Sympathy for the Devil

Olho esquerdo no futuro
O direito no passado
É cômico, talvez trágico
Minha sorte é de outro lado.

Vi os santos pecadores
Vi pastores imaculados
Estavam lado a lado
Cultivando “Um Deus criado”.

Um brinde a justiça podre
Homenagem as suas crenças
Vidas tristes, desamores
Empacando em decadência

O vento sopra constante
Ignorando a quem se vê
O tempo é inconstante
Por amor? Que miséria morrer.

Sentar em poças de lama 
Não é tão pavoroso
No final nada mais resta
Do pavor impiedoso.

Queria sentir a tristeza
Ver imensurável dor
Causar terror repentino
Desfrutar de outro terror.

Desejos simplórios rotineiros
Tendendo a extravasar
Lágrimas falsarias invadem
Rodeiam em cada lar.

Meu plano era invadir
Manter-me ali sem ficar
Queria me divertir
Amor vai me entediar.

Costumo só vagar por ai
Preenchendo o imaculado
Uns brindes a quem decair
Sobre o anjo caído em pecado.

Amor. Por que és tão tedioso?
Não volto a lhe vangloriar
Tornou-se tão desinteressante
Medíocre é fácil se dissipar

Bebeis da taça da morte
Iniba a sensatez
Veja quão débeis seremos
Perante a imperícia cortês

Fechemos os olhos a vida
Revirem-se internamente
Vergonhosos , rastejando-se em dores
Induzidas, tão displicentes.

Não seja inconveniente
Pecar.. É Deveras saboroso
Acaso afirme inocente
Pecou, já és mentiroso.

Queria provar existência
Julgo o ciclo banal
Nascer, amar ,ter família, morrer;deprimente final!
Me enoja, nada anormal.

Já basta de lutos constantes
Lágrimas sem nem mesmo razão
Que inconsciência macabra
Vivemos, sua ausência é em vão.

Sussurre amores aos prantos
Prazeres vão lhe pertencer
Joias lapidam famílias
Submundo do prazer.

De certo é gratificante
Descrever certo derrocar
Só fumo por prazer
Só bebo para recapitular.

Comprei Château Haut Brion
Brindando tolos acovardados
Meu gole é a todas as vidas
Empatias, com o diabo.

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