A Cibercultura e o Teatro

A cibercultura e o teatro estão interligados através dos meios de comunicação. Com o aparecimento da internet, surgiram novos formatos de divulgação de informações. Os meios de comunicação migraram para este novo meio, criando espaços de interação com seus públicos.

Segundo o filósofo da cultura contemporânea Pierre Levy, Grandes portais oferecem a cada dia mais serviços aos seus usuários. Além do mais, agrega-se a isso os vínculos com as produções audiovisuais. O teatro é uma arte que vive do momento, depende dos atores estarem ali para que o público sinta as emoções, pois é um momento de total interação e quando termina uma apresentação todos levam consigo emoções diferentes.

Na cibercultura o teatro não acontece mas ela fornece um espaço que aconteça troca de informações através do vídeo. Sabe-se que por meio dele, é possível observar como foi o espetáculo, quem participou, quais materiais foram usados para a parte técnica, edição das imagens, trabalho dos atores e diretores, cenografia, então, surge um outro criador que é aquele que produziu o vídeo.

Diante disto, o ciberespaço proporciona trocas de impressões sobre quem assistiu o mesmo espetáculo, comentários, críticas que criam expectativas para novos espectadores ou inspiram outros trabalhos artísticos nos diferentes segmentos da criação.

A cibercultura colabora para quem faz teatro ter uma visão mais ampla, novas ideias, não só adquirir novos conhecimentos, mas novos formatos que circulam no mundo virtual através de inovações que não tem limites.

Ao mesmo tempo, o teatro sofreu mudanças importantes, abrindo espaço para propostas que incluem muitos outros elementos, além do texto, dificultando uma análise crítica, até então, basicamente, literária.

No mundo contemporâneo, os dramaturgos e encenadores se permitem construir, reconstruir e criar propostas cênicas que antes não eram sequer imaginadas.

Enquanto isso, a crítica foi perdendo seu espaço nos jornais e sendo substituída pelas agendas de espetáculos, através dos Blogs, youtube, colunas, comunidades de Facebook, etc, são alguns dos novos formatos para a circulação da opinião.

Portanto, todos estes avanços, novos equipamentos, descobertas científicas interferem na arte e na cultura e provocam novas formas de expressão e de relação com o público. Hoje, fala-se de teatro digital. Ou seja, a utilização de recursos técnicos que visam ampliar a capacidade de expressão artística. Outros artistas, porém, incorporam elementos surgidos a partir dos recursos digitais e modificam, assim, suas propostas de contato com o público.

A cultura e o Espetáculo

De acordo com Douglas Kellner, nas últimas décadas, a indústria cultural possibilitou a multiplicação dos espetáculos por meio de novos espaços e sites, e o próprio espetáculo está se tornando um dos princípios organizacionais da economia, da política, da sociedade e da vida cotidiana.

A economia baseada na internet permite que o espetáculo seja um meio de divulgação, reprodução, circulação e venda de mercadorias. A cul- tura da mídia promove espetáculos tecnologicamente ain- da mais sofisticados para atender às expectativas do público e aumentar seu poder e lucro.

As formas de entretenimento invadem a notícia e a informação, e uma cultura tablóide, do tipo infoentretenimento, se torna cada vez mais popular. Novas multimídias que sintetizam as formas de rádio, filme, noticiário de TV e entretenimento e o crescimento repentino do domínio do ciberespaço se tornam espetáculos de tecnocultura, gerando múltiplos sites de in- formação e entretenimento, ao mesmo tempo em que in- tensificam a forma-espetáculo da cultura da mídia.

É claro que espetáculos existem desde os tempos pré-modernos. A Grécia Clássica teve seu Olimpo, seus festivais de dramaturgia e de poesia, suas batalhas retóricas públicas, e guerras sangrentas e violentas.

A Roma Antiga viveu suas orgias, a ampla oferta de pão e circo, suas grandiosas batalhas políticas e o espetáculo do Império com as paradas e os monumentos em honra dos Césares vitoriosos e de seus exércitos, extravagâncias mostradas em 2000, no filme O Gladiador.

E como o historiador alemão Johan Huizinga nos lembra, a vida medieval também teve seus momentos marcantes de exibições e espetáculos.
 Nos primórdios da era moderna, Maquiavel aconselhou seu príncipe sobre o uso produtivo do espetáculo para o governo e o controle da sociedade, e os imperadores e reis dos estados modernos cultivaram os espetáculos como parte de seus rituais de governo e poder.

O entretenimento popular naturalmente teve suas raízes no espetáculo, en- quanto a guerra, a religião, os esportes e outros aspectos da vida pública se tornaram terrenos férteis para a propagação do espetáculo por muitos séculos. Agora, com o desenvolvimento de novas multimídias e da tecnologia da informação, os tecnoespetáculos têm, decisivamente, determinado os perfis e as trajetórias das sociedades e culturas contemporâneas, pelo menos nos países capitalistas avançados, ao mesmo tempo em que o espetáculo também se torna um fato marcante da globalização.

https://www.youtube.com/watch?v=HwqwJi3t12c&nohtml5=False

Referências:

Thaís Mikaelly

Giseli Camily Mochi