Para o dia feliz: 11 de outubro

Meus pais se separaram há mais ou menos… muito tempo. E não tem um dia que eu não pense nisso. Nessas horas aquele “se” sempre invade o meu pensamento, toma conta de mim e me faz refletir sobre tudo que sou hoje (e sobre como eles são também). “E se…”

Eu tinha 7 anos quando minha mãe me contou que a vida dela se separava da do meu pai ali, naquele momento. Para sempre. Meu irmão – o Vini -, na época era o único que eu tinha, mal sabia falar porque ele só tinha 2 anos e quem com esta idade sabe algo sobre a vida. Aliás, com 7 anos alguém sabe alguma coisa da vida? Desculpe interromper, mas hoje, com 22, eu mal sei sobre a vida.

Desde então eu lembro de flashes: Rápidos, tristes e intensos. Lembro de chorar e não querer ver meu pai. Meu pai. Hoje eu nem sei se ele sabe disso, mas não sei viver sem esse cara. Enfim, na época eu não entendia nada da vida e nada sobre o que era ter pais separados, mas eu sentira – e muito – tudo isto.

E aí o tempo foi passando. É aquela velha história “o tempo cura tudo”. E é verdade.

Mas, particularmente, o meu tempo se chama Celsinho. Ele foi o meu precioso tempo. Ele que curou em mim uma mágoa e uma falta de entendimento que pairava na minha atmosfera de vida. Ele. O pequeno ser que, eu tenho certeza, veio com a missão de me curar de uma ressaca infinita. No dia em que soube que ele viria para o mundo, tudo mudou. O céu ficou mais azul. Os passarinhos voltaram a cantar. E eu? Ah, eu só tinha olhos, ouvidos, coração e alma pra esse ser que mudaria para sempre a vida de todos nós. Hoje ele completa 13 anos e não há um dia sequer que eu não consiga ama-lo cada vez mais. Da forma mais intensa. Eu o amo tanto porque ele é tudo de bom: lindo, talentoso, inteligente… e, principalmente, porque ele me proporcionou uma nova chance de viver feliz!