USA Elections: mais uma república de bananas nas Americas… do Norte

Aviso: esse texto contém spoilers desta novela anglo-americana.

Quem disse que só pobre, latino e sub-desenvolvido gosta de baixaria, barraco e novela? Não sei, mas quem continua dizendo é porque não está acompanhando os últimos capítulos campanha eleitoral para presidente dos EUA. Aliás, novela não. Programa do ratinho. como direito a teste de DNA, e as duas famílias “amigas” Clinton e Trump, se pegando na porrada no palco.

Como membros antigos deste clube, quero dar as boas vidas e apresentar a mais nova república de bananas das Américas… a do Norte. Não precisa de cerimonia, não. vai chegando, puxa uma cadeira, nóis é pobre, mas é limpinho. E sempre cabe mais um. Vamos assistir juntos a fim dessa novela. E não se preocupem não novela é tudo igual, mas não importa que todo saiba qual é final.

Mas dou uma dica, não importa quem ganhe, aposto que não está roteiro, mas como toda novela onde a audiência cai vertiginosamente, eles vão ter que apelar e eliminar personagens principais. Minha aposta, e isto admito não é uma previsão, mas uma aposta, é que o próximo presidente(a) norte-americano não vai terminar seu mandato.

Sei que dizer isso é nos EUA uma coisa ainda mais grave que no Brasil, porque apesar da instituição do impeachment vir da tradição politica inglesa e deles. Lá eles não são muito afeitos derrubar presidentes com golpes ou renuncias. Eles são mais afeitos a derrubá-los na bala mesmo. E isso já não é opinião mas fato histórico mesmo: 1 impitimado (renunciado) e 4 assassinados.

Dilmando os EUA

Mas como agora eles estão virando uma republica de bananas quem sabe eles também não resolvem as coisas de forma mais civilizada…

Mas deixe-me explicar o fundamento da minha aposta. Porque mesmo sendo só um chute ele ainda sim tem fundamento.

Esse filme nos já conhecemos. Esse padrão Globo de politica e guerra de informação. Quando cruza certas linhas para ganhar uma eleição a todo custo, dificilmente quem ganha leva, ou melhor leva até o fim. E os dois cruzaram essa linha.

Temos por aqui dois presidentes depois da “redemocratização” que usaram de estratégias de propaganda eleitoral bastante semelhantes e não terminaram seus mandatos. Collor e Dilma. Collor contra Lula: Lurian; sequestro do Diniz, o sequestro das poupanças- que depois ele mesmo fez!- clássico: acusar o adversário das maldades que você pretende fazer).

Porém essa campanha norteamericana é ainda mais semelhante a última eleição brasileira onde a apelação também a apelação também esteva presente nos dois lados e atingiu níveis inéditos de: baixaria; desconstrução; discursos de ódio; verdades que geralmente não se conta para preservar a classe como um todo; e claro, a estupida estratégia de acusar o outro daquilo que se pretende fazer.

E deu no que deu depois da eleição no Brasil.

Assim digo a vocês se o nosso Doria parece o Trump deles. Qualquer um que ganhar as eleições parecerá ainda mais com a nossa ex-presidenta. E terá que inventar algum inimigo da nação maior do que ele mesmo para reintegrar um EUA tão (ou mais) dividido que Brasil.

Ninguém duvidava do que Trump era ou seria capaz, mas vai ser difícil para o americano médio voltar a só ter dúvidas e não certezas do que Hillary é e será capaz. Aliás nem precisam na prática fazer o oposto do que dizem e acusam o outro, basta seguir seus discursos mesmos que não são tão diferentes assim um do outro para conseguir desagradar todo mundo:

Se Hillary ganhar fará (ou melhor continuará fazendo) um monte de coisas que ela acusa Trump. E se der Trump, está claro que ele fará tudo que Hillary já faz e mais claro um monte de outras coisas ainda piores. E se esse pequeno diferencial serve para ganhar uma eleição, não é suficiente para manter um pais.

Aliás o agravante nisto tudo, é que eles não vão perder ou ganhar pelos piores crimes que podem cometer contra o seu povo e a humanidade, não é esse o teor das acusações. Não está em discussão o quão fascista ou criminosos de guerra eles são ou poderão ser, mas sim o quão pouco puritanos eles são. Não é o discurso de Trump, nem os vazamentos da Wikileaks que vão determinar as eleições americanas, mas os escândalos sexuais. Não que estupros não sejam graves, mas é preciso entender a pisque de uma cultura que não tolera peitinhos femininos nem em filmes, mas explodir casamentos na vida real, ok - desde que não sejam verdadeiros seres humanos, o povo eleito de deus, os norte-americanos.

O fim de uma era

Então mais provável do que minha aposta, é que eles mantenham a unidade dos Estados Unidos da América, com mais bombardeios, guerras ao terror, drogas, ou qualquer novo inimigo que eles precisem inventar.

Porém a um problema sério com essa estratégia de hegemonia mundial e alienação internacional que eles vem mantendo desde o fim da Segunda Guerra Mundial:

O capitalismo de Estado, ou mais precisamente o capitalismo de guerra está se esgotando, ou rigorosamente o próprio avanço tecnológico da sociedade de produção industrial-militar está engedrando seu derradeiro fim — não se esqueça que, por exemplo, que a Arpanet ou o Tor foram adventos militares.

Na fase tecnológica atual tanto os custos quanto as consequências da manutenção deste sistema de exploração e alienação baseado na supremacia militar, guerras eventuais e negociações de livre mercado subsidiadas pela coerção da ameaça da bala, já não são mais tão lucrativos política e economicamente, e na verdade estão se tornando completamente insustentáveis.

Veja que não estou falando do ponto de vista humanitário onde este sistema sempre foi criminoso e suas custos e consequências proibitivos. Mas da perspectiva dos lucros e ganhos deles que não tem outros sistema de valores e não dão o mínima pra isso.

Como se vê no Oriente Médio e na Síria, já não é mais tão viável econômica e geopoliticamente ao supremacismo sustentar e lucrar como foi feito numa Coreia, Vietnã, Afeganistão, Iraque, etc…

Seria o fim da hegemonia do complexos industrias-militares? Seria o fim do capitalismo de guerra? Então isso significa que caminhamos para a Paz?

Infelizmente não é o mais provável, não sem antes um conflito geopolítico militar generalizado, que não se parece em nada com as duas primeiras guerra mundial. Será muito mais (ou antes) uma guerra militar informatizada, por controle ou destruição de redes de telecomunicações e sistemas financeiros. E não se engane poderá silenciosa e discretamente causar mais mortes em massa do que combates armados e bombas nucleares.

Infelizmente a pisque deste homem a qual chamo de branco-supremacista, protagonista deste “processo civilizatório” estatista não conhece o que é perder com dignidade. No dicionário deles ser um “loser” é ainda pior que ser um nazi.

“Infelizmente, acho que Quentin Tarentino esta certo: eles não são apenas péssimos perdedores, eles são piores vencedores ainda.”

Veja neste video uma alegoria de como brancos resolvem civilizadamente os impasses diplomáticos sobre suas contendas sobre a vida de terceiros:

E aqui o porquê deste video (com mais spoilers):

Show your support

Clapping shows how much you appreciated Marcus Brancaglione’s story.