Esculturas de Luz

Hoje o desafio foi grande. Tivemos uma roda de meditaçāo com jovens estudantes de uma escola pública. Estamos com uma Tenda de Cura Nômade a “Onde Tenha Sol” e alguns deles são assíduos na participação em Sessões de Terapia Reiki, o que me deixa muito feliz e estimulado. A dispersão e agitação foram as coisas que menos importaram. Logo na partilha ouvir o que acham sobre a própria escola foi algo que me fez sentir certo incômodo e ao mesmo tempo incapacidade de intervir na realidade do meu país. Além do modelo antiquado e desinteressante demonstram claramente o desejo de aprender coisas novas. Dança, música, teatro, educação sexual, educação ambiental, política, criatividade e informática. Coisas destacadas por eles como úteis. Infelizmente não possuem assistência que merecem e como sabemos a valorização do professor não existe. Até mesmo bons projetos realizados não duram por conta da falta de manutenção. É uma pena. Acredito que a estrutura que dita os rumos da educação deva abrir espaço para novas discussões e encarar o fato de que estamos defasados o quanto antes. Existe um novo Brasil se formando e não há mais tempo para ser perdido empurrando uma falsa teoria sem formar o indivíduo. Acredito ainda que as portas devem ser abertas para novos tipos de disciplinas que estão muito além do currículo escolar exigido. Muitos desses estudantes não possuem acesso a internet, e fico me perguntando como andam seus pratos. Enquanto eu aqui discorro questiono o fato de estarmos deixando de ver que esta geração está sendo dividida por um “analfabetismo tecnológico”. Eu chego em casa muito reflexivo e empático. Estudei em escola pública durante o ensino médio e não há como não sentir identificação com a garotada. Fica o desejo e o sonho de ver um dia tudo melhorar.

Felipe Monteiro “Aldeia das Flores”.