“Liberdade! Abre as asas sobre — mim — nós”

Pequena proclamação

Este sim é de longe o momento mais crucial da minha vida. E se você achar idiotice pelo simples fato de já ter passado por isso ileso, a única constatação a ser feita é a de que está mais velho. Porque sair dessa situação não me parece determinar vitoriosos ou derrotados, mas sortudos ou azarados. Saber escolher nesse momento é uma virtude cujo domínio passa longe de mim. Eu só preciso escolher, determinar. O que virá daqui para frente é consequência desse agora tão iminente. O “eu te disse” nojento, que promete repousar nos meus ouvidos — e como vai — já tem previsão de chegada. Todo aquele “porque escolhi isso” já me cutuca como uma criança perturbada que não sabe a hora de parar de brincar.

Mas é isso mesmo que resolvo escolher, e fim de papo.

E proclamo independente esse momento, independente do arrependimento e do olhar pra trás. A partir daí serei eu caçador de mim, independente de quem não quiser assim.