O mundo não se resume ao que você conhece, sabia?

Pare de passar vergonha! Eu não aguento mais ouvir você com aquele velho discurso católico-ocidental de como devo viver minha vida.

Não me venha dizer o curso que devo estudar para ganhar dinheiro ou como meu corpo deve estar para o próximo verão.

Não me tire do sério dizendo que eu não posso rir tão alto ou ir a uma reunião do candomblé.

Não me obrigue com suas frases imperativas: “você deve fazer assim” ou “você precisa conhecer isso”. Pare de me observar para apontar o que combina ou não comigo, deixe que essa avaliação seja feita por mim mesmo.

Você não se cansa de impor suas vontades e seus desejos a mim? Não cansa de projetar sua vida em mim?

Não me venha dizer o que é melhor para mim, quando, na verdade, não passa nem perto de reconhecer o que é melhor para você! A vida foi feita para ser vivida e não comandada a partir do desejo de alguém.

Chega de “ter razão”, não acha?

Fico por aqui, sendo tudo que posso na medida daquilo que vou me tornando. O meu tempo não pertence a você. O meu caminho não precisa ser compreensível aos seus olhos, principalmente por você que pretende julgar minha vida em dois ramos, indicando o que é certo e o que é errado, como se não pudéssemos relativizar os pontos de vista e os pontos de vida.

Hoje procuro uma vida segura de paz, o que não inclui estar dentro da caixa que você criou para mim, esperando que eu me mantivesse lá dentro.

Sinto muito, eu não sou você. Então, me permita ser quem sou, outro humano.