Que importa quem será o presidente? Se não é você que o elege nem o despede? (Parte 6)

Uma leitura libertária informal da história “recente” do Brasil

A violência (e sua apologia nacionalista das “guerras justas” e “totais”) que pautou as duas Grandes guerras foram determinantes para a ascensão dos movimentos populistas, nacionalistas, e militarista quanto o esmagamento dos movimentos libertários, anarquistas e humanistas em geral.

Tanto que o renascimento, das ideias libertárias e cosmopolitas (tanto liberais quanto socialistas) de direitos iguais e jusnaturais “do homem” só viria a renascer após o terror e holocausto provocado pela guerra e as ideologias totalitárias e na declaração universal dos direitos humanos. Declaração e não proclamação é o nome perfeito, porque foi um manifesto no papel e de papel da era do papelada.

Quando, portanto a Segunda Guerra eclode, Liberalismo e socialismo, já tinham perdido todo o seu caráter revolucionário de outrora. O liberalismo já ocupava o lugar do espectro politico dos moderados e conservadores, o lugar dos mesmos hipócritas e corruptos do establishment aristocrático que eles derrubaram- hoje tão contestado. Enquanto os comunistas mais do isso já haviam se tornado sinônimo das formas mais tiranas, absolutas e reacionárias de autocracia que eles idem haviam deposto. Nada que o contraste como o as formas mais antigas para não dizer primitivas de supremacismo belicoso e genocida não faça velhos autoritários e reacionários parecem de novo bom moços lutando pelo progresso.

Ditaduras e revoluções agora estavam banidas exceto é claro as toleradas e alinhadas e subsidiadas por cada superpotência.

Assim, se antes da Guerra o caminho estava completamente aberto e pavimentado para o nazismo e fascismo, depois da sua queda a polarização entre as superpotências e a divisão do mundo em seus muros e cortinas de ferro estava desenhada para durar até a queda de uma delas. E duas guerras mundiais foram determinantes para esse ajuste ideológico e geopolítico e econômico do mundo.

Velhas formas de autoritarismo e conservadorismo e libertarismo fora do jogo, agora a disputa no espectro político daria tanto no plano internacional quanto no nacional dentro de uma espectro reduzido a progressistas, moderados e conservadores. Até as palavras reformas se tornam sinônimo de subversão dentro dos respectivas áreas de dominação geopolítica ideológica e cultural que agora disputariam o mundo.

Como sabemos o liberalismo nesta história prevaleceu. Porém, já completamente e em pleno apogeu já completamente podre e corrompido. As grande potencias capitalista e sobretudo a superpotência mor, entrava no seu período de hegemonia absoluta muito mais parecida com os impérios e aristocracias que seus pais fundadores abominavam do que as republicas e democracia liberais que eles sonharam para o novo mundo.

E a fase corrupta e hipócrita dos conservadorismo não enseja só as revoltas mas o ressurgimento do autoritarismo para conter não só a revolta mas manter está caindo não só pela perda dos seus fundamentos que o sustentam suas estruturas, mas pelo próprio peso insustentável que essa estrutura sobre o povo. Quanto este depois da revolução para por fim a essa ditadura. Fenômeno populista autoritário que começa a ocorrer nas democracia das grandes potenciais liberais somente agora como prenuncio da decadência das suas republicas.

Prenuncio e ensejo. Porque vazio de ideário, reduzida a conservação do poder pelo poder, todo regime enseja seu fim, decaindo em autoritarismo e promovendo toda a oposição interna e externa que essa deformação final do poder enseja.

É inevitável. O poder e as ideias envelhecem e morrem, mas não morrem naturalmente com o tempo, mas desnaturadamente pelo próprio desgaste da artificiosidade das ideias a sustentar poderes e poderes a sustentar ideias. uma corrompendo e enfraquecendo a outra até a completa imbecilização arrogante tanto dos poderosos quanto dos intelectuais, não apenas vulneráveis a crises ou eventos que outrora seriam superáveis, mas já completamente cegos e insensíveis para tudo que não seja poder e discurso ideológico de racionalização e conservação do mesmo.

Essas fases terminais de senilidade reacionárias autoritárias do poder, marcadas por centralização e isolamento, provocam como reação natural não só a perda de contato do topo da pirâmide do poder com as suas bases, mas o aumento do peso dessa estrutura sobre uma população que embora caindo cade vez maior número para as bases da pirâmide não contribui em nada para distribuir o fardo de sustentar essa estrutura, porque os recursos são menores, aumentando a tensão social até a completa ruptura primeiro institucional e o conflito.

Por isso se diz a natureza é sábia. Nenhuma ser se perpetua eternamente, e nenhuma cultura ou espécie complexa se reproduz por clonagem. O velho sempre morre para dar lugar ao novo. Que jamais é o mero mais do mesmo. De tal modo que o problema da sucessão das revoluções e conservação do poder está solucionado no dia em que o soberano absoluto da sua própria vida nasce. Ele vai morrer, e se é um ser inteligente, ele sabe que vai morrer. E a transmissão ou eliminação dos seus caracteres depende não do que ele carregou consigo mas do que deixou.

O destino final de todo sistema é se tornar a mais perfeita contradição de toda a potencia do que um tudo que um dia se foi ou poderia ter sido. E toda existência querendo ou se desfazem para, pelo e perante seu por vir. Se integrará o novo como princípio ou se desintegrará como caos original isso depende mais da sua arte de saber que morrer, não difere em nada da arte do saber viver: que é o reinventar-se para além de si mesmo, em outros tempos e espaços geracionais.

E o Brasil nesta história?

Enfim a conclusão.

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