Offline browsing, o fim dos apps?

Mais uma polêmica tecnológica permeia os sonhos e pesadelos das agências digitais. Será que a navegação offline vai substituir os aplicativos? O Google espera que sim, e você?

Há algum tempo os browsers Firefox e Internet Explorer excluíram a função “trabalhar offline”. Essa ferramenta executava um download do site em questão e o disponibilizava para acesso sem conexão. O fato é que os sites não tinham funções básicas como busca e alguns conteúdos eram perdidos, além de ocuparem espaços grandes de disco, então a função morreu.

Mas nossos amigos do Google tiveram outra visão, o Google Chrome apresenta uma ferramenta ainda em fase de desenvolvimento chamada Offline Cache Mode, que oferece a funcionalidade e promete melhorias interessantes, além de outras mais avançadas como AppCache, o Local Storage e o Service Workers (a gente fala desses em outro post).

Além da navegação offline, uma das promessas da ferramenta é possibilitar que o usuário interaja com o site ou sistema da mesma maneira que faria com conexão. Imagine poder realizar pedidos, enviar e-mails, visualizar e alterar agendas, consultar localidades e negócios tudo sem conexão. Já é possível.

O site que é desenhado para esta função pode usufruir de um cacheamento até da base de dados, trazendo a possibilidade de exibição de ítens não presentes no HTML. Complicou?

Imagine que você está em uma loja virtual que possui a tecnologia. Seu browser está habilitado para Offline Cache e você está navegando livremente. Enquanto você explora produtos ainda conectado, o Offline Cache está colhendo informações da página e guardando dentro do Google Chrome. Mais tarde, você está em um local sem conexão e decide comprar aquele aparelho que viu na loja. Você abre seu computador, digita o endereço da loja, ela aparece no seu browser, mesmo offline. Aí você faz uma busca, encontra o produto, insere no carrinho e (futuramente) realiza o pagamento. O browser guarda todas essas informações e assim que detecta uma conexão, envia seus dados e finaliza a operação. Simples e fácil.


Mas o que isso tem a ver com aplicativos?

Um aplicativo é basicamente um programa que encapsula um site dentro. Claro que esta é uma declaração bastante simplista, mesmo porque aplicativos oferecem diversas funcionalidades e integrações com o dispositivo mobile que os browsers ainda não oferecem como push-notifications e widgets, mas é uma forma de se enxergar.

A partir do momento que os browsers passam a ser capazes de armazenar os sites para acesso offline, todo o site passa a se comportar como um aplicativo. Vamos ver um exemplo:

Imagine um app de uma loja virtual como a Westwing, por exemplo. O software serve para manter dentro do seu celular informações que foram baixadas uma vez. Se você abre o aplicativo, ele checa online se existem coleções novas e baixa para o aparelho mantendo os conteúdos que não tiveram atualização. Todo o sistema de busca, listagem, layout já está guardado dentro do arquivo do app e não precisa mais ser baixado. A vantagem é que você utiliza um volume muito menor de dados a cada acesso.

O acesso offline é idêntico.

Então…

Este é o futuro dos aplicativos. Tornarem-se sites novamente.

Uns chamam de moderno, outros de retrô, eu chamo de legal pra c%#*^#&)!

Relaxe, não jogue seu celular incrível pela janela ainda.

O acesso offline ainda é um conceito em desenvolvimento. Sites ainda não podem fazer tanto quanto aplicativos. Mas desenvolvedores sérios e dedicados estão investindo muito tempo neste conceito e devemos ver novidades em breve, mas não agora. Ufa!


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