“Terra em Transe”: enquanto o centrão (PT-PMDB-PSDB) continua solto para tacar fogo no circo, o potencial de Bolsonaro cresce. E Temer e Dória deslocam o centro de apoio do seu poder para a ultradireita

O caminho do neoliberalismo da falsa social-democracia até autoritarismo e neofascismo de uma ditadura disfarçada ou nem tanto

Terra em Transe, de Glauber Rocha”

O Circo de Temer e Lula:

O Circo de Dória Jr. e Alckmin:

Quanto a Dória mantenho minha opinião e amplio minha dúvida “meu desprezo pelo autoritarismo do Junior esta a subestimá-lo?”

Estou dizendo que Doria tem tendencias nazistas? Não, é claro que não. Disse com todas as letras que Trump tinha e ele vem provando até agora o quanto tem. Mas e Doria? não acredito que ele tenha tais tendencias, até porque tem se provado ignorante demais para saber quais tendencias tem ou não, e não parece capaz de seguir nada a menos que algum estrangeiro dite para ele como modismo para copiar.
Bem, pensando assim, mesmo como um cópia fajuta (uma cópia da cópia) ele até pode ter lá seus perigos. Ou meu desprezo pelo autoritarismo do Junior esta a subestimá-lo?
Pode ser mesmo que não falte nada para o racismo e higienismo brasileiro se tornar um supremacismo. Exceto uma coisa, que também o impede de ser qualquer outra coisa, seja para o bem, seja pra o mal: falta perder essa mentalidade servil.- Doria Jr: Ter complexo de vira-lata é simplesmente um Luxo! E ser fascista então é o must!

Não há como negar que Dória tem se esforçado para provar o contrário. Ele tem potencial e quer todo o potencial político de Bolsonaro. Já Temer de certo não tem mais potencial nenhum, mas ainda tem o poder de fato e a caneta na mão, e isso é tudo que é preciso para se fazer de um inescrupuloso um mostro, o resto são contingências e circunstâncias, nossas crises e tragédias, ou do ponto de vista deles, oportunidades.

“O que se quer no pedido é uma caçada humana que não tem paralelo na história do Brasil e do mundo.” — Arthur Pinto Filho, Promotor do Ministério Público de SP

Quem serão os próximos os deficientes mentais?

Quem não conhece sua história está condenado a repetí-la como farsa só para poucos privilégiados para muitos outros uma realidade trágica e desumana convenientemente apagada da farsa histórica.

