A primeira história em três dados

três dados — uma estória

Foi há uns anos, numa livraria, que a minha vista lhes passou por cima, mas menosprezaram. As mãos pegaram nas diferentes caixas com dados, um logótipo impresso dizia Rory’s Story Cubes, mas os pensamentos estavam longe do pensamento quadrado, levando os olhos, que deslizaram nas órbitas, a fixarem-se nos livros, os dedos a largarem os cubos e os pés a moverem-se na direcção oposta.

Só agora, anos mais tarde, voltei a deparar-me com os dados, nessa mesma livraria. Prestei-lhes a devida atenção. O desafio é simples; lançam-se os dados, e de seguida conta-se uma história com a pictografia que o acaso escolheu.


Não importam os pontos, ninguém vence, já a aba da parte de trás da caixa explica.

Ao primeiro lançamento deste conjunto de três dados, calharam-me os símbolos que se podem ver na imagem. Uma capsúla, um robô, e algo parecido a um fantasma! Com os dados lançados e um pouco de imaginação, os cubos ajudaram-me a escrever a pequena descrição abaixo. Poderia muito bem ser um ínicio de uma sessão de um jogo de RPG.

“Uma tripulação ruma a um longínquo planeta da via láctea, num sono criogénico de várias semanas. O único tripulante sem necessidade de dormir é um andróide de nome Bob. Devido às luzes apagadas da nave espacial que se encontra em modo poupança e a uma falha na programação da sua inteligência artificial, Bob desenvolveu uma característica pouco expectável. Um tremendo medo a fantasmas.”

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