Nosso futuro pega fogo

O incêndio do Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, feriu e matou. Feriu a pátria, matou a história. Na véspera da mais importante data histórica do país. O incêndio do Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, feriu o pouco de esperança e autoestima que nos restava. O fogo que arruinou tudo ardeu em nós.
É difícil falar de um país que sofre no presente, há poucas perspectivas de progresso para o futuro e que acaba de perder seu passado. É o combo do inferno, cujo emissário do holocausto é o “Excelentíssimo Presidente” Michel (Fora) Temer.
Lógico que Dilma, Lula e Fernando Henrique Cardoso, no mínimo, tiveram suas parcelas de culpa. Mas já que a brasa arde na mão de quem segura, esse pepino fica para o temível golpista, que sugeriu e aprovou um teto de gasto na educação e cultura há poucos meses. Era a faísca que faltava para o incêndio do Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista.
Histórias milenares da humanidade, da natureza e de seres vivos que pisaram onde hoje é só pó e corrupção. O meteorito que caiu na Bahia no século XVIII é uma das únicas coisas que restaram. Há quem defenda a reutilização dele como resolução de tudo. Eu não concordo, mas entendo. Nossa sociedade está respirando por aparelhos. E tá difícil mantê-los ligado.
Hoje não deveria existir esquerda, direita e centrão. Mas, pasmem, tem candidato dizendo que vai metralhar os adversários. E acredite: ele fala sério. Apesar da História (in memoriam) ter partido no último dia 02 de setembro de 2018, nossa Democracia já padece há uns dois anos. A Justiça um pouquinho depois.
Os únicos herdeiros da Sociedade são a Pobreza e o Fascismo. E acreditem de novo: bem como Adão e Eva, ambos namoram e reproduzirão filhos doentios como Caim.
Sejam bem vindos ao Brasil do futuro!
Não há muito o que dizer mais, a não ser desejar um bom feriado de Independência. Ou quase isso.
