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Sinto minh’alma tão grande quando estou perto de você. Você esvaziou o meu vazio ontem a noite e, creio eu, nem sonha. Seu cheiro me acordou hoje bem cedinho e o sorriso em meu rosto ficou estampado, claro e aberto. Tanto que me fez lembrar: Temo o amor, sou covarde. Eu tenho medo de tudo o que é grande demais com capacidade suficiente para fugir do meu controle. Ilusório controle.

Talvez sejamos os últimos apaixonados… Eu por você, você pela arte das palavras

(Ainda bem que ontem, me chamou de “poesia”.)