by @mederafael

Alucinações reais

Estou na estrada por mais ou menos 22 dias? Realmente não sei dizer, parei de contar as horas e os dias. Só estou indo em frente, até agora passei pelas mais incríveis experiências.

Opa, Não é sobre conhecer lugares e pessoas, mas me conhecer! Na primeira dificuldade não perco tempo e procuro uma habitação mais segura, um lugar mais seguro e comidas limpas!

Quando encontro esse conforto perco dias sem querer largar, de imediato isso parece ser o ideal a fazer. Tudo isso ficou claro depois de algumas alucinações terríveis que acabou deixando que o medo me dominasse, justamente para buscar essas falsas seguranças. Entenda o caso, o texto pode está confuso, pq ainda estou confuso.


Na Bolívia, em um parque nacional encontrei-me com uma situação que achava que não iria passar, soroche!

Antes de ir para os trekkings longos e solitários no Sajama, passei a noite mais louca da minha vida, como nunca tivesse imaginado tamanha loucuras!

Tinha decidido que iria para as montanhas sem uso algum de coca ou medicamentos, a verdade é que a união dos dias mal dormidos em ônibus e a pouca nutrição alimentícia deparei-me com o mal da montanha, sem nem ter chegado a ela.

Sim, estava em um buraco, em um quarto sem banheiro (8 reais) e em meio a uivos dos ventos que cortavam a fronteira entre Chile e Bolívia (tambo quemado), aquecido pelo saco de dormir e um gorro!

Quando apaguei, horas depois me vi sentado nesta mesma cama, olhando para a porta que se abria lentamente e eu, congelado pelo frio não conseguia deter a abertura da porta, ao abrir a porta várias mulheres vestidas com características indígenas da Bolívia entravam e quanto mais entravam, mais as paredes se abriam, não se abriam na verdade. Elas esticavam, no fim o quarto quadrado se tornou uma grande redoma, as mulheres fizeram uma roda no qual eu era o centro – não podia fazer qualquer movimento, elas iniciaram um giro sobre mim e em suas mãos possuíam rosários – rezavam algo que não podia ouvir e entender. Podia perceber que elas aumentavam a força da oração e, para minha surpresa iniciei uma levitação sobre a cama, tentava resistir mas não conseguia, até que eu disse que queira ficar aqui! Elas sorriram e deixaram o quarto uma a uma, e cada vez que sai uma do quarto as paredes reduziam e voltava ao normal.


Após todas terem ido embora a porta se fecha com um grande estrondo, me pego sentado e suando horrores, no nariz havia uma escorrimento de sangue, e mais sangue entre a garganta!

Levanto mas estou tonto, a cabeça está explodindo… resolvi então tomar paracetamol! Limpei o saco e a mim, que comecei a tremer horrores de frio novamente.

Conseguir apagar…sem mais alucinações… pela Manhã conseguir um transporte para o sajama, mesmo debilitado resolvi ir assim mesmo.

Ainda estou pelo mundo… e luto pra não fazer escolhas confortáveis, não sei dizer mas não há segurança.

Hoje estou com muita diarreia, pode ser altitude ou os dois dias em um ônibus que passei viajando, possivelmente desidratado.


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