Prefácio — Os Loucos Somos Nós

Repórter luta contra o esquecimento. Transforma em palavra o que era silêncio. Faz memória. Neste livro, Daniela Arbex devolve nome, história e identidade àqueles que, até então, eram registrados como “Ignorados de tal”. Eram um não ser. Pela narrativa, eles retornam, como Maria de Jesus, internada porque se sentia triste, Antônio da Silva, porque era epilético. Ou ainda Antônio Gomes da Silva, sem diagnóstico, que ficou vinte e um dos trinta e quatro anos de internação mudo porque ninguém se lembrou de perguntar se ele falava.São sobreviventes de um holocausto que atravessou a maior parte do século XX, vivido no Colônia, como é chamado o maior hospício do Brasil, na cidade mineira de Barbacena. Como pessoas, não mais como corpos sem palavras, eles, que foram chamados de “doidos”, denunciam a loucura dos “normais”.
As palavras sofrem com a banalização. Quando abusadas pelo nosso despudor, são roubadas de sentido. Holocausto é uma palavra assim. Em geral, soa como exagero quando aplicada a algo além do assassinato em massa dos judeus pelos nazistas na Segunda Guerra. Neste livro, porém, seu uso é preciso. Terrivelmente preciso. Pelo menos 60 mil pessoas morreram entre os muros do Colônia. Tinham sido, a maioria, enfiadas nos vagões de um trem, internadas à força. Quando elas chegaram ao Colônia, suas cabeças foram raspadas, e as roupas, arrancadas. Perderam o nome, foram rebatizadas pelos funcionários, começaram e terminaram ali.
Cerca de 70% não tinham diagnóstico de doença mental. Eram epiléticos, alcoolistas, homossexuais, prostitutas, gente que se rebelava, gente que se tornara incômoda para alguém com mais poder. Eram meninas grávidas, violentadas por seus patrões, eram esposas confinadas para que o marido pudesse morar com a amante, eram filhas de fazendeiros as quais perderam a virgindade antes do casamento. Eram homens e mulheres que haviam extraviado seus documentos. Alguns eram apenas tímidos. Pelo menos trinta e três eram crianças. Homens, mulheres e crianças, às vezes, comiam ratos, bebiam esgoto ou urina, dormiam sobre capim, eram espancados e violados. Nas noites geladas da serra da Mantiqueira, eram atirados ao relento, nus ou cobertos apenas por trapos. Instintivamente faziam um círculo compacto, alternando os que ficavam no lado de fora e no de dentro, na tentativa de sobreviver. Alguns não alcançavam as manhãs.
Os pacientes do Colônia morriam de frio, de fome, de doença. Morriam também de choque. Em alguns dias, os eletrochoques eram tantos e tão fortes, que a sobrecarga derrubava a rede do município. Nos períodos de maior lotação, dezesseis pessoas morriam a cada dia. Morriam de tudo — e também de invisibilidade. Ao morrer, davam lucro. Entre 1969 e 1980, 1.853 corpos de pacientes do manicômio foram vendidos para dezessete faculdades de medicina do país, sem que ninguém questionasse. Quando houve excesso de cadáveres e o mercado encolheu, os corpos foram decompostos em ácido, no pátio do Colônia, na frente dos pacientes, para que as ossadas pudessem ser comercializadas. Nada se perdia, exceto a vida.
Pelo menos trinta bebês foram roubados de suas mães. As pacientes conseguiam proteger sua gravidez passando fezes sobre a barriga para não serem tocadas. Mas, logo depois do parto, os bebês eram tirados de seus braços e doados. Este foi o destino de Débora Aparecida Soares, nascida em 23 de agosto de 1984. Dez dias depois, foi adotada por uma funcionária do hospício. A cada aniversário, sua mãe, Sueli Aparecida Resende, epilética, perguntava a médicos e funcionários pela menina. E repetia: “Uma mãe nunca se esquece da filha”. Só muito mais tarde, depois de adulta, Débora descobriria sua origem. Ao empreender uma jornada em busca da mãe, alcançou a insanidade da engrenagem que destruiu suas vidas.
Esta é a história que Daniela Arbex desvela, documenta e transforma em memória, neste livro-reportagem fundamental. Ao expor a anatomia do sistema, a repórter ilumina um genocídio cometido, sistematicamente, pelo Estado brasileiro, com a conivência de médicos, de funcionários e também da sociedade.
É preciso perceber que nenhuma violação dos direitos humanos mais básicos se sustenta por tanto tempo sem a nossa omissão, menos ainda uma bárbara como esta. Em 1979, o psiquiatra italiano Franco Basaglia, pioneiro da luta pelo fim dos manicômios, esteve no Brasil e conheceu o Colônia. Em seguida, chamou uma coletiva de imprensa, na qual afirmou: “Estive hoje num campo de concentração nazista. Em lugar nenhum do mundo, presenciei uma tragédia como esta”(…).
Elanie Brum em Prefácio para Holocausto Brasileiro de Daniela Arbex, 2013. — A eleição de Trump prova: “Loucos somos nós”

Mas e a esquerda?

Que esquerda? Qual? A que já malufava, a que está malufando ou a que vai malufar?

Castelo Branco primeiro “presidente” da junta provisória militar que ficou 20 anos no poder. Uma curiosidade: morreu no exercício das funções. Adivinha como? Acertou. Parece até que a sorte do Brasil sempre esteve e se foi pelos ares, e não tão raro, e mais razoável do que deveria ser de se supor, literal e .

