CROMOS EM EXPOSIÇÃO

Na Biblioteca Nacional, de Lisboa, está patente até 29 de Abril, uma exposição invulgar e muito bem organizada intitulada “Cadernetas de Cromos — 100 anos do cromo coleccionável em Portugal”. José Manuel Mimoso é o responsável pela exposição, que reúne uma vasta colecção de cadernetas, cromos e material relacionado. É uma viagem pela memória, onde reencontrei algumas colecções que eu próprio fiz quando era miúdo. A exposição pode ser vista de segunda a sábado, entre as 09h30 e as 19h30 (no sábado encerra às 17h30).

Organizada com o apoio do Clube Portugu~es de banda Desenhada, a exposição é bem descrita por estas palavras de José Manuel Mimoso:

“As melhores cadernetas de cromos constituem autênticos livros cujas ilustrações, por vezes notáveis, se sobrepõem aos textos formando monografias temáticas, mostras de carácter enciclopédico, histórias de banda desenhada ou simples registos de desportistas ativos num determinado contexto. Mas só se tornam livros depois de completadas e, talvez por isso, são lamentavelmente escassas nos espólios das bibliotecas públicas.”

“A exposição apresentada pela Biblioteca Nacional com o apoio do Clube Português da Banda Desenhada representa, assim, um evento digno de nota, quer por oferecer pela primeira vez no contexto cultural de uma grande biblioteca um meio tantas vezes secundarizado, quer por ter conseguido reunir um espólio notável abrangendo um século a partir da década de 1870. Será constituída por três núcleos principais: uma introdução que conduz o visitante através das primeiras cinco décadas do periodo; uma parte dedicada aos cromos oferecidos na compra de guloseimas, cobrindo cerca de quatro décadas; e um grupo respeitante aos cromos enquanto produtos vendáveis, apresentando exemplos desde a sua origem até 1974.”

“A mostra é dedicada ao cromo em Portugal mas, além das coleções nacionais expostas, inclui também algumas edições estrangeiras com elas relacionadas, ilustrações originais; uma máquina de fabricar rebuçados; latas de caramelos; brindes das coleções… reminiscências com história de um quotidiano nacional cuja memória merece ser conservada.”

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