
Quando pensamos que o que conhecemos é tudo o que existe estamos a estagnar-nos a nós próprios.
Quando assumimos que o que sabemos e conhecemos é tudo o que existe estamos a limitar-nos como pessoas e ser humanos.
O diferente e o fora dos padrões é sempre um choque mas ao mesmo tempo é um abre olhos.
Quando assumimos que o mundo é a rua onde vivemos e as coisas que conhecemos estamos a diminuir a nossa visão do mundo.
Como é que o chinês vive, o que ele dá importância? Como é que o angolano vive e o que ele dá importância? As vivências e o ambiente em que vive condicionam a forma de viver e ver o mundo. Se para um europeu por exemplo o amor é algo que ele dedica algum tempo a pensar no que é e se sente amor por alguém, para uma pessoa da Síria em que a tradição é casamentos e relacionamentos arranjados, o amor não é nem sequer uma questão, é um costume é uma tradição. As formas de vida existentes no mundo são tão distintas e por isso apesar de sermos todos seres humanos temos mais coisas diferentes do que iguais. Somos aquilo que vivemos.
Por isso o melhor sentimento que temos é o respeito por essas mesmas diferenças. Apreender essas diferenças e aceitar essas diferença como parte da aprendizagem da vida é o melhor que temos a fazer.
Porque quem disser que a sua visão, crença, forma é a correta está a mentir-se a si mesmo e a tentar enganar os outros.
Assumamos de uma vez por todas, ninguém sabe nada de nada e estamos todos cá sem saber os porquês nem as razões. Somos apenas parte de um todo que não entendemos e por isso agarramos-nos ao que conhecemos e fazemos disso a nossa verdade.
Mas o bonito da verdade é que pode haver várias verdades…dependendo de quem a diz sua verdade.