Futuro do Pretérito

15 de Fevereiro de 2016

Guardem o que estou dizendo em breve quem será preso, multado e censurado é quem chamar autoridade corrupto de corrupto.
Eles precisam um do outro para fazer seu show. Qualquer vácuo de poder, pode abrir espaço para no sistema para o que todos eles mais temem: o povo empoderado. Com a emancipação do povo, eles não perdem apenas os seus privilégios infinitos e monopólios absolutos sobre a coisa pública. Eles perdem ambos as suas manadas de gado ideológico.
Por isso eles sabem que precisam manter a esfera do poder oscilando entre seus polos para causar a ilusão de mudança, de “alternância de poder”, precisam de inimigos políticos que não apenas estejam no esquema, mas que sejam demagogos minimante competentes para que a população acredite no contrário.
Hoje eles salvando o jogo e se queimam. Amanhã voltam a pregar para a audiência (literalmente) cativa e passam a sacolinha.
Mas hoje é isso que o poder politico e econômico está fazendo exatamente se defendendo como classe político dividindo e jogando o pais na guerra das classes sociais. Estão hoje dividindo a sociedades com suas ideologias para manter seus domínio, tocando seu gado para dentro dos seus cercados, para amanhã voltar a fazer seu jogo de defesa da sua classe que o seu partido nem sequer representa, mas finge representar.
Estão encobrindo os rastros. Queimando arquivos. E destruindo o estado de direito as caras. Tudo para encobrir, a unica grande divisão de classes que existe no Brasil, que não a ideológica entre direita versus esquerda: mas a da falsidade ideológica dos ladrões no poder contra toda a sociedade dividida e alienada em seus cercados ideológicos. Oscilando ao sabor dos mandos e desmandos de um cercado a outro, mas nunca livre.
Claro que se divisão entre a classe politica-econômica dos que roubam e explorar a população não for suficiente e o povão não comprar o show e não quiser pagar a conta. O exercito já está lá, nas ruas para manter a lei e ordem que hoje duvido que haja um analfabeto político que não saiba a quem pertence. Eles vão se anistiar voltar todos juntos para o poder e quem vai pagar a conta por tudo que eles roubaram e ainda vão roubar é sua família até a milésima geração com subempregos e desempregos e falência de qualquer pequeno negócio que esteja devidamente subsidiado.
Eles se atacam se acusam, mas estão todos tranquilos. Sabem que a Suprema Corte vai segurar a bronca de todo mundo. E sabem que o Brasil continuará sendo a colonia de escravos deles.
É por isso que a velha direita está deliberadamente ressuscitando a velha esquerda sua aliada. E a velha esquerda não bate para ela cair, chora para voltar, chora para der seu quinhão no pacote de maldades. Mas para seu publico cativo, volta a fingir que está do seu lado.- Brasil: De Volta ao Passado (parte 1)

4 de Março de 2016

FUTURO
E o que se fará agora? Vamos para frente ou para trás? Renda básica ou precarização de direitos trabalhistas? Democracia Direta? Ou semi-teocracias evangélicas? Impossível? Impossível é o Trump comandante em chefe do maior arsenal bélico do Planeta Terra, o resto… o resto é piada.
E aí, o que vai ser? Vamos esperar as eleições de 2018 para ter um segundo turno entre Bolsonaro e quem, Edir Macedo? Ou Lula e qualquer um deles?
Não, não adianta só acabar com a velha canalha política ou trazer sangue novo, o sistema está podre. Ou começamos imediatamente a tratar a democracia direta e a renda básica ou os vermes voltarão a tomar a república na falta destes dispositivos constitucionais de proteção a independência e cidadania plena e sociedade.
Não adianta polícia, não adianta ficar apenas correndo atrás, é preciso proatividade é preciso acabar logo com os currais de miséria ou esses canalhas plantam sua pobreza para colher seus fanáticos. É preciso acabar com a miséria e ignorância sobretudo a POLÍTICA, e isso meu amigo não se faz com cursinho de capacitação não, é preciso ser competitivo, isso só se faz com mais garantias reais de liberdade, mais direitos políticos e econômicos básicos e inalienáveis para todos: renda básica e democracia direta já.
Isto supondo é claro que você não seja um fascista. -Prisão do Lula Parte II
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