O PRIMEIRO POEMA SOBRE UMA MULHER SÓ

alguém que me faz entender a obsessão, que me faz rejeitar a liberdade no amor, ao mesmo tempo em que me preenche de orgulho por saber amar pássaros livres, já que há um em mim, é alguém que antes mesmo de repousar no meu colo já levantou voo e foi.
só foi.
a loucura que isso me gera daria um puta filme com final triste e a certeza após o fim de que todo o filme foi só uma ilusão, porque desde o inicio o filme era triste, você só não percebeu porque essa tristeza te habita e assistí-la não gera a sensação de novidade.

não há o que ser dito por quem enviou a última mensagem na noite anterior e o adeus não dado é quase um poema de tanta coisa que ele tem pra dizer. o que se pode tirar disso é o medo de tentar de novo, o silêncio que já muito foi desejado e novos pedaços quebrados de coração.
o amarelo diz que fica a experiência, o azul ainda tem fantasias com os versos de Ana Carolina e o cinza chora todo dia. o branco em mim, que é a mistura de todas as cores, escreve esse poema pra simbolizar o que não pode ser dito em forma de revolta: sendo dito.

vir a esse evento é um tiro no pé. ou um gole de esperança. ou um soco no estômago. ou a lembrança da risada dela. 
já que de todos os loucos do mundo eu quis ser eu, que esteja viva em mim essa loucura para que os mestres do Universo tenham empatia. 
e misericódia. porque, honestamente, essa loucura toda dói
e escoa em poesia.

mas é aquilo…
se poesia pagasse a conta, nenhum poeta seria poeta porque seria feliz.