O amor real é inevitável

Em uma dessas conversas de beira de fogão, minha prima e eu começamos a discutir a respeito do amor. Do amor que sentíamos um pelo outro e sobre como todo esse sentimento vinha de modo tão natural.

Para alguns, o amor habita onde há carinho e cuidado; para outros, habita no que ele é capaz de fazer. Quem de nós não se sente amado quando alguém retira uma parte do dia para conversar com você ou até mesmo fazer uma visita que há tempos você esperava? O tempo de qualidade é uma forma de amar. Há, ainda, quem ame pelo que faz. Alguns cozinham seu prato preferido, outros lavam a louça.

Existem aqueles que sentem prazer ao nos presentear, seja com lembranças materiais, ou com recadinhos que aquecem o coração e a ardência do amor. Há, também, aquele que adora elogiar bastante, ressaltar a beleza da pessoa amada, notar o corte de cabelo ou como a gravata preta ficou mais charmosa do que a azul (embora todas tenham ficado lindas — para estes amorosos, o elogio está sempre em dia).

Cada pessoa carrega consigo sua linguagem de amar, e seria gentil da nossa parte deixar que ela expresse esse amor que ela tem a oferecer. Amar é sempre bom, se não for bom, não é amor. Embora o amor respeite o contato físico e o toque, nem sempre este é o único sinal de amor.

O amor explode a cada um de um jeito diferente. E aí, qual é a sua forma natural de explodir?

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