Se eu não cobro, não anda!

Caro executivo,

Se a frase acima descreve como conduz sua equipe sugiro que, antes de cobrar sua equipe ou qualquer colaborador por algo que já deveria ter sido feito, faça as seguintes perguntas para você mesmo:

1. Eu fui claro ao relatar o que deveria ser feito? Eu usei uma linguagem compreensível? Eu conferi se havia captado integralmente escopo e prazo para execução da tarefa?

2. Eu deixei bem clara a prioridade da tarefa em relação às outras atividades que executa? Eu fiz, voluntária ou involuntariamente, alguma mudança em minhas prioridades? Se Eu fiz, Eu informei a nova prioridade?

3. Eu dei a ele condições de trabalho adequadas? Eu propiciei um bom ambiente de trabalho?

4. Eu verifiquei se o nível da tarefa estava de acordo com a capacitação do executor? Ou, Eu dei a ele o tempo e os meios para adquirir a capacitação necessária?

5. Eu dei a ele os recursos necessários para a realização da tarefa? Ferramentas, recursos físicos, financeiros, pessoas, equipe, suporte, tecnologia ou outros?

6. Eu dei a ele o tempo necessário para realizar a tarefa com a qualidade solicitada?

7. Eu dei a ele a motivação, o entusiasmo para que realizasse a tarefa com o empenho necessário?

Se para todas as perguntas acima as respostas foram afirmativas e, mesmo assim, a tarefa não foi realizada a contento, muito provavelmente a pessoa que está executando a tarefa não é um bom profissional e, portanto, não deveria estar trabalhando em sua empresa. Sendo assim, pergunte-se:

8. Por que Eu ainda não o demiti?

Resumindo, antes de começar a cobrar alguém por algo que deveria ter sido feito, mas ainda não foi feito, pergunte-se:

9. Onde foi que Eu errei?