Luminescências Fracas

O levantar de uma manhã fria,
Estar zonzo, e não saber para onde vai.
Isso tudo, desde o inicio, não faz sentido.
Desde o último raio de sol, ao primeiro orvalho que cai.

Ao sair, tudo é cinza, opaco.
Dizer que não tem vida, eu estou mentindo.
Há vida, claro que há, e sempre terá.
Mas que vida?

Sempre você vê aquelas pessoas, 
Todas com aquelas pequenas luminescências fracas, 
E você continua com aquele frio, sem ter para onde ir.
É fácil correr, mas é difícil escolher o lado.

Para qualquer ponto que se olha, não existe um, 
Mas sempre criamos um, aquele no qual a gente acredita,
E com ele vivemos. E vamos longe.
Até o momento em que você vê que acreditar não é tudo, 
E que precisa ser acreditado.

É como se o céu virasse a terra, e as pessoas, as estrelas.