
Volúpia pt. 2
Cair da noite
Sereno
Às vezes preto, às vezes branco
“Moreno”
Escorrendo em você
Por dentro
Beijando o pescoço
Ligado ao centro
Sentindo o cheiro
Perseguindo o vento
Madrugada fria
Relento
Carne forte
Coração sedento
Posso não beber dessa água
Mas pelo menos eu tento
Rainha
Faz do meu rosto um assento
Te deixaram fria
Pode deixar que eu requento
Escorre na boca
Suas pernas se contorcendo
Tira minha roupa
Eu sempre me rendo
Me olha nos olhos
Acabou o lamento
Ritmo forte
Geme mais que eu aumento
Não sei se grande
Mas sempre denso
Café com leite
Mas sempre intenso
Berros na corte
Sem julgamento
Me crava suas garras
Pode deixar que eu aguento
Às vezes carinhoso
Às vezes violento
Se se sentir vazia
Serei seu preenchimento
Respiração ofegante
Acelerando o batimento
O seu corpo é sagrado
Nossa foda um sacramento
Abdiquei do orgulho
Agora sigo vencendo
Pode me chamar qualquer hora
Estou sempre fervendo
