Atenção, cenas fortes: médicos como você nunca viu!


Tire os mais conservadores de perto da tela. O Medicinia foi descobrir o que os médicos fazem nas horas vagas. Loucura, loucura, loucura!
Neste minuto, quando a notificação de mensagem pipocar no celular de seu médico, pode ser que ele demore um pouco mais do que de costume para responder. Mas fique tranquilo: logo mandará notícias. É só uma questão de tempo para ele se recompor da adrenalina daquele fantástico mergulho com orcas, na costa da Noruega, e se reconectar ao mundo dos mortais. O quê? Você nunca imaginou que aquela criatura metida em um jaleco branco, implacável na solução de seus problemas de saúde, tivesse uma vida paralela? Pois, para a sua sorte, muitos médicos têm! E é isso que os faz tão especiais.


O Medicinia começa uma série de entrevistas com médicos que rejeitam rótulos e cujo grande segredo da empatia é justamente ter um “lado B” sempre a postos — coisa que os torna mais leves e plenos no desempenho profissional. A gente conversou com o dermatologista gaúcho Roberto Rezende, 40 anos. Quem diria que, por trás daquele ar tranquilo, existe um ávido caçador de aventuras que se joga no mundo, pelo menos cinco vezes ao ano. As viagens são o seu combustível de vida, o que se reflete no bom humor e na disposição com que atende os pacientes. “Viajar é uma questão de garantir a minha sanidade mental”, diverte-se Roberto, que começou a mergulhar no terceiro ano da faculdade, em 1997, estimulado pelo colega Marco Cassol, e nunca mais parou.
O dermatologista é do tipo de médico que precisa se sentir disponível. Carrega os pacientes no bolso, em seu smartphone, onde quer que vá. E saúda a tecnologia cada vez mais presente na área da saúde, por permitir que mantenha esse perfil de médico constantemente conectado ao paciente. Para ele, as consultas começam entre quatro paredes, mas não se esgotam lá. Interações online fazem parte de seu cotidiano. “Não conseguiria cortar esse elo e me restringir ao atendimento presencial”, confessa.


Assim que concluir o curso profissionalizante de mergulho este ano ( ! ), ele vai mudar de ramo. Calma, pacientes do Dr. Roberto. Pegadinha! Ele vai apenas aproveitar para exercitar a nova profissão nas férias e, quem sabe, passar a bancar as suas viagens com o retorno financeiro do próprio hobby (que boa ideia, hein?).
Se o mergulho o ajuda na Medicina, porque desestressa e revigora, a Medicina tem muito a contribuir com a atividade de mergulho. Primeiro, porque Roberto é um mergulhador que entende de fisiologia do corpo, o que lhe dá vantagem para administrar eventuais incidentes. E, segundo, porque todo mundo gosta de estar no barco daquele colega que tem sempre um medicamento a mão para combater os enjôos e as dores de cabeça e musculares.


Ah! Em abril, Roberto vai levar os pacientes “na bagagem” para uma aventura no México, com crocodilos. Nada demais, afinal, eles já acompanharam o médico em território mexicano num mergulho com tubarões-baleia, no ano retrasado. Ser paciente do Roberto é tirar casquinha das aventuras dele.
Esta aí alguém que sabe bem a vantagem de ser um médico conectado como forma de fidelização de pacientes e otimização do tempo no consultório. E você? Que tal usar a tecnologia para se conectar aos pacientes e também desafogar a agenda para extravasar o seu lado B? Quero ter um lado B!