“Oi, hoje eu lembrei de você!”

Normalmente, quando recebemos esse tipo de mensagem de um ex namorado, começamos a questionar os motivos para estarmos sendo importunados. Porém, quando isso acontece conosco, sou bombardeado por uma imensidão de bons sentimentos e os únicos questionamentos que tenho são centrados nos motivos para que esses momentos não sejam mais frequentes.

Hoje eu lembrei de você ao ler o novo texto do Gregório Duvivier, onde ele falava sobre a sua relação com Clarice Falcão, todos os momentos únicos que passaram juntos e contribuições e trocas que vivenciaram. Então comecei a lembrar da gente e analisar todos os nossos momentos, tentando fugir do romantismo e como sabemos sou infectado com esse vírus.

Logo comecei a esboçar nossa história, começando pela forma como nos conhecemos. Estava em casa conversando por um aplicativo com alguns babacas concentrados no sexo e relações efêmeras. Quando fui surpreendido pelo seu perfil. Pensei “achei uma agulha no palheiro”. Passamos o final de semana conversando, então descobrimos que nossas casas, faculdades e pontos de ônibus eram próximos. Combinamos de encontrar na saída da faculdade. Passei o domingo inteiro desejando a segunda-feira, sei que parece loucura. Quando a segunda chegou fiquei desejando que o dia voasse e quando a noite chegou, contei os minutos para às 22h40. Nosso encontro teve como cenário a esquina da Rua Bahia com Rua Aimorés, no fundo a imponente Basílica de Lourdes. Trocamos um firme aperto de mãos por um carinhoso abraço.

Aquela noite foi a primeira vez que descemos juntos a Bahia, mal sabíamos que aquele lugar iria registrar tantos abraços marcados pelo afeto. Nossos encontros começaram a contar com a presença dos meus amigos e seus amigos, que por fim se transformaram em nossos amigos. Chegamos a conhecer os parentes um dos outros. Primeiro você conhecendo a Karla, em seguida eu conhecendo a Tia Angela. Se bem me lembro, passamos por diversos momentos constrangedores envolvendo nossos parentes e amigos, melhor deixar essa parte de lado.

Enquanto escrevia esse texto fui lembrando das somas que fizeste em minha vida. A primeira delas foi me apresentando o Liniker e ouvir Zero me modificou. Aprendi aceitar o meu sorriso, sabe nunca entendi o motivo pelo qual evitava sorrir? Descobri o meu lado romântico, assim como também conheci o ciúmes. Entendi que não é necessário estarmos fisicamente juntos para estarmos conectados, o cheiro é a coisa mais marcante do nosso corpo, amizade sempre será o elo mais forte de qualquer relação, abraços e chocolates ganham qualquer um.

Estamos próximos de completar um ano e nesses 12 meses nos divertimos como se não houvesse amanhã, saímos juntos sem medo de machucar ninguém, zoamos da cara um do outro, fomos sinceros sobre tudo, beijamos, rimos e tantas outras coisas.

Dois meses atrás estive no show do Rubel, lembra ouvimos algumas músicas dele juntos? Durante o show lembrei de você e senti a sua falta naquele momento. Cheguei a enviar um trecho de “Nuvem” para você. Naquela noite ouvi a seguinte frase “Não devemos ter medo de dizer que gostamos de alguém”. Ao finalizar esse texto só quero te dizer obrigado por me permitir te conhecer e aprender mais de mim com você.

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