Tempo não é Dinheiro, é Capital

D-CENT da moeda social Freecoin Nomeado Para ISOC Award Internet

Um dos maiores mitos da Economia é o milagre da conversão do tempo em dinheiro. Tempo não é dinheiro é capital. E se dinheiro pode ser convertido em diversas formas de capital. Tempo ainda não é um deles. Você pode comprar mais espaço com dinheiro, você pode comprar coisas para se mover mais rápido, mas tempo se não for relativo é algo que ainda ninguém inventou a conversão material para poder te vender. Tempo em termos absolutos, o tempo que você tem de vida é algo que não anda para trás não com mais dinheiro. Você pode até viver mais. Mas dinheiro não para, não volta não compra o seu tempo.

Nosso tempo de vida, o único tempo que temos como capital, é uma propriedade sempre decrescente até a morte. Contudo o valor do tempo como capital não é absoluto. Ele depende da sua qualidade, da sua propriedade. Depende de quem é o dono do nosso tempo, e de como ele é usado.

O tempo é uma propriedade absoluta, mas um valor relativo. Como qualidade depende da liberdade de movimento, que por sua vez depende do próprio espaço e tempo livres.Tempo e Espaço livres são valores imateriais que dão forma não apenas a matéria mas concretude a toda realização como forma e movimento. Tempo e espaço não são apenas essenciais ao movimento, e o movimento as formas das coisas concretas; tempo e espaço livres não são apenas uma necessidade para o ir e vir como direito, são a essência da liberdade enquanto movimento. São a essência da liberdade de manifestação e expressão como desenvolvimento natural e humano.

Tempo e espaço livres não são apenas necessidades fundamentais obvias de qualquer ser vivo, são o capital de todo sistema ecológico ou social sustentável.

Não importa quão rico seja um homem ou um povo, sem espaço-tempo próprio ele não desfruta da liberdade de fato. Não participa da ordem livre e natural das coisas; não tem autodeterminação para definir a trajetória da sua história de vida ; nem livre concepção para dar forma ou sentido a sua existência como expressão da sua identidade.

Sem tempo livre e espaços próprio o ser humano não tem liberdade necessária para viver em paz. Sem espaço-tempo próprio o espirito não tem corpo nem lugar para sua materialidade, forma e movimento. não tem meio para dar concepção de si como sujeito do mundo. e por privação do essencial está condenado a ser uma mera abstração e objeto da vontade alheia.

Dinheiro é para quem conhece a eternidade o ouro do tolos. A liberdade que compõe a materialidade e sobretudo transcende seu espaço-tempo é o valor de quem faz questão de conceber seus próprios valores.

É por isso há tanta gente rica que odeia vagabundo e mendigos. E tanta gente pobre que trabalha feito escrava que adora os donos ociosos do seu tempo e territórios. Ambas invejam o capital que nenhum deles possui. tempo. E nada desperta mais ódio do que a simplicidade dos vagabundos. Não é a toa que Cristo, ou Diógenes viviam sem ter onde encostar a cabeça como mendigos a vagar.

Há uma riqueza que se constroí no tempo desta vida que não se perde na ilusão e superficialidade do material, que é feita da força constituinte dos movimentos e do fenômeno da anima como força de livre vontade. Riqueza invisível não apenas geradora deste capital que é nossa vida, mas o único capital que o transcende esse plano naturais finitos e delimitados e artificiais de escassez e obsolência programada.’

Liberdade é o nome desta riqueza que se não se for movimento conversível em tempo e espaço livres, e vice-versa, então não é liberdade de fato, nem capital, mas a moeda centralizada dos Césares, dinheiro. E o custo desta moeda é o mais caro de toda história: tempo, espaço e liberdade- inclusive os futuros.

Com certeza, daí a Cesar o que é de César, e toma de volta o que Deus te deu : Governe-se.
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