Padronização Padrão.

Tenho medo da padronização, só de pensar em um mundo padronizado, já começo a ficar incomodado. Mas por mais que me incomode, a padronização parece agradar a muitas pessoas. A busca por corpos sarados, peles perfeitas, dentes brancos e pelas “roupas da moda”, se tornou clichê entre certas pessoas. Me parece que muitas na busca de uma personalidade, encontram na cópia de padrões, o caminho mais fácil de reproduzir a felicidade alheia. É como se vivêssemos ainda naqueles antigos comerciais de margarina e a partir deles tentássemos reproduzir todo o estilo de vida que eles representavam.

Muito me assusta quando vou a lugares públicos e vejo uma massa de pessoas vestindo, comendo e falando as mesmas coisas. Me parece que muitas estão anestesiadas e se sentem mais confortáveis em apenas repetir padrões pré-estabelecidos. Acredito que ser crítico a respeito dos assuntos que nos cercam é fundamental para começarmos a ter autonomia em nossas vidas. Buscar a informação dos diferentes lados e criar sua própria opinião a respeito dos fatos é positivo na busca de uma autenticidade.

Pode ser que muitos se sintam mais confortáveis e são conscientes em seguir esses padrões vigentes, tanto de beleza quanto de comportamento, mas eu penso que o mundo seria muito mais divertido e colorido se a grande maioria buscasse uma forma de se assumir e que assim conseguissem dar vazão a sua verdadeira personalidade e ao seu “eu interior”.

Vendo alguns programas de TV, muitas vezes me questiono como as pautas são abordadas. Outro dia o tema era “O Sorriso Perfeito” e me parecia que a aprestadora e todos os personagens envolvidos tinham a mesma coisa a dizer: o sorriso perfeito era o de dentes brancos e alinhados e que aquele padrão era o correto. Me irrita muito assistir esses programas que abordam moda, estética, comportamento e beleza de forma generalizada e tendem a padronizar tudo entre certo e errado ou bonito e feio.

Do jornalista que critica o vestido que a cantora usou no Grammy a aquela apresentadora que cita manuais de etiqueta e sempre dá seu veredito sobre o que está na moda ou não, todos apenas estão contribuindo para uma triste padronização. Por que não podemos desenvolver nos outros o senso crítico e assim ao invés de apenas entreter ou passar formulas prontas ditando o que é certo ou errado, estaríamos contribuindo para o surgimento de pessoas mais autenticas e livres para discernirem entre seus verdadeiros gostos e vontades.

Desenvolver a autocritica e confiança, faz com que possamos ser mais autênticos e coerentes com nosso modo de ser, vestir e pensar.

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