Sobre sonhos, objetivos e a vontade de se recuperar

Quando eu era adolescente, a moda na escola era responder aos cadernos de perguntas. Dentre confissões sobre paqueras, desejos e músicas favoritas, sempre havia a pergunta “qual o seu maior sonho?”. Eu, metida a sabidona e dona do meu nariz, dizia que “não tinha sonhos, mas objetivos”. E se a pergunta viesse seguida de “quais?” eu não exitava em dizer que incluíam casa, carro, viagens e uma carreira consolidada.

O tempo passa, a realidade chuta nossa cara e, hoje, com 31 anos recém-completados, dou gostosas risadas de pensar em como posso ter sido tonta por me anular a vontade de sonhar e de traçar planos para o futuro. Boba sim, mas não posso negar que essa foi uma forma de defesa diante de acreditar tanto em promessas e nos sonhos de algumas pessoas, eles não se realizarem e eu me frustrar por isso. A chateação a respeito dessas coisas me levou, inclusive, a viver no modo automático, naquele tanto faz que não é nada agradável.

Mas com a maturidade tenho me permitido querer mais, embora na realidade eu não tenha a carreira de sucesso, a casa, o carro, mal saí da cidade e tantas outras coisas que eu queria aos 12 anos de idade. Indo contra isso, resolvi que agora farei uma lista de pequenas metas e sonhos que quero realizar. Pode parecer bobinho, mas talvez seja a hora de me permitir, sem tirar os pés do chão e sem me iludir demais.

Dentre as coisas que eu quero fazer estão, sim, viajar, ter mais tempo para ler, ver as coisas que eu gosto, estar mais comigo. Fazer uma viagem nacional dentro de 6 meses e uma internacional em, quem sabe, um ano. Fazer mais tatuagens, praticar algum esporte, me alimentar melhor e não deixar de dançar quando minha música favorita tocar. Aprender a economizar, ser mais paciente (não é sonho, mas é mudança de atitude), menos ansiosa e não deixar de ter cuidado com as pessoas que eu amo.

Parece tudo bonito demais se visto de longe e complicado de se conquistar no dia a dia. Mas não são coisas impossíveis, o que torna tudo mais realizável e menos frustrante. Devagar, um passo de cada vez. Quem sabe não dá certo?

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