Sessões;

estou eu pensando na consulta q tive com minha psicológa, ela perguntou como eu estava disse que tava bem ela disse: Bem mesmo? queria detalhes da minha vida amorosa ou como ela mesmo diz: eae como tá seus X, Y, W. Falando dessa maneira pude perceber algo q sempre esteve na minha frente e nunca quis assumir de prontidão, relações me afetam mas não de maneira saudável ou coisa parecida, afetam mto, afeta minha vida todinha, se vou dormir bem a noite, se vou sair bem na escola, como q relacionametos amorosos podem tomar tanto partido da vida de alguém? Como cheguei nesse ponto? Como q muda isso? Como?

Não sei vocês mas eu nem posso dizer q já tive uma vida amorosa tá mais pra desastre mesmo. Tudo deu ruim. Sem exceções, muitas lágrimas derramadas e até sangue. Por acaso vocês já estiveram na presença de alguém que fazia delirar-te? Digo delirar de verdade, da pessoa te lançar um certo olhar e você entender tudo, do toque dela arrepiar até seus cílios, alguém q te fez sentir vivo ao extremo e ao mesmo tempo mais morto do q estando na presença de um Dementador? Uma pessoa que podia melhorar seu dia apenas com um eae ou destruir sua semana com um ar de deboche ao passar do seu lado…

Tenho noção de que meus problemas são meus, eu me causei isso só que nunca imaginei q seria viciada em alguém, ter crise de abstinência, simplesmente a personificação de uma droga. Tão atraente e apetitosa, tão destrutiva.

Não lhe julgo pelas neuroses e paranóias produzidas pela minha mente mas também não nego que sua existência me causou influência. Por favor. Não sejam prensado. Sejam maconha.

É de conhecimento geral que existem pessoas sanguessuga de energia e creio eu q reconhecer esses seres é um passo bastante útil a ser feito. Eu percebi isso, no primeiro momento q toquei seus lábios mas aí eu pensei: ah quer saber… Fodase, já tô aqui mesmo.

E porra que merda é essa, como que alguém pode drenar e influenciar todos pensamentos todas as ações do seu dia há ela? Isso é espécie de voodo? Me apavora muito, saber q não tenho controle dessa imensidão dentro de mim, me apavora, eu nado ou me afogo, eu tô me afogando e não tem ninguém pra me salvar, não tem você pra me segurar a mão ou pra rir da minha morte, não tem nada, eu simplesmente me joguei de cabeça nisso sem querer e cá estou eu, nessa imensidão as 00:55.

E isso nem é o pior, podemos tirar lição disso, sabe as marcas, aquelas q ficam no braço depois de você meter a navalha ouvindo o som mais triste do momento, aquela marca que fica ali pra lembrar o quão imbecil você se tornar pra aliviar a dor momentânea, imagina isso, só que na alma. Na alma não. No cérebro. Cérebro a máquina de controle de todo ser humano. Você não ter a capacidade e nem a vontade de se relacionar com outros seres por medo, receio, pavor e se for usada de novo? E descartada como um nada novamente? Mais uma dessas vão entrar pra coleção que é ser eu? Viver assim até quando? Quando irei despertar desse limbo que foi criado? E se despertar né…

O bagulho é tão intenso aqui dentro que elevou de relacionametos “amorosos”, para relacionametos sociais. Viver na angústia que você não é suficiente e que sua falta no mundo não faz diferença pra ninguém há não ser sua mãe q tem uma relação de simbiose e seu cachorro carente é bastante, encolhedor. Encolher é isso que gostaria de fazer, me tornar uma fadinha que só fica observando o mundo seguir seu rumo, voando, indo e vindo, sem ter muito impacto no ninho que vivo. Cá estou eu, pensando em me tornar uma fada as 01:16.

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