A vida é figa

Faltam dois minutos para um poema
Dois dilemas
Duas chances eloquentes de mudar.
Quatro doses faltam pra eu lutar
Com palavras guardadas
Achadas num vocabulário íntimo de desordem.
Te engolir em tentáculos involuntários diários.
minha psicose temporária
Te adverte:
‘A vida não é poema
é figa de dedo errado’
Mas eu queria mesmo te julgar agora
Te empurrar de vez em quando
Num copo cheio de amor
Pra te afogar de vez em quando.

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