica da socialização mutual de custos e ganhos entre os membros de uma sociedade não tem absolutamente nada de errado ou necessariamente ineficiente. Pelo contrário há casos que isso aumenta a competitividade. Não vou entrar nesse tema porque há exemplos óbvios.O que não é tão obvio é por exemplo a competitividade e eficiência de sociedades que apenas atendam seus contribuintes e a universalidade das pessoas terceiros e estranhos em suas áreas de abrangência ou atendimento.

Pense num corpo de bombeiros ou de policiamento. Agora imagine se quando houvesse um uma acidente ou incêndio ele pedisse a carteirinha do cidadão, carne de pagamento para socorrer a pessoa. Ou então que ele mandasse a conta de cada ação para pagasse de patrulha, socorro, resgate. Isso não seria apenas desumano, mas estupido e desinteligente, não funcionaria. Não serviria como serviço de proteção a segurança a que ele se propõe e num verdadeiro livre mercado seria engolido pela concorrência de qualquer sociedade mutualista que prestasse o serviço numa determinada localidade.

É obvio que se o número de pessoas que paga for inferior ao que o utiliza o sistema vai ter que se organizar para uma proteção coletiva apenas entre os contribuintes. Mas esse serviço perde a efetividade e com significativo aumento da relação custo e beneficio. Pense numa patrulha de bairro, ratear custo beneficia até quem não paga, e extinguir o serviço, ou mesmo tentar implementar controles para que os que não pagam não usufruam pode não só ser uma perda do tempo pago dos funcionários quanto é um custo que não se justifica no encarecimento da produção do mesmo bem. A produção de beneficios como externalidades a estranhos não pode ser vista como um prejuízo, se os meios necessários para evitá-la são ainda mais custosos e/ou prejudicais a eficiência do processo.

De fato o prejuízo com inadimplentes ou terceiros servidos por um sistema de proteção que seja não só mutual mas universal não só pode ser coberto, mas interessa que seja coberto do contrário a segurança e seguridade que se espera de o usuário que banca o sistema não existe. Ou temos o estado de segurança e seguridade tanto social quanto policial que constitui o verdadeiro Estado de um sociedade civil em um território ou não temos propriamente um estado de paz.

Num mercado verdadeiramente livre, sociedades de interesse público, privadas ou não, lucrativas ou não, que conseguissem prestar o seu serviço não apenas mutualizar o processo mas universalizando ganham o mercado das concorrentes. De tal modo que se a produção e prestação de serviços sociais não estivesse sob monopólio e por obvio o cidadão posse dos rendimentos devidos do seu patrimônio público e nacional para financiar a produção dos bens e serviços sociais que lhe interessa como capitalista ou comprá-lo como cliente consumidor poderíamos experimentar o avanço e inovação que existe nos produtos e serviços comerciais úteis e fúteis — a critério de quem banca e compra.

O cidadão de fato e de direito, isto é, aquele que possui algum capital próprio no mínimo como participação no público, que não é um escravo mal disfarçado. Este cidadão pode perfeitamente constituir ou financiar coletivamente tais sociedades prestadoras de serviços ou comprar sua participação como cliente ou sócio nas preexistentes. Não se deve portanto confundir o serviço social com o governamental, nem muito suas formas de cobrança compulsórias com serviços e produtos prestados em regime de mutualidade nem universalidade. Não deveria haver impedimento as pessoas de organizarem instituições mantidas por contribuições mutuais e que prestem serviços sociais de interesse publico. A universalidade num livre mercado não é custo impeditivo mas uma vantagem competitiva sem precedentes, tal que devemos tomar cuidado, isto é considerar a concorrência um valor que vale um investimento e socialização de custo tanto quanto a cobertura universal de bens e serviços sociais pela mesma e não por um monopólio, lucrativo ou não, estatal ou não.

Notem que isso não está tão longe assim do nosso atual estagio civilizatório, pode ser uma ideia alienígena para os estado e fãs do estadimos, mas não o é para nossa constituição e nem para tanta gente que se dedica hoje mesmo pagando impostos a dobrar sua contribuição financiando também a inovação e produção e prestação de serviços sociais para além do arcabouço estatal ou lucrativo. Para muito mais gente do que se imagina a solidariedade e não é fardo nem um motivo de orgulho pessoal, mas a simples realização de uma responsabilidade social, que não precisa de cobrança nem prêmios, nem cenoura no rabo nem amarrada na cara. É o simples exercício humanitário da sua vocação humana. Algo que ele faz com a mesmo costume e naturalidade que outros lavam as mãos antes de comer. Há no serviço público. Há no terceiro setor, e há no setor privado. Há muito mais gente e empresas do que imagina que se moveria por sua razão e vocação social do que supõe e impõe aqueles que impõe a força aos demais seus fetiches e compulsões por posse poder e fama.

Como confessou o membro da suprema corte, o ministro do supremo tribunal desse velho estadismo a previdência social deles é um roubo. Mas isso não quer dizer que a seguridade e segurança social ou redistribuição de riquezas carece ser compulsória, ou monopolial. A solidariedade não é uma questão de caridade, mas interesse em viver em um mundo melhor, algo que só não é compartilhado por gente profundamente doente: sociopatas e estatopatas e seus fanáticos adoradores.

Não é só a previdência é transferência de pobres para ricos, é o Estado e seu falso livre mercado. Ou rigorosamente de quem detém os centros politico-econômico do poder para quem está mais as margens dele. Não é só um processo de enriquecimento ilícito, mas de empobrecimento e empoderamento de aristocracias criminosas que dominam não os meios de produção, mas a sua concessão e regulação dos meios-de-produção e mão-de-obra.

As pessoas estão muito preocupadas como que o estado está liberando… deviam estar preocupadas do que ele exige assimetricamente da outra parte… a que não tem meios para de igual para numa mesa de negociação porque pode não ser que esteja sendo mais roubada, mas é a que mais sofre pelo roubo do pouco que lhe resta. Enquanto esse butim continuar a ser roubado e distribuído entre os mais poderosos politica e economicamente, os mais poderosos se já não são se tornarão cada vez mais ricos, enquanto os menos ricos se tornam cada vez mais pobres, os pobres mais miseráveis, e os miseráveis e seus filhos mais nada, serão exterminados por essa seleção artificial.

O capitalismo estadista liberal ou comunista não é só o uma contradição concretizada é um processo lento de extermino dos menos aptos e um extermínio eugenista: velhos, crianças pobres, doentes, incapazes, índios, nômades, estrangeiros, dissidentes políticos, culturais. O holocausto na guerra é uma bomba nuclear. O estadismo na paz é um usina nuclear onde a fusão é lenta e o lixo tóxico e despejado as escuras sem as sociedades se deem conta.

O Estado não demanda a ele apenas o monopólio da violência, mas do crime. Vejam o tamanho deste paradoxo que a desigualdade de autoridade entre as pessoas comuns e as personas do poder provoca. Chelsea Manning uma soldado foi acusada e condenada por traição por ter revelado atos criminosos de espionagem de seu governo. Trump presidente é acusado de repassar sigilosamente segredos nacionais para um potencia “inimiga”, o que está a provocar seu pedido de impeachment, mas não sua condenação: trair a nação não é um crime de Estado, mas uma prerrogativa do estadista. É em essência sua função que se ele executada com maestria de um dulce ainda será idolatrado por seus fieis por isso!

Temos um estado administrador de desigualdades sociais hereditárias e uma sociedade civil divida e enfraquecida, destituída da solidariedade que compõe a força das repúblicas e democracias deixando um vácuo de poder para populistas e autoritários se reproduzirem. Charlatões que vendem como placebo como remédio para as doenças que quando não fabricam se apropriam e disseminam.

Esse vácuo se ocupa não destruindo o que está construído, abolindo propriedades, ou estabelecendo igualdades forçadas. Assim como também não se resolve simplesmente abolindo seletivamente a interferência estatal e deixando sobre um e mantendo a protecionismo e subvencionismo para outros. Na verdade não se resolve sequer com a mera abolição. Porque enquanto houver privação do bem comum e seu usufruto não haverá sociedade livre. Enquanto houver gente tão carente a ponto de ser obrigado a vender ou alugar a si mesmo por trocados, vai existir do outro lado gente com tanto poder e recursos formar exércitos de políticos econômicos e militares destes excluídos como soldados e tomar o resto como seu monopólio “legítimo”.

Quando o contrato social se estabelecer como a abolição das relações de violência e violação quando a desigualdade de posses naturais for protegida e a de poderes e posses artificiais lastradas pela supremacia da violência abolidas. Quando a defesa proteção e provisão mutua e universal das relações de troca e comunhão e concorrência forme absolutamente consensuais entre todas as pessoas naturais. Quando ninguém tiver licença do uso da violência, ninguém poderá ser obrigado a pagar tributos sob ameaça de prisão, confisco de bens ou privação de serviços básicos. Mas também ninguém nenhuma sociedade poderá ser obrigada a usar efetuar negócios com esse marginal rico ou pobre, que se acha bandido ou a lei, ninguém será obrigado a trocar suas posses produtos ou trabalho usando os mercados ou meios de troca deles. Neste dia, descobriremos enfim que a riqueza agregada ao papel, a moeda, ao ouro, nos valores de troca, não está nas coisas em si, mas na confiança e reciprocidade, no que o valor consensual que as pessoas atribuem as coisas simbólicas e no respeito aos meios vitais e ambientais absolutamente capitais não apenas para a vida deste ou daquela pessoa mas de cada ser humano e toda humanidade.

Finalmente entenderemos que é o capital.

Estamos longe disso? Com certeza. Mas nos livrar dos bandidos a pequenos ou grandes e garantir o direito ao necessário a todos carentes ou abastados pode ser considerado os primeiros passos, já é um começo…