🌙 Aqui jaz um pedaço do meu universo particular, meu maravilhoso mundo da lua 🌙

“O relógio marca 23h56. Lá se vai a primeira taça de vinho… Escrevo sobre o que eu penso a respeito das eleições. Reflito. “Melhor parar por aqui”, penso eu. Apago. Decido, então, continuar lendo o livro que minha amiga – como eu amo meus amigos – sugeriu e esbarro num trecho que gosto muito: “Os jornalistas (meu tipo de jornalistas: aspirantes a romancistas, pensadores reflexivos, pessoas cujos cérebros não funcionam rápido o bastante para blogar, linkar e tuitar, basicamente falastrões velhos e teimosos) já eram”. Me identifico com o parêntesis. Continuo refletindo. Então, Penso em escrever sobre qualquer coisa, mas aí me lembro que todas as vezes que eu publico algo aqui eu perco um amigo. Sério. Isso já deixou de ser teoria. Aí eu penso que, de fato, devo ser uma pessoa chata, sem assunto e que só posta bobagens, como este texto aqui.

Não sei se tem alguém que ainda continua lendo, mas se passou desta linha, provavelmente até você, que gosta pra caramba de mim – visto que leu até aqui – já está com vontade de me excluir. Vai lá, não tiro suas razões.

O que eu queria mesmo dizer é que sou uma pessoa muito peculiar, daquelas de levantares quebrados: 7h46, 9h58, 11h13 e que tem uma frase que gosta muito, que diz assim: “perdoem-me os insensíveis, mas eu sinto muito”. Chego a conclusão de que nunca esta frase fez tanto sentido, para mim, como agora… SINTO taaanta saudade de ficar com a minha mãe, jogar uma conversa fora. Ficar à toa com meus irmãos rindo das coisas mais sem graças do mundo, mas o mundo podia parar e a gente ia continuar achando muito engraçado. Sinto falta do meu pai e do cheiro dele, dos meus avós e dos momentos que vivemos há mais ou menos uns 18 anos. Eu sinto falta de estar perto. Eu tenho vontade de tê-los a todo instante. Mas parece que cada vez que um ano passa e você tem mais idade, responsabilidades, deveres a cumprir – sociedade, me larga, não enche – há uma tendência à solidão. Aliás, é exatamente isso. O rumo que a vida toma é esse. Todo e cada indivíduo está fadado a permanecer sozinho. Veja bem: apesar de existirem as inúmeras pessoas que você convive diariamente, elas vão ficando pelo caminho com o passar do dia. Uma hora você vai embora e você vai ficar sozinho. Não que isso seja ruim, não é isso. Mas é só que o tempo passa tão depressa que a gente acaba ficando cada vez mais por nossa conta mais cedo. Eu tenho 22 anos e já me sinto só e muito despreparada pra essa vida. “Sei lá, tem dias que a gente olha pra si e se pergunta se é mesmo isso aí que a gente achou que ia ser quando a gente crescer (…)”. ”