Futuro

Cleison Ferreira
Nov 1 · 2 min read

Sentada, em oração, Rosana enxergou o futuro. Talvez fosse um futuro real. Talvez fosse apenas o que ela desejava para as gerações posteriores.

Na visão havia água. Muita água. E frutos, peixes e pães. As pessoas comiam felizes. Não havia meio sorrisos ou rostos tristonhos. Havia felicidade e esperança em cada olhar. As crianças corriam livres. Os adultos se cumprimentavam na rua. Ninguém apressado.

Ela viu um hospital. Mas não viu doentes. Os médicos faziam exames e liberavam os pacientes. Todos vendiam saúde. Passou em escritórios, obras, fazendas. Todos trabalhavam felizes. Não haviam "chefes". Todos trabalhavam sem pressão. Em seu próprio ritmo. Não havia correria naquele mundo.

Nas escolas, professores ensinavam alunos interessados. E eram os mais respeitados profissionais. A base de tudo.

Nos parques, famílias se divertiam. Corriam pela grama bem cuidada. Tomavam sorvete. Apreciavam o céu. Tudo sob um sol ameno.

Supermercados recebiam pessoas que pegavam o necessário para comer. Nunca a mais, nem a menos. Cada um sabia o que a família precisava. E jamais levava em excesso para não prejudicar os demais.

Rosana não viu fome, não roubo. Não viu mortes não naturais. Viu amor. Paz. Prosperidade. Respeito. Valores há muito perdidos.

Então abriu os olhos. Viu um jornal jogado no chão. Leu a matéria de capa. E desejou mais do que nunca que o futuro visto não fosse apenas um desejo. Mas realidade.

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