Exijo euforia!
Essa é a diferença entre o resto do mundo e eu!
A felicidade não me basta.
Eu exijo euforia!

Sabe estado de flow?! E estado apaixonado? E o sonho adolescente de que o amor ideal seria aquela pessoa pela qual você estaria sempre no estado apaixonado, sempre no ápice? Os primeiros relacionamentos acabavam aos seis meses e uma pesquisa em algum lugar confirmou uma teoria de que a paixão duraria seis meses. Dúvida cruel: continuar em relações intensas de seis meses ou encontrar um meio de ser feliz com alguém depois que a festa acabasse.
Em alguns momentos estabelecer parcerias duradouras, compartilhar a vida, crescer e ver amadurecer uma relação é ótimo e parece ser o melhor a fazer. Mas um comichão de insatisfação sempre vem lembrar como é bom a paixão. O alto. O auge. A pele que sem esforço responde à química que nem precisa de contato. O corpo no ritmo sincrônico do outro não precisa de instruções, não precisa de guia, segue com autonomia (em relação a você mesmo) essa energia vital que faz os olhos brilharem.
Então vem a vida te dizer que essa energia é condicionada, ao outro, ao trabalho, a algo externo, e sempre vai se esvair, precisar de nova fonte de energia externa. É preciso cultivar energia autônoma, não condicionada, o brilho nos olhos que não depende se o outro responde ou não o WhatsApp. É preciso respirar, relaxar, estar presente. Mas como faz? O fluxo mental é sempre passado ou futuro, revivendo em looping os flashbacks ou planejando um futuro, próximo, distante ou utópico.
O desejo sempre foi viver em euforia, eternamente apaixonada, felicidade não era suficiente. Até descobrir que viver assim era tormenta. Mas tantos anos com essa mente impregnou esse desejo em mim. Espero não precisar de mais trinta para despertar.